Da pureza da heroína Ingrid Betancourt

“Segundo Keith Stansell, Betancourt “era arrogante, pensava que o acampamento onde estavam lhe pertencia e que o lugar tinha sido construído para ela”. Betancourt terá mesmo chegado a dizer que levassem dali os norte-americanos “porque eram da CIA ou porque talvez tivessem chips dentro do seu corpo, o que tornaria fácil encontrá-los”. “Podiam ter-nos assassinado simplesmente porque Ingrid queria mais espaço para si.”


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19 respostas a Da pureza da heroína Ingrid Betancourt

  1. Mas quem é que procura, pretende ou espera pureza heróica. Naquelas condições, eu teria feito muito pior para salvar a minha pele. O Tiago, pelos vistos, é que não. Parabéns a você, portanto.

  2. E então? Lá por ser “impura”, já merecia ser refém? Ora que disparate!

  3. jcd diz:

    Realmente, a tipa era do piorio. Infelizmente, está cá fora. Bolas.

  4. Luis Moreira diz:

    Não sabia e por acaso nunca me entusiasmou muito.Sempre me pareceu que é mais ou menos como estar em Paris expatriado.Quer dizer, com mais ar puro.

  5. Tiago Mota Saraiva diz:

    Ana Cristina, onde é que vê escrito que alguém merecia ser refém?
    João Pedro Costa, agradeço a informação e espero que um dia não nos conheçamos numa situação destas.

  6. lili diz:

    Da condição humana.

  7. M. Abrantes diz:

    Deve ter sido por isso que esteve presa tanto tempo. Por querer mais espaço para si mesma.

  8. Caro Tiago, literalmente em lado nenhum. Só não me pareceu relevante para a história – e a história é que há uma data de gente que foi raptada durante anos, e isso é indefensável (tb. porque não sou amante de “biografias”, a maioria não passa de conversa de porteira a dar-se ares de concierge – que é como sabe a mesma coisa só que em francês que é mais fino)

  9. Tiago: não sejas infantil. Só o facto de equacionares essa possibilidade (de sermos raptados juntos) prova que não estás aqui para discutir mas para mandar bitaites. O que está aqui em causa é a superioridade moral que evidencias neste post mal disfarçada por uma ironia bacoca. Gosto muito de te ler.

  10. Tiago Mota Saraiva diz:

    Caro João Pedro, o raciocínio do post era bem menos profundo, não tinha tantas entrelinhas e nem sequer tinha qualquer comentário próprio que não passasse pelo título.
    A ironia pensada, tinha muito mais a ver com a operação mediática em torno de uma heroína da resistência contra o Mal, do que uma avaliação da resistência ou do carácter da senhora – que não faz muito o meu género.

  11. pcarvalho diz:

    E com isso se ‘esquecem’ dos que estão nas prisões democráticas da Colômbia,e do seu ‘presidente’ estar nos ‘files’ dos USA como um gajo do tráfico.Mas,é um combatente pela liberdade de haver gajos que têm tudo e a imensa maioria(pq o são, embora sejam capazes de pôr a cabeça no cepo por seu amo para continuarem a serem explorados-alienação,que palvara tão ‘entlectual’ pra os ‘amigos’ liberais(fascistas).)

  12. Ingrid Betancourt é-me um pouco indiferente e é escusado ser «santificada» pela situação limite que foi obrigada a viver. No entanto quando li o post lembrei-me imediatamente d’O Deus das Moscas. Não exactamente pela leitura, mas não me parecem estranhos certos comportamentos reprováveis. Acredito que ao Tiago também não. Agora claro, percebo a ideia, é escusado ser santificada…

    Cumprimentos.

  13. Burguesa (!!!), estavam à espera de uma Santa.
    Por acaso não se tocaram com a “moral” do Balde-Higiénico que saltaricou em muitas caixas de comment’s.

  14. Daniel Marques diz:

    Mas agora os comunistas sao propagandistas da CIA? Caro Tiago!?

  15. Pinto diz:

    Ah, afinal o PCP tinha razão: as FARC são uns gajos porreiros. Os reféns é que são perigosos.
    Qualquer dia, um judeu conta episódios de má convivência nos campos de concentração, servindo isso como atenuante do comportamento NAZI.

    Estas tentativazinhas de alterar a imagem das FARC sõ lgo de extraordinário.
    Em Portugal há o extremismo consentido – PCP e BE – e o extremismo proibido – PNR. O primeiro (PCP e BE) é bem mais perigoso pois é tolerado por muitas elites que vão vagueando pelos sucessivos governos e que tiveram ali as suas origens.

  16. Pinto diz:

    Um Senhor da minha aldeia esteve na Guiné no final dos anos 60, ao serviço do Exército Português. Foi prisioneiro durante meses. Ele refere que aqueles que mais falavam (que faziam e aconteciam) e que se auto-intitulavam indobráveis e imunes à tortura, foram os primeiros a ceder e a ter comportamentos menos dignos, na situação de cativeiro e de tortura.
    Tiago não ridicularize o comportamento e a reacção de pessoas que passaram por algo que você nunca passou. Você não sabe qual seria a sua atitude.

  17. Pinto.
    Acho que o T não moralizou a coisa. Veiculou uma apreciação 3ª.
    Pelo relato, o que é assinlado é o Factor ” Capricho” como característica essencial para definir a Cativa, como pessoa.

  18. Tiago Mota Saraiva diz:

    Pinto leia o título e a notícia, mas não escreva que eu disse o que não disse.

  19. bruno peixe diz:

    Temos de estar de acordo num ponto comum: o veemente repúdio pelo sequestro de Ingrid Betancourt pelo exército colombiano em Julho de 2008.

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