O que é preciso para se ser professor?

Importámos muitas coisas do sistema francês mas no que toca ao ensino uma diferença enorme existe no recrutamento de professores do ensino secundário. Em Portugal o diploma do ensino superior determina a entrada na carreira docente, em França nenhum diploma dá directamente acesso à docência. Usando o meu caso como exemplo, em França mesmo tendo um doutoramento em Matemática não posso ensinar no secundário a não ser que passe um concurso onde estarei em pé de igualdade com outros candidatos.

Neste momento, em França, um movimento de protesto está em curso contra vários aspectos da reforma do ensino superior. Um dos pontos que os representantes dos professores e dos alunos do superior contestam é a “masterização” do acesso à docência no secundário. O que a ministra propõe é a adopção de um modelo próximo da prática portuguesa com o acesso à carreira docente a depender directamente do diploma de Master desvirtuando completamente o sistema de concursos actualmente em vigor. Um dos aspectos que mais choca na reforma é a substituição das provas da matéria que se vai ensinar por provas de didáctica, ou seja para se ensinar matemática deixa de ser preciso saber matemática, só se pede que se saiba didáctica da matemática.

A luta actual dos sindicatos de professores e estudantes em França parece-me totalmente oposta a algumas reivindicações que li na imprensa portuguesa contra a introdução de concursos de recrutamento (até vi argumentar que os concursos desvalorizam as licenciaturas).

Na minha opinião uma das grandes forças do sistema de ensino francês é a grande solidez da formação dos professores nas matérias que ensinam. Uma das condições necessárias para se ser um bom professor é uma sólida formação na matéria que se ensina, alguém pode imaginar um professor de música que não saiba ler uma pauta?

O sistema dos concursos em França: CAPES e Agrégation tem a vantagem de por todos os candidatos em pé de igualdade independentemente da Universidade de que venha (para se candidatar a um concurso há um nível mínimo de habilitações). Na minha área o candidato passa uma prova escrita onde tem que demonstrar que domina noções de Álgebra, Análise, Geometria e Matemática Aplicada, e uma prova oral onde tem que dar uma aula de um tema escolhido entre 3 lições tiradas à sorte perante um júri. Na oral pretende-se verificar que o candidato domina os conceitos científicos, é capaz de organizar a lição, expõe bem, sabe escrever claramente no quadro e sabe responder às perguntas. A diferença entre os dois concursos está no nível de conhecimentos exigido (os candidatos à Agrégation podem ensinar até ao segundo ano da universidade) e na dificuldade. Os professores “Agrégés” formam uma espécie de elite com um serviço mais reduzido e salários mais elevados. Aqueles que passam o concurso são integrados num instituto universitário de formação de mestres (IUFM) onde aprendem os aspectos pedagógicos.

O sistema Francês não é perfeito, as orais do CAPES e da Agrégation têm tendência a transformar-se num sistema codificado deixando para segundo plano a avaliação das capacidades de comunicação do candidato com a turma. Outra crítica recorrente é o cariz excessivamente teórico da formação nas IUFM onde a pedagogia é ensinada de um ponto de vista demasiado distante da realidade do terreno que os professores vão enfrentar. As IUFM têm tendência a valorizar os aspectos psicológicos e a menosprezar os aspectos práticos da transmissão de conhecimentos: como se fazer respeitar, como organizar uma aula, como lidar com alunos em dificuldade, etc.

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16 Respostas a O que é preciso para se ser professor?

  1. Meu Rapaz! Só Ainda li até ao 2 Paragrafo. Y digo-te o que me escandaliza y choca é que não tenhas pensado, não conheças do que falas y venhas para aqui – como diz o Augusto santos Silva y eu melhoro: com faniquitos de Virgem arreliada!!!
    O teu commente revela IGNORÂNCIA de TUDO. Devia ser Retirado Por pura Estupidez! Não Por censura! Estou mesmo zangada! Vai Perguntar ao Ricado Santos Pinto, que é prof. Y que te dê uma boa Lição do disparate pegado – pelo menos dos 2 primeiros paragrafos! –
    Isto é mais um mail do que um comment. Mas que estou Furibunda ESTOU! A Ignorância aliada ao GRATUÍTO armado em esperto Agonia-me. O RSP que seja Civilizado, por mim.
    Se eu começo a descontruir cada palermice q escreves, vais sntir cada palavra cadachapada.
    São post’s destes que revelam a BRUTEZA com a qual os Docentes são interpretados por esta Sociedade Civil do mais nada para fazer. Vá, Vá lá!!!!!! esclarece-te com um prof.

  2. Pedro Ferreira diz:

    Minha cara De Puta Madre não deve de facto ter lido bem o meu artigo. Não gosto muito de puxar pelos galões, mas vou ter que lhe ir dizendo que sou professor (Maitre de Conférences) num departamento de Matemática de uma universidade francesa que organiza formações de preparação para os dois concursos de acesso à docência no secundário (CAPES e Agrégation), no passado ensinei num curso de preparação para o CAPET (CAPES de tecnologia). O que conheço de Portugal limita-se ao que leio na imprensa mais as polémicas entre meus colegas da Sociedade Portuguesa de Matemática e os pedagogos do Ministério da Educação.
    Sobre os dois primeiros parágrafos: o que escrevi sobre o sistema francês é factual, nada mais. Talvez devesse ler o link para o comunicado do movimento “sauvons l’école”. Sobre Portugal não teço nenhum juízo de valor sobre o trabalho dos professores, nem sobre as suas capacidades, limito-me simplesmente a comentar as afirmações de um dos sindicatos portugueses:
    “2. A criação deste dispositivo denota uma ainda não explicada desconfiança do trabalho feito
    pelas instituições, designadamente as que integram a rede pública das instituições de
    ensino superior, que fazem formação inicial de professores. Se o Governo pretende
    fiscalizar e avaliar erros das instituições deverá fazê-lo recorrendo aos mecanismos
    legalmente previstos e não desta forma que apenas penaliza os professores e educadores
    recém-formados, deixando incólumes as instituições.”

    estando eu de acordo com grande parte das reivindicações parece-me, visto daqui, que no caso dos concursos de acesso à carreira docente se enganam.

  3. Catarina diz:

    Então deixe-me esclarecer uma coisa, que penso que o ajudará a compreender a posição dos sindicatos: nos últimos 20 anos, sensivelmente, as universidades portuguesas passaram a proporcionar aos seus alunos a possibilidade de fazer licenciaturas em ensino – até ao 3º ano, o curso seguia um percurso comum, no último ano (ou nos últimos dois) recebia-se também preparação específica para ensinar, com cadeiras de pedagogia e didáctica e com um ano de estágio. Antes disso, os candidatos a professor, «armados» de licenciatura trabalhavam no ensino por sua conta e risco até serem admitidos no estágio, que durava dois anos (um mais teórico, o outro prático), sempre trabalhando, embora com horário reduzido (no meu tempo, os estagiários tinham 16 horas lectivas semanais). Os sindicatos manifestam-se contra a incongruência de um Estado que autoriza e certifica licenciaturas específicas em Ensino e depois quer submeter os licenciados delas saídos a um exame para que possam ser professores.

  4. Catarina diz:

    Então, por favor, corrija o erro – em vez de «depois que submeter os licenciados»,deveria estar «depois quer submeter os licenciados». Obrigada!

  5. Epá, que seca estar a escrever comments. Mail era mais prático. … efeitos do twitter )

    Já vi o teu “CV”. Y mesmo assim independentemente de tudo* vamos só tocar numa coisa que não tem País – a Didáctica – .

    “Um dos aspectos que mais choca na reforma é a substituição das provas da matéria que se vai ensinar por provas de didáctica, ou seja para se ensinar matemática deixa de ser preciso saber matemática, só se pede que se saiba didáctica da matemática.”

    É claro, que fica sempre bem repudiar a Didáctica y etc. … Contudo, na Formação de Professores, se ele desconhece y/ ou n tem noção dos materiais y das possibilidades dos materiais y de como poderá tornar “plástico” esse saber que está encerrado em si próprio Y que ele é o ponto de partida para o transmitir a outros, corre o risco de o simples 2+2 ser igual a uma galinha, a um TGV, ao samba no carnaval brasileiro, menos ao 4.
    Independentemente do modo pelo qual os cursos estão estruturados, para quem quer exercer a profissão de professor y ser professor que transmite o seu conhecimento a didáctica é sempre uma ferramenta preciosa. Y por outro lado, substituir essa tal didáctica por mais disciplinas de acumulação de saber é produtivo só numa óptica de investigação. Se o que está em questão é o ensinar o Outro, centrar tudo no protagonismo do transmissor é Infecundo. dai que a didáctica pelo menos desempenhe esse papel inglório que consiste em despertar o transmissor do seu sono-profundo sobre o seu pp ego. Digamos que funciona como uma descentração do transmissor de si próprio y o obriga a olhar o Outro, a perceber que existe outro elemento com condições de possibilidade de apreender y aprender o que ele lhe transmitirá, y que esse Outro – dado que não é um PC/ máquina – reage de muitas maneiras face aos estímulos exteriores etc.
    A familiarização com “aquilo” que o Outro poderá ser y como poderá chegar a esse outro y comunicar a esse Outro é Fundamental para que o Professor não apareça como um Autista. Um autista que vai acertando na comunicação à mercê da sorte y do Azar.
    ……………………….
    Bem, Vou contar-te um episódio: Tive um prof. que quando ainda estava inscrita uma aluna que dominava o alemão ( y era meia-alemã), não se cansou de nos atirar com materiais sobre a carnificina Nazi. A miúda acusou uma certa pressão y desistiu da cadeira. A miúda foi-se embora, nós, ou Outros que não sabíamos uma palavra de Alemão passamos a ter aulas em que o Sr. Lia O texto em Alemão, dps, fazia tradução simultânea do texto em Alemão, y dps mal tinha tempo para ler o texto em Português, y assim estavam passadas 2 horas. Aqui, neste exemplo estão duas coisas: exibicionismo y falta de didáctica. ( A disciplina era História y Filosofia do Direito, já agora…).

    Outra coisa: independentemente de como estão estruturados os cursos, na formação de professor esta disciplina é estruturante y n deve ser ignorada. Os professores n vão para uma sala trabalhar com mesas y cadeiras, tem seres em formação, como aquela minha colega que era meia-alemã y parece que de certa forma foi bode expiatório, pelo menos parece que assim se sentiu y aquele Tolo Professor estava mais centrado no Seu saber y no endeusamento do seu saber y a exibi-lo.
    OK! Pronto. Pensava – fiz-te logo o boneco de Jornalista a receitar que as coisas francesas é que são boas – Mas és Prof. Logo, reconsidera esta coisa da Didáctica. Vale. Senão corres o risco de ajudar a formar mts senhores como aquele ilustre prof. de q te falei. Vale.

    …………………
    Outras coisas talvez se compliquem com os sistemas y etc’s q tu já referes tb. O melhor ( + Isento!!) é mesmo o Espanhol: Exame Nacional à Carreira Docente!

    • Ricardo Santos Pinto diz:

      Estás em forma, De Puta Madre, mas o teu primeiro comentário é um bocado trauliteiro. Serão influências do teu amiguinho Santos Silva?

  6. Catarina
    “Antes disso, os candidatos a professor, «armados» de licenciatura trabalhavam no ensino por sua conta e risco até serem admitidos no estágio, que durava dois anos (um mais teórico, o outro prático), sempre trabalhando, embora com horário reduzido (no meu tempo, os estagiários tinham 16 horas lectivas semanais)”
    Tens que situar essa situação no tempo! Y salientar o Factor Mercado!
    Ou seja: “excesso” de Oferta no mercado funcionava Como Opção do Licenciado assim adiar a Profissionalização!. Com a entrada na UE passou a ser exigida a profissionalização.
    A partir daí: Há que assinalar tb o Trabalho Abjecto, desonesto y de total desrespeito que os sindicatos tiveram para ENTERRAR! MANDAR PARA FORA DA CARREIRA: OS JOVENS LICENCIADOS QUE SE PROFISSIONALIZARAM DE IMEDIATO!. Y assinalar TB que os Sindicatos de Professores São de uma BRUTEZA Virulenta ( pelo menos até 2003) EXISTIRAM PARA PROMOVER OS INTERESSES DO PIAGET!! Y Para alem dos Professores Primários Mais nenhum Professor existia em PT.

    Exemplo disso foi a forma como conduziram o Dirito ao Subsídio de desemprego dos rofessores. A Sorte dos Professores Foi Mesmo Y Só Mesmo Estar em Exercício Um Homem Inteligente y COMPETENTE Y COM BRIO, MUITO BRIO: o Augusto Santos Silva.

    Claro: que O EXAME NACIONAL DE ACESSO À CARREIRA DOCENTE É A SOLUÇÃO MAIS HONESTA/SÉRIA/IDÓNIA.
    Quem não a quer ou nela não estará interessado são os CULTORES DA MEDIOCRIDADE.

    Vou fugir pq este assundo faz-me mal.

    …………..
    Catarina, n te esqueças que saltaste “os Jovens Licenciados-Profissionalizados” do início da Década de 90 que ainda hoje andam a Carregar – como gente infecta – com o mediocre trabalho dos Sindicatos!!!

  7. Ricardo, n era para ele publicar! Né. Era como um mail! … estava-me a Zangar mesmo ( para ele te ir perguntar como é que as coisas funcionavam, pensava q era jornalista. Mas é prof. de outro sistema. Ora, y prof. de matemática, tem uma “certa” desculpa com a história da didáctica … pensam q o mundo é só números … etc. Mas pronto, a coisa é Francesa. Ainda n li até ao fim. N me vá dar outro ataque. Acabei de ter outro com um bocadinho do comment da Catarina. Pareço o CV só de imaginar a sombra do Socras.
    Vou ver o SCP.

  8. Pedro Ferreira diz:

    Cara Catarina, corrigi o seu comentário, juntei dois espaços que faltavem.

    Muito obrigado pelos esclarecimentos, os sistemas são de facto bastante diferentes, eu estudei em Lisboa até ao Mestrado (cientifico), na altura (anos 80) havia já uma via de ensino, que, no caso que conheço tinha muito pouco conteúdo cientifico. As vias de ensino nada têm a ver com o meu argumento. O que eu contesto é o facto de alguém que venha de uma via cientifica ser admitido como professor simplesmente pelas notas que teve na licenciatura.

  9. Pedro Ferreira diz:

    Minha cara De Puta Madre, os meus parabéns pelo segundo comentário, gostei muito. Na verdade não estamos assim tanto em desacordo como isso ,eu não tenho nada contra a didáctica, acho que para quem ensina é fundamental, simplesmente o que se contesta por aqui na reforma é que esta substitua a avaliação dos conhecimentos científicos. Dizes, e muito bem, que um professor não ensina para mesas e cadeiras eu estou totalmente de acordo, eu digo que não se pode ensinar música sem saber ler uma pauta, espero que também estejas de acordo.

    No caso da matemática só uma sólida bagagem de conhecimentos (que vão além dos estritamente necessários para dar aulas) permite a visão global que leva a um nível cultural que permite enfrentar várias décadas de carreira. Exemplificando: não acho que quem se destina a professor do secundário tenha que estudar matérias como a análise micro-local ou os espaços de elementos finitos, já alguns conhecimentos de lógica e fundamentos da matemática me parecem essenciais, mesmo que essas matérias nunca se ensinem directamente aos alunos.

    Sobre a didáctica; do meu ponto de vista há dois aspectos essenciais: em primeiro lugar há que adquirir uma formação teórica de base (os conceitos fundamentais) e depois há que os aplicar à prática do ensino, e nesse aspecto a escola francesa é deficiente fica-se pela teoria e despreza os aspectos aplicados que são muito prezados pela escola anglo-saxónica. Um exemplo: nalgumas universidades americanas quando se dá aulas (teóricas ou práticas) passa-se por uma formação em que, entre outras coisas se é filmado a dar uma aula e se corrige os pequenos (ou grandes defeitos) que todos temos. Por aqui quem ensina na Universidade não tem nenhum tipo de formação.

  10. Cecília diz:

    «eu estudei em Lisboa até ao Mestrado (cientifico), na altura (anos 80) havia já uma via de ensino, que, no caso que conheço tinha muito pouco conteúdo cientifico. »
    Agora é a mim que dá uma coisinha!!!! Concluí o curso de Matemática (Ramo Educacional) em 78 e não acho que tenha alguma coisa a ver com o que acabo de ler. Parece-me, isso sim, que a SPM tem a sua propaganda bem feita. Não lhe chega o escaracéu que faz por cá… Talvez fosse interessante perguntar à APM o que tem a dizer sobre o assunto.
    Mais, quando comecei a ler este seu post, tive a sensação de estar a ler um artigo de PPortas. Ele é que costuma dizer umas coisas assim…

  11. Pedro F.

    Pois, tb me parece que afinal são mais as afinidades.
    Completamente de acordo: se não existe uma base sólida não há didáctica que valha. Essa situação q caraterizas é algo similar à “moral” dos Cursos no Piaget. Actualmente – cá – existe a fantática situação de que licenciados-profissionalizados ( portanto com as pedagógicas) da Clássiica y da Universidade Nova em Matemática ( O mesmo se passa com os Estudos Portugueses) concorrem numa prioridade inferior aos licenciados pelo Piaget, no que respeita ao 2º ciclo do ensino básico. Pois, o seu estágio profissional em exercício não foi efectuado com essa grupo-alvo. Até hoje a situação mantem-se. Os próprios Sindicatos Blindam a viabilidade do acesso aos estágio profissional com esse grupo-alvo. Y mas uma vez ( repito para que atiram pedras ao ASSilva) se não fosse o Homem do Malhar: o 3 Ciclo estava monopolizado por Licenciados do Piaget y Institutos Similares. Isto traduz o seguinte: qq indivíduoo que tivesse feito a opção por Uma Universidade Pública estava Fora do Mercado de Trabalho. Foi tb isso que o ASSilva tb Travou (! Mas isso já ninguém se lembra.)
    …………
    Agora, mudando de rumo. “Um exemplo: nalgumas universidades americanas quando se dá aulas (teóricas ou práticas) passa-se por uma formação em que, entre outras coisas se é filmado a dar uma aula e se corrige os pequenos (ou grandes defeitos) que todos temos.”
    É de facto “mágico” o efeito da filmagem. Eu tive a sorte de fazer um curso de Formação de Formadores antes de fazer o Estágio Profissional ( o que fez toda a diferença!!!) y essa simples filmagem é o nosso melhor espelho.
    Vale. N te aborreço com o tnebroso q foi ter-me calhado na rifa uma orientadora de estágio que nem noção tinha para que servia as aulas assistidas, o que era uma planificação etc. ( tive mesmo sorte de ter feito essa tal Formação de Formadores).
    Bem, espero que sejas do SCP para fruires melhor o fdsemana. vale.

  12. Pedro Ferreira diz:

    Cara Cecília, quero começar por lhe pedir desculpa do meu comentário anterior, relendo o que escrevi sobre a via de ensino confesso que se presta a equívocos.

    Não tenho nada contra o curso de Ensino da FCL, o que estava na minha cabeça ao escrever o comentário é a situação específica dos anos 80. Até por volta de 1984 as licenciaturas tinham 5 anos e a via de ensino tinha um tronco comum de 3 anos com a licenciatura científica a formação estritamente científica dos professores era bastante boa (claro que havia problemas mas não pretendo entrar em detalhes). Após a reforma que passou as licenciaturas a 4 anos o acesso à licenciatura em Ensino de Matemática passou a ser directo, ou seja logo no primeiro ano escolhia-se se se queria ser investigador ou professor, aliás passou também a escolher-se logo no primeiro ano entre matemática pura, estatística e investigação operacional e probabilidades e estatística. Essa reforma coincidiu com a criação de vários departamentos e a respectiva repartição de responsabilidades que nem sempre foi pacífica. Nessa altura as posições extremaram-se um pouco e a componente científica da licenciatura em Ensino da Matemática diminuiu bastante. Pelo que sei a situação evoluiu positivamente e há hoje mais colaboração entre os dois departamentos.

    Deixarei para outro comentário a minha opinião sobre a polémica entre a SPM e a APM, mas nesse assunto penso que estaremos em lados opostos da barricada (e tenho pena que haja sobre esta assunto uma guerra entre as duas associações).

  13. MCF diz:

    Ola Pedro Ferreira. Sou uma aluna de 17anos e sou Francesa. Estou no meu ultimo ano do liceu em secção literatura. Este ano passo o BAC e para razoes pessoais, quero viver em Portugal. Por isso começei a procurar umas universidades com cursos de linguas. Gostava imenso de poder ensinar a minha lingua maternal, mas não sei mesmo como posso aceder ao ensino Portugues. Vi no seu texto que é professor, e gostava de saber como fez para conseguir nesta profissão. Se podia dar-me umas informaçoes sobre os cursos e concursos.. Agredeço muito por me ter lido.

    Marie Calixto
    (Pode responder – me por mail sff ? )

  14. julio diz:

    quando eu crescer eu quero ser professor de matemática por que ela e uma matéria muito legal me fascina quando estou fazendo calculo o mundo para e me sinto mais a vontade em meu estudo quando estou exercitando meu conhecimento sinto um bem estar enorme por que sei muito bem o que estou fazendo sempre que vejo um calculo fico louco pra descobrir como se fás os números passam bem rápido em minha cabeça as vesses penso ate que não vai mais parar mais eu amo matemática eu a vejo a todo instante na minha rua ,cidade e etc…
    não sei o que seria de min sem a matemática pois nenhuma matéria me da mais alegria do que ela como dizem os filósofos o conhecimento e mesmo irresistível todo mundo deveria sentir prazer em tudo que se faz e por isso que o brasil tem uma educação tao precária por que os alunos não tem mais vontade de aprender e não sabem tornar tudo isso uma brincadeira

  15. julio diz:

    sabendo que esse site e bem visitado gostaria de deixar meu comentário também sobre o nosso meio ambiente que muita gente … ou melhor todo mundo rico,pobre,negro,branco em fim…
    hoje vivemos em um mundo totalmente capitalista onde a ordem e a demanda e quem predomina as ideias de socialismo hoje sô esta servindo para frear um pouco o catalismo mas esse padrão de vida(socialista) na minha opinião nunca vai prevalecer pois cada ramo de nossa sociedade e preciso para exercer sua profissão pre-determinada para sustentar essa sociedade consumista que temos hoje no nosso planeta e com um padrão de vida igualitário ninguém iria querer exercer certas profissões como gari , agricultor e etc… e com isso toda a sociedade decairia de novo para um padrão de vida tauves pior que o capitalista.

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