Comércio Justo (e uma crítica gastronómica)

dsc04511  dsc04513
Fui almoçar a Guimarães. «Cor de Tangerina», assim se chamava o restaurante, provavelmente o melhor vegetariano que já conheci. Se fosse crítico gastronómico (profissão que não desdenharia), diria que a amesendação esteve impecável e que o serviço foi eficiente e muito competente. Que o tofú grelhado com açorda portou-se muito bem e que o puré de batatas com estufado de ervilhas e cogumelos denotou muita dignidade. Que a carta de vinhos era correcta, embora sem grandes aventuras, e que se experimentou um verde branco que se viria a revelar muito falador.
Como não sou crítico gastronómico, direi apenas que é um restaurante excelente, um espaço fantástico, mesmo em frente ao Paço dos Duques, com funcionários muito atenciosos e comida muito boa. Como entrada, uma malga de azeite biológico com gergelim torrado (sésamo), acompanhado de pão produzido na padaria do restaurante. Apenas dois pratos à escolha, aqueles que referi acima, para além de pizza vegetariana. Como sobremesa, o folhado de frutos que deixo em fotografia. Para acompanhar, um «Quinta da Tojeira» de Cabeceiras de Basto, biológico como todos os que constavam da carta de vinhos. Fresquíssimo, num frapé em cortiça.
dsc045221  dsc04526
O «Cor de Tangerina» faz parte de uma cooperativa que engloba uma loja de Comércio Justo – e é esta uma das suas particularidades. O Comércio Justo («Fair Trade» em inglês) é um movimento social que procura estabelecer preços justos a pagar aos produtores do terceiro mundo pelo artesanato e pelos produtos agrícolas que vendem aos países desenvolvidos. Ou seja, é o comércio onde o produtor recebe a remuneração justa pelo seu trabalho. Uma entidade global, a International Fair Trade Association, certifica as boas práticas de todo o processo. A protecção dos direitos humanos e do ambiente é uma das suas principais preocupações.

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

5 respostas a Comércio Justo (e uma crítica gastronómica)

  1. Ai esse folhado… E, sim, é óptimo verificar que o Fair Trade já vai penetrando o mercado português, é que eu ainda sou do tempo que era preciso ir a Londres comprar chá e café e outras coisitas mais com o certificado de Comércio Justo (o que era injusto, claro está!).

  2. João diz:

    e isso não tem página na net?

  3. observateur diz:

    E quanto é que custou a refeição?

  4. Joao diz:

    comércio justo, huummm
    dão mais 5 cêntimos ao produtor e cobram mais 5 euros ao consumidor
    já conheço essa história tão bem…

Os comentários estão fechados.