O maravilhoso site do IGESPAR

dsc04562
Devido à minha actividade profissional, paralela ao ensino, sou obrigado a consultar frequentemente o «site» do Instituto Português de Arqueologia. Um «site» excelente, que, para além de outras funcionalidades, inventaria todos os sítios arqueológicos do país, por tipo, projectos, arqueólogos, concelhos, etc..
Habituei-me a ir lá diariamente, ao ponto de saber o endereço de cor: www.ipa.min-cultura.pt. Mas, desde há mais de um ano, se quiser entrar directamente no «site» através do endereço, eles não deixam. Enviam-me para o maravilhoso «site» do IGESPAR, que está em construção há mais de um ano. E como está em construção, pedem-me que faça a fineza de consultar o «site»… www.ipa.min-cultura.pt.
Mas se é assim, por que razão não me deixam entrar lá directamente? E por que é que não acabam o raio do «site» de uma vez por todas? Será assim tão difícil?

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

7 respostas a O maravilhoso site do IGESPAR

  1. francisco diz:

    Por isso es contra a escola a tempo inteiro, querias continuar a mamar em dois lados, não é? Alias como a maioria dos profes.

  2. Nunca fui contra a escola a tempo inteiro, Francisco. Se lesses os meus escritos, sabias isso. Aliás, foi das poucas medidas positivas desta Ministra, obrigar os professores a estar mais tempo na escola. Por mim, até podia obrigar a estar o tempo todo do horário. Iria criar-lhe outros problemas, mas isso era com ela.
    Continuo a «mamar em dois lados», não te preocupes. Há sempre tempo para tudo.
    Mas sempre te direi que trabalhava muito mais e estava muito mais tempo na escola antes de ser um professor desmotivado, ou seja, antes desta ministra chegar. Chegava a estar na escola até à meia-noite para fazer o Jornal da Escola, ou a ir com os meus alunos para férias, a título privado, depois das aulas acabarem. Agora? Nem mais um minuto. Com esta ministra, tornei-me um professor-burocrata. Dantes, era um excelente professor. É o que ela quer, não é?

  3. Jeronimo diz:

    Gostei da autoavaliação: era um “excelente professor”. E recordo um comentario seu noutro blog onde afirmava trabalhar no ensino 35 horas semanais com 22 dias de férias anuais. Donde se conclui que está na Escola a trabalhar para fora ou …

  4. Exactamente, Jerónimo. Foi no «Arrastão», se não me engano na caixa de comentários de um «post» do Daniel Oliveira.
    Repito o que então lhe disse: o horário de um professor é igual ao de outro funcionário público, 35 horas. E o número de dias de férias também.
    A diferença é que os professores não trabalham diariamente das 9 às 18 horas. Não é um trabalho de secretaria, ou não deveria ser. Daí que dessas 35 horas, apenas 27 ou 28 tenham de ser cumpridas na escola. As restantes 7 ou 8 ficam para reuniões e para o trabalho que os professores podem fazer em casa, como preparar aulas, fazer testes e corrigi-los. Fisicamente, uma escola não aguentaria que todos os professores estivessem na escola, todos os dias, ao mesmo tempo.
    Repare que eu disse que dantes passava mais tempo na escola. É verdade. Só era obrigado a dar as aulas e podia ir logo embora – e a ministra fez bem em alterar isso. Só que, porque gostava muito do que fazia, ficava horas a fio dentro da escola, mesmo quando não tinha aulas. A conversar com os alunos, a preparar materiais, simplesmente a estar lá. Coisa a que não era obrigado.
    Actualmente, estou na escola o número de horas que me obrigam a estar. Estou lá essas horas e ponho-me a andar. Sou obrigado a estar mais horas do que estava antes, mas na realidade acabo por estar menos do que estava.
    Não sei o que tem isso a ver com as minhas actividades fora do ensino. Entre as 18.30 horas, quando acaba o dia de aulas, e a uma/ duas da manhã, há muitas horas pela frente. Há tempo para tudo. Até para escrever em blogues, veja lá!

  5. Pedro Vieira diz:

    Caro amigo , ao ler os seus artigos verifiquei , que além de professor se interessa por arqueologia .Que foi aluno do Garcia de Orta . Sabia que houve nesse liceu durante alguns anos , uma secção de arqueologia com algum relevo ? Estamos a falar dos anos 70 . Não sei sé dessa altura ou posterior , mas se tiver curiosidade em saber , responda-me para o meu email – se se interessa por arqueologia , tenho algumas coisas interessantes para contar.

  6. Glaneuse diz:

    Já está no ar o tão esperado site do Igespar… Vá lé faça uma criticazinha

  7. Pingback: O Vaticano e o período da pornocracia. 1 – De Sérgio III a Estevão VIII | Aventar

Os comentários estão fechados.