Pela voz de António Costa, hoje no Congresso do PS, o Bloco de Esquerda (e supõe-se que o senhor não tratará melhor o PCP, como Santos Silva confirma constantemente), foi eleito o inimigo e um “parasita”. Implicitamente, o PS escolhe como parceiro o CDS/PP.
E é lógico que o faça. Não se espera uma maioria absoluta do PS nas próximas eleições. O PS ou fará governo minoritário e, nesse contexto, nada de “casamentos gays”, ou fará acordos de governação e/ou parlamentares com o CDS/PP, e aí, quanto a “casamentos gays”, eu nem comento. Conclusão, quanto a este assunto, cuidado com o PS, e atenção ao que o mesmo PS fez em Outubro passado.




Não consigo perceber este fascínio do PS, e do senhor Sócrates pelo casamento dos homossexuais.Eu acho um autêntico insulto chamar “homossexuais” aos “casamenteiros”, já que homossexuais assumidos eram João Vilaret, Mário Cesariny e Yves Saint-Laurent e nunca me constou que pensassem sequer em casar.
Não percebo para quê os “tais” querem casar. Para ter filhos não deve ser, e para adopção de crianças, não há necessidade de casar. A Constituição já não admite descriminações, neste caso.
A M Graça,
Se eu quiser garantir ao meu companheiro a herança dos bens comummente partilhados ao longo de uma vida, como farei? Como evitar que, após décadas de vida em comum, uma das partes possa vir a ficar espoliada em proveito de descendentes colaterais (vulgo sobrinhos e quejandos) que nunca foram chamados à colação? Não preciso que me garantam a possibilidade de casar, coisa que dispenso, quero sim, e muito, uma lei que me garanta direitos jurídicos iguais aos de outros casais.
Comentadores,
Este post não pretende discutir a razoabilidade ou os fundamentos do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. O autor deste post – eu, C. Vidal – sou favorável ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e à adopção (tema ao qual o PS quer fugir). Este post pretende sublinhar outra coisa: pretende chamar a atenção para o facto de que o PS poderá não ter outra vez condições (como teve em Outubro passado) para aplicar esta lei que diz defender. Por isso, quem está entusiasmado com o PS por causa disto, tome nota de que o PS pode apenas estar a usar o tema como manobra de pretensa “modernidade”, “civilidade”, branqueamento de um chumbo que protagonizou em Outubro passado.
E o PS vai-se coligar com quem? Com o PCP, BE ou PNR? Com partidos extremistas?
“(…) sou favorável ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e à adopção (…)”
E aos casamentos incestuosos?
“(…) (tema ao qual o PS quer fugir) (…)”
Eis, também, a pergunta que os defensores dos casamentos homossexuais querem fugir.
“O alargamento do âmbito de protecção do preceito (art.º 13 – princípio da igualdade) à realidade de comunidades familiares diversas e plurais não se transfere de plano para o casamento de pessoas do mesmo sexo”. Gomes Canotilho e VITAL MOREIRA, in Constituição da República Portuguesa anotada, Vol. I, pag.ª 568, citados em acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa de 2/15/2007.
Está com receio que os intervenientes se casem…………………….?
Vá continuando a tomar nota … e colocando umas vélinhas ao seu santo Padroeiro D. Chaves Socialista de todas as causas imperialistas.
Chávez faz “intervenção revolucionária”
Fábricas de arroz tomadas por militares venezuelanos
01.03.2009 – 10h59 PÚBLICO
O Presidente venezuelano deu ordens às suas tropas para tomarem de imediato o controlo das fábricas de arroz do país, acusando alguns empresários de ignorar os preços estabelecidos pelo Governo. A Reuters considera este o gesto mais duro de Hugo Chávez contra a indústria desde que venceu o referendo no mês passado.
“Dei ordens para uma intervenção imediata em todos os sectores da agro-indústria, intervenção pelo Governo revolucionário”, afirmou ontem o Presidente, num discurso destinado a assinalar os distúrbios de há 20 anos contra uma subida de preços no país.
Chávez acusou as empresas de boicotar a cadeia de fornecimentos ao recusarem-se a produzir arroz – uma das principais produções agrícolas venezuelanas – aos preços definidos pelo Executivo. “O que é que estão a fazer alguns sectores da agro-indústria? Compram arroz aos produtores e não querem produzir arroz regulamentado”, cita a CNN.
As instalações tomadas pelos militares venezuelanos podem incluir a gigante norte-americana Cargill, que emprega duas mil pessoas em vários pontos do país. O Presidente não disse até quando é que esta intervenção vai durar, mas avisou que algumas das empresas poderão ser nacionalizadas.
Caro Tuga Muga, Chavez não é socialista de causas imperialistas, é socialista de causas anti-imperialistas. Como eu, aliás (na medida do meu possível).