O Idalécio e o Joaquim

Outro «post» inofensivo…
Lá para os lados de Cantanhede, mesmo na fronteira com o concelho da Mealhada, um jovem casal, há mais de quarenta anos, recebia a mais bela das notícias: a família ia aumentar. Seria o primeiro de muitos filhos que já tinham planeado.
Por razões que não foi possível apurar, a jovem futura mãe era flipada no nome Joaquim. E logo que soube que ia ser um rapaz, decidiu que ele iria chamar-se Joaquim.
Porém, as coisas complicaram-se durante a gravidez e a criança nasceu prematura. Naquela altura, a mortalidade infantil era muito elevada e os médicos desenganaram logo a senhora. Não havia qualquer hipótese de sobrevivência. Mulher temente a Deus, não quis enterrar o filho sem primeiro proceder ao seu baptismo e ao registo da criança. Chamou-lhe Idalécio.
Idalécio? Mas então…? Exactamente, Idalécio. A senhora era temente a Deus, mas muito pragmática e nada burra. Seria um desperdício gastar um nome de que tanto gostava, Joaquim, com uma criança que ia morrer. Assim como assim, o nome era uma questão de somenos. Joaquim seria o nome do filho seguinte, vivo se Deus quisesse, este seria Idalécio. Idalécio Marcelino.
Mas a vida está cheia de ironias. Infelizmente, o casal não conseguiu ter mais filhos, por mais que tentasse. E o bebé Idalécio, desenganado pelos médicos, recuperou milagrosamente e conseguiu sobreviver, tornando-se um rapagão cheio de energia e de saúde.
Quanto ao Joaquim, nunca chegou a nascer. Ai se a sua mãe sabia…
Esta história é verídica. O Idalécio e os seus pais estão vivos para contá-la a quem a quiser ouvir.

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2 respostas a O Idalécio e o Joaquim

  1. Apanhei este link no twitter! : “joaojosemarquesEle há histórias bem bonitas…. http://bit.ly/PziXn

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