NADA É PROIBIDO e que viva a convergência

Duas pequenas notas sobre o Congresso do Partido Socialista (para pensar) e, por fim, uma homenagem ao referido Congresso, que poderia deste modo fechar em grande:
1ª nota: Manuel Alegre não vai estar presente neste encontro magno de Sócrates (mas o PS disse estar Alegre na Comissão de Honra do Congresso, e eu espero um esclarecimento, senão, creio, NO FUTURE para o ainda deputado)
2ª nota: Francisco Louçã agradece ao PS ter sido eleito o seu inimigo principal. E quem elegeu Louçã inimigo principal? Foi essa grande e lendária figura das convergências à esquerda, António Costa, que disse, e muito bem dito – que o Bloco de Esquerda não pode ser parceiro de governação (que Deus nunca permita tal, é o que eu espero, e que Deus preserve Louçã de qualquer contacto com o PS/Sócrates), e que o Bloco não passa de um parasita da desgraça dos outros. [Destaque]
Sempre apreciei muito A. Costa, figura lendária da esquerda, e acho sinceramente que todos, sem excepção, deveríamos já lançar-nos em convergências com A. Costa, para a CML e o que for necessário.
3ª nota: proponho um fecho em grande para o congresso – Ana Malhoa, voz da liberdade e o seu magnífico “Nada é Proibido”

Bom, e assim encerro a minha magnífica cobertura do Congresso de Espinho do Partido Socialista. Até ao próximo.

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6 respostas a NADA É PROIBIDO e que viva a convergência

  1. Já está mais que compreendido que, segundo o Carlos Vidal, o partido a abater é o PS e o político a eliminar é José Sócrates, em sentido figurado, claro. A sua campanha não deixa margem para dúvidas, embora sem explicitar as graves injustiças que eles lhe fizeram. Não será agora a altura de nos começar a dizer que alternativa nos aconselha e, principalmente, os motivos da escolha? Enfim, passar do negativo inócuo, para o positivo com substância. Não é disso que o país necessita? De saber qual o caminho que deve seguir e com quem? Cá fico na expectativa!

  2. Carlos Vidal diz:

    Sinceramente, M. Loureiro, não vejo onde possa ter razão.
    O PS é tanto o meu alvo principal (e Sócrates) como a esquerda onde me situo e voto (BE / PCP) é o alvo número um do PS. Tal como hoje confirmou António Costa. Pense bem. Mais claro não posso ser, e já aqui falei muito do que desejava para a esquerda em Portugal.

  3. LAM diz:

    Aquilo é a Camorra no poder. Dou graças à minha situação de independente sem partido, mas de esquerda sempre, para não ter de dar troco nem muito menos cativar politicamente o trogloditismo que vai enxameando as caixas de comentários de vários blogues. Posso ser politicamente correcto, incorrecto ou vice-versa, mas de uma coisa tenho a certeza: não tenho filhos dessa idade e quem os fez que os ature.
    O PS é a máfia instalada. Este congresso provou-o para quem ainda tivesse dúvidas.

  4. Não é líquido que o alvo principal do PS sejam BE/PCP, embora não esqueçamos que os mancheviques foram as primeiras vítimas dos bolcheviques, facto que uns e outros nunca esqueceram. E já agora, deixe-me que lhe diga, se o seu coração balança entre o BE e o PCP, cuidado com os sobressaltos que ele lhe vai dar. O grave é que todos nos reclamamos de esquerda e não nos entendemos.

  5. Carlos Vidal diz:

    Caro M. Loureiro, uma pequena nota: o meu coração, como diz, não balançe entre o BE e o PCP, eu voto PCP. Mas é-me importante todo o espaço político desenhado à esquerda do PS (que, como eu e muita gente acha, não é um partido de esquerda, nem social-democrata que vise em primeiro lugar uma distribuição reformista da riqueza acumulada pelo mercado, nem um sistema sustentado de justiça social – o PS não tem e nunca teve nenhum projecto de sociedade, é um partido casuístico de ocupação do Estado, nada mais: é o que calha, desde que possa ser governo).

  6. almajecta diz:

    As nações e os naturalistas deviam formar uma ideia assaz agigantada do tamanho dos gatos portugueses que desenterravam cadáveres, e das boas avenças dos nossos cães com os referidos gatos na obra da exumação dos mortos, e não menos se espantariam da familiaridade dos javalis que vinham do Gerês colaborar com os cães e gatos naquela mineração das carnes podres das terras de Lanhoso. A origem pois da insurreição nacional de 1846 está definida nos fastos da Europa revolucionária. Foi ama reacção, uma batalha social à canzoada e gataria confederadas com o focinho profanador de porco-montês. E daí procedeu escreverem os jornalistas que a revolução do Minho era o … Os cadáveres servidos nos banquetes ilegais e nocturnos dos javalis, com a convivência de gatarrões a rosnarem com o lombo eriçado, e molossos de colmilhos ensanguentados foi caso que impressionou grandemente as raças tudescas, por ser um acto proibido pela Carta Constitucional. Quer fossem os setembristas de Braga, quer a alcateia das feras coligadas, o certo é que a insurreição do AltoMinho tabu esta província e a transmontana, devastando as papeletas impressas e os vinhos das tascas sertanejas. A guerra motivada pelos gatos ë seus cúmplices fez sofrer ao capital do país ama diminuição de 77 milhões e meio de cruzados, segundo o cálculo do ministro da Fazenda Franzini, muito retrógrado, mas um génio no algarismo.

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