…. mas ri de quê?

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Este post é sincero e não comporta nenhum tipo de ironia ou brincadeira. Parece-me que em todos os actos públicos, partidários e não só, o primeiro-ministro ri. Perguntou-me há pouco um familiar muito próximo (vendo um telejornal), porque é que está sempre a rir-se? Eu não soube responder. Com efeito, ri de quê? Uma vez, na Assembleia da República, discutia-se o desemprego e Jerónimo de Sousa, homem que sabe do que fala e sente como poucos os problemas alheios, disse-lhe, “não se ria que o assunto não é para rir”. Parou momentaneamente. Mas, passado pouco tempo, ria de novo. De quê?

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19 respostas a …. mas ri de quê?

  1. Aí está um granbde contributo para a resolução das grandes questões da actualidade.

  2. Ora aqui está um grande e valorozo contributo para a discussão das grandes questões da actualidade…

  3. salvo diz:

    Não sou eu quem o diz, é um velho ditado português: “Muito riso é sinal de pouco siso”.

  4. LAM diz:

    Eu digo-lhe Carlos Vidal, porque é que ele se ri.
    Ri porque “pimenta no cu dos outros, para mim é refresco”.

  5. Carlos Vidal diz:

    Não, não, Ricardo Ferreira, você está enganado com a sua ironia, muito enaganado. J. Sócrates no mesmo debate de que postei em baixo a resposta a Paulo Rangel sobre o SIS, afirmou (está disponível também no You Tube) que a oposição detestava o Portugal de sucesso, o Portugal de sucesso que figurava no relatório que não era da OCDE, de facto, mas que falava no nosso sucesso não apenas na educação. É disso que o primeiro-ministro não pode rir, é isso que ele não pode enfatizar, porque não há nenhum Portugal de sucesso. Nem se pode dizer, como dizia há muito Manuel Pinho, que a crise já tinha passado (acho que foi em 2006). Se este post não tem alternativas para o país (não era esse o propósito), também não são alternativas dizer que a crise ao começar já tinha acabado, tinha passado. Nem é alternativa dizer que estamos num país de sucesso. Se Portugal fosse um sucesso, então sim era motivo para rirmos ou sorrirmos.
    Pense bem, Ricardo Ferreira.

  6. Ludo Rex diz:

    Ri da boa vida que leva, enquanto os outros andamos na merda do desemprego…

  7. O primeiro-ministro, alem de rir ou sorrir, a que tem o seu direito,costuma concluir as suas respostas na assembleia ao bloco e ao pcp com conclusões finais como: “os senhores pensam que são os únicos depositários da moral”, isto para o bloco, ou “os senhores há trinta anos que não mudam nada”,para o pcp, cito de memória.
    O que fico a pensar depois de ver notícias como estas no Ladrões de Bicicletas http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2009/02/o-inimaginavel-em-vias-de-se-tornar.html, é que o pcp efectivamente não precisa de mudar, pois sempre defendeu a nacionalização da banca,
    logo quem anda trinta anos atrasado é notoriamente o primeiro-ministro;
    ora somando trinta anos de atraso real na aplicação dessas medidas mais trinta anos de atraso mental em aplica-las são sessenta anos de atraso o que é demasiado para um povo inteiro, diria que é caso para chorar e não para rir ou sorrir.

  8. Vidal, o homem tem direito a rir e está a atacá-lo de forma ignóbil, omitindo as razões, mais do que legítimas,de tanta alegria. Ora vejamos:
    A primeira fotografia foi tirada logo após a compra do apartamento da rua Castilho. Não é todos os dias que se faz um negócio daqueles.
    A segunda foi quando soube da sua aprovação no exame de Inglês Técnico. Não é todos os dias que se termina uma licenciatura.
    A terceira, foi quando foi aprovado o friport. Não é todos os dias que o Ministério do Ambiente trabalha com tanta rapidez e diligência.

    Acesso à habitação, sucesso na educação e eficiência administrativa, tudo motivos de rejubilo, eixos fundamentais do programa do governo.

  9. Pelo que disse, não estou enganado com a minha ironia.

    Continua a insinuar coisas sem contribuir minimamente para a discussão de grandes problemas do país.

    No que diz respeito à crise, em 2006 estávamos a sair da mesma. Lentamente, muito lentamente, mas já se notava uma inversão, ainda que ligeira dos números apresentados.

    Relativamente a esta crise, as dimensões da mesma apanharam muita gente desprevevida, desde o Banco mundial, à comissão europeia e o FMI. Se não o apanhou a si, dou-lhe os parabéns. Pena não nos ter avisado antes e apresentdo alternativas. Coisa que continua a não fazer.

    Obs: este post não é uma tentativa de o censurar de alguma maneira. Eu não sou PIDE…

  10. almajecta diz:

    Michael! que saudades, desta feita vou ser um pouco mais superficial e por consequência mais arguto e profundo na análise das imagens.
    Nas trés imagens podemos observar 4 personagens. Dos casacos, o de melhor qualidade e com melhor corte é o do nosso personagem na 1ª imagem. Reparar nas lapelas esgaçadas do casaco do personagem na imagem central. A qualidade do casaco do personagem na 3ª imagem é inqualificável, bem como as respectivas cores. Passemos de seguida ás gravatas, todas lisas, monótonas e indiferenciadas. Muito brilhantes o que denuncia a falta de qualidade das respectivas sedas. Uma nota positiva para os nós que me parecem estar correctamente feitos.
    Adiante, para as opiniões finais.
    O olhar do personagem está na maioria das imagens focado no vago indefinido, projectando qual conteúdo vindo do interior no infinito e mais além. Faz lembrar o Moisés do Miguel Angelo a olhar para um Deus único. Quanto ao sorriso parece-me mais natural, contudo informar-me-ei com o venerável Iorgue do nome da rosa ou com o Bergson.

  11. Luis Rainha diz:

    Ricardo,

    Quando a ignorância se junta à arrogância, surgem coisas assim. Acha então que a crise veio do nada e que ninguém estava minimamente alerta. Informe-se. E fique mais atento também à ortografia.

  12. Li um artigo no Le Monde D. português, nos principios de 2008 onde anunciava o explodir da crise para fins de desse mesmo ano, como veio a acontecer; lá vinha explicando os porquês; e mais; lá dizia que há um outro tipo de empréstimo para compra de casa ( compre hoje e comece a pagar daqui a dois anos), empréstimos esses que ainda não começaram a produzir os seus efeitos. Será por isso que todos, banqueiros, accionistas, governos continuam tão receosos e que dizem que a “a coisa ainda não chegou ao fim?”
    Aqui fica este pequeno contributo para alertar mentes despreocupadas!

    Caro Carlos Vidal
    no meu comentário anterior,onde está “atraso mental em aplica- las”
    deve ler-se “atraso mental em intuí-las”, penso que reproduz mais correctamente o pensamento.

    obrigado

  13. Luís Rainha, quando leio o insurgente e vejo quando os confronta com incoerências até o admiro e tento aprender um pouco consigo, sobretudo quando as respostas vindas de lá equiparam os outros que têm opinião diferente de ignorantes. Vejo que as armas utilizadas pelos insurgentes adquiriram um fá, o luis raínha.

    Portanto de ingorancia não falo, mas de arrogância falo, de arrogância igualzinha aos insurgentes.

    Interessante como os extremos se tocam.

    Quanto à crise, se reparar eu digo que ela não era esperada, digo que as dimensões da mesmas eram subvalorizadas.

    “as dimensões da mesma apanharam muita gente desprevevida” – E continuo a dizer isto. Se por acaso aqui nos insurgentes de esquerda já sabiam de antemão da crise, podiam ter avisado em vez de andarem entretidos…

  14. José Manuel diz:

    O PM está cada vez mais parecido com o Muttley

  15. Lembro-me do Reparo do Jerónimo. Y Já agora TB te recordo: O Jerónimo S. Lia carta de um Cidadão PT que se reformara y que lhe solicitara o favor de comunicar aos “representantes da Sociedade Civil PT” na Assembleia da R. O que era ter trabalhado 40 anos y receber a HUMILHANTE!!!!!!!!!!!!!!!!!!! recompensa de 245 Euros como reforma.
    Y quando ouviu o Socras anunciar com Aparato um aumento Substancial, ele ainda teve Ilusões. Qd recebeu y percebeu o aumento, somente o sentimento de extrema HUMILHAÇÃO se acentuou. O Jerónimo lia esta Carta y o Socras pôs-se de risota. ( Eu tb VI!!!)

    PS.: O Cidadão – salvo erro – era de Viana de Castelo, mas pedia o anonimato do seu nome, pois não queria que quem o conhece-se soubesse que ele recebia tão HUMILHANTE “Recompensa ” por 40 anos de trabalho. Já Bastava a HUMILHAÇÃO de Todos os meses se ter que confrontar com isso, de ter VERGONHA, a Vergonha como REFORMA.

    PS.2: Quantos cidadãos lidam com este sentimento todos os meses??????? Pois!

    PS3: POIS! CV, eu não tenho memória curta!!!! Malho só qd DEVO! Para malhar melhor Y não perco uma. Vale.

  16. Carlos Vidal diz:

    Obrigado De Puta Madre, tudo é isso é verdade e envergonha-nos (de sermos portugueses com este PM – falo por mim, e com a permissão desta democracia, este PM foi o pior “político” que conheci pelas bandas da “governação” desde 74).

    Soluções para o país? Alguém pede aí em cima. Estão mais do que apresentadas, quando por este blogue se costuma defender, de forma por vezes intransigente, linhas políticas que são tangentes ou mais do que isso, ao Bloco de Esquerda e ao Partido Comunista Português. Por mim, neste post, ao citar Jerónimo de Sousa, à minha maneira, apresento uma via alternativa a esta governação.
    O sr. Ricardo Ferreira não sabe ler ?????

    Além do mais, além de defender, como aqui faço, o PCP, já elogiei Francisco Louçã por suster ou impedir algumas apetências social-democratizantes no BE.
    Ricardo Ferreira terá de aprender a ler e a tirar do que lê as respectivas ilações – não posso ser mais claro.

    De resto, envergonha-me que J Sócrates se ria nas circunstâncias que aponto, e que são quase todas as aparições públicas do sujeito.
    Depois nunca vi ninguém tão despudorado quanto o ministro da Economia a classificar os números do desemprego como “um sinal de esperança” ou, em 2006, a anunciar o “fim da crise”. Para já não falar no seu “elogio” aos chineses da nossa mão-de-obra barata, em episódio por todos conhecido.
    Passar bem, Ricardo Ferreira. E sem mais explicações.

    O que Adão Contreiras aponta é muito oportuno, e uma das razões para eu nunca ouvir falar J Sócrates – aquilo nem se chama repetição sobre repetição. É mesmo pobreza de linguagem, desconhecimento de palavras, trabalho pobre da língua. Em três anos J. Sócrates já respondeu a todos os líderes da oposição com um “isso é um insulto”, sem responder nada de mais concreto (a Rangel, a Louçã, etc, a sua frase preferida é: “o insulto é a arma dos fracos”; isto repetido 50 vezes é coisa que não tem classificação).

    Por fim o miguel dias apresenta uma sua versão, facilmente partilhada, das razões pelas quais J. Sócrates se ri.
    Obrigado, ó miguel.

  17. Jerónimo de sousa via alternativa à governação… mas o homem ainda é um saudoso do estalinismo.

  18. Carlos Vidal diz:

    Tal como eu, caro Ricardo Ferreira.

  19. almajecta diz:

    para além do onde sobrevém a ecpirose e por causa da demasiada virtude prevalecem as forças do inferno, pág 475 em baixo do nome da rosa, ainda há
    O Diabo Também Sorri
    de José Braga-Amaral
    Edição/reimpressão: 2004
    Páginas: 136
    Editor: Campo das Letras
    ISBN: 9789726108702

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