o amiguinho de Ratzinger

Aqui vão as declarações, segundo a TSF, desse ‘amiguinho’ de Ratzinger sobre a homossexualidade. Aqui está a igreja católica a fazer o seu melhor…

«A homossexualidade não é normal», considerou D. José Saraiva Martins, na terça-feira à noite, na Figueira da Foz.
Uma afirmação que justificou com o facto de na Bíblia estar escrito que quando Deus «criou o ser humano, criou o homem e a mulher».
«É o texto literal da Bíblia, portanto esse é o princípio sempre professado pela igreja», defendeu.
A situação ainda se torna mais problemática, segundo o cardeal, quando está em causa a educação das crianças.
«Quando se juntam dois homossexuais, eles ou elas, se há crianças, evidentemente, aquela união, aquele casamento, não pode providenciar a formação das crianças», afirmou o cardeal durante a tertúlia «125 minutos» com Fátima Campos Ferreira, no Casino local.
«A educação daquelas crianças não pode ser uma formação normal se não forem formadas por um pai e uma mãe», reiterou o cardeal, considerando negativo «ter dois pais ou duas mães».

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11 respostas a o amiguinho de Ratzinger

  1. Cada vez que somos ‘obrigados’ a assistir a este tipo de declarações, não sei se hei-de rir ou chorar com tamanhas barbaridades.

    Partindo de indivíduos que têm a hipocrisía como seu principal mentor, o que se poderia esperar? Falam na pobreza que grassa pelo mundo e, por momentos, esquecem-se que a Igreja tem um vasto património e que o seu lider máximo, o Papa, calça sapatos “La Prada” e veste roupas debruadas a ouro; escondem da sociedade actos hediondos de membros da sua congregação (recordemo-nos dos casos de pedofilía que envolvem padres católicos por esse mundo fora); e poderiamos continuar a apontar algumas alarvidades da tão respeitada Igreja Católica.

    Para completar o ramalhete, esse senhor esqueceu-se apenas de acrescentar que a homossexualidade deveria ser novamente criminalizada e os indivíduos que praticam este acto “anormal” (palavras deste senhor!) deveriam ser tratados com choques eléctricos, muita água benta e fechados numa cela a rezarem o terço o resto da vida para purificarem a sua alma!

  2. Do alto da sabedoria de um homem celibatário vem a forma “perfeita” de organizar as relações amorosas e familiares…

  3. Meu caro,

    A minha opinião sobre este assunto e as declarações do sr Cardeal, são as que seguem

    http://atributos-1.blogspot.com/2009/02/homossexualidade-nao-e-normal.html

    Melhores cumprimentos

    JM

  4. Ora, mas não há ninguém que lhes lembre da existência dos SEMINÁRIOS!!!
    Tanta gente distraída tb não dá. Não é?? É!!

  5. LAM diz:

    «A educação daquelas crianças não pode ser uma formação normal se não forem formadas por um pai e uma mãe», reiterou o cardeal, considerando negativo «ter dois pais ou duas mães».

    Por maioria de razão essa educação nunca poderá estar dependente de considerações, opiniões ou ditâmes de membros da hierarquia da igreja católica porquanto, hetero ou homosexuais, vivem a vida como meios homens.

  6. Eu acho que quem acredita que há um ser nas nuvens a dar prémios e castigos devia defender um conceito mais amplo de normalidade. Com sorte, cabemos lá todos.

  7. Lidador diz:

    Não vejo nada de escandaloso. O senhor deu a sua opinião e não mentiu. Ignoro se estava a fazer juízos de valor, mas se não estava, tem razão:
    De facto a homossexualidade não é normal. É um desvio da norma.
    Seria normal se a maioria dos seres humanos fosse homossexual. Não sendo isso verdade, qualquer curva de Gauss nos mostra que a norma não passa pela homossexualidade.

    Existe, existe na espécie humana e noutras espécies, tal como existem génios e idiotas, mas a norma não é essa.

    O facto de a percentagem de homossexuais ser maior na espécie humana pode ter uma explicação bem darwinista: uma vez que em quase todas as sociedades foi estigmatizada, os indivíduos cuja conformação genética os empurrava para a homossexualidade, tendiam a reprimi-la e a disfarçá-la, casando, procriando, procurando a conformidade, e desse modo “passando” aos descendentes uma maior probabilidade de herdarem tal configuração genética.

    Seria aliás um estudo interessante….pela minha hipotese, as sociedades historicamente mais repressivas seriam aquelas onde tenderia a haver mais homossexuais.

  8. atom diz:

    No distante ano de 1790 os 12 amotinados da Bounty (masculinos) mais alguns Taitianos de ambos os sexos desembarcaram na ilha de Pitcairn. A ilha, anteriormente deserta, foi povoada por uma população mestiça (de europeus e polinésios) chegando a atingir no princípio do século perto de duas centenas de habitantes. Na actualidade a população é mais reduzida na ilha, mas muito mais numerosa na Nova Zelândia para onde foram autorizados a emigrar.
    Se os povoadores iniciais fossem todos homossexuais, tinham-se extinguido numa geração.
    Se alguns fossem estéreis, esses não tinham contribuído para esta população.
    Se os povoadores iniciais se tivessem tornado padres e freiras católicos, e praticassem a regra do celibato com rigor, tinham-se extinguido numa geração.
    Poderemos considerar uma mistura dessas três possibilidades, que igualmente teriam consequências na demografia dessa população.
    Este exemplo mostra que a homossexualidade, o celibato e a esterilidade, deve ser considerados excepcionais, por não serem favorável á sustentabilidade da sociedade.

  9. Pingback: homossexualidade.net - cinco dias » o amiguinho de Ratzinger

  10. Fernando Vasco diz:

    Caro Paulo,
    Ouvi a posteriori a sua intervenção.

    Sou cristão (não católico). Como tal, não concordo com qualquer tipo de união entre dois seres humanos que não seja entre um homem e uma mulher.

    No entanto, não estando a nossa Constituição obrigada a seguir qualquer orientação cristã ( o que lamento, como cristão), mais não tenho que aceitar que outros queiram introduzir leis que permitam casamentos, uniões ou o que lhe queiram chamar, entre pessoas do mesmo sexo.

    Irei mesmo mais longe: esta questão dos casamentos entre homossexuais finalizariam de vez se liberalizassem logo o casamento em todas as suas vertentes – qualquer pessoa poder-se-ia casar com quem e quantos quisesse. Afinal, porque é que a forma muçulmanica de casamento não pode ser aceite também em Portugal?
    Ou porque não a poliandria?
    Não somos um país democrático? Democracia em casamento é só homem com mulher e, agora, como querem, também homem/homem e mulher/mulher? E as outras formas de união? Não terão direito também a existir?

    Talvez não demore muito a chegarmos a esta visão, pois os valores (cristãos) que regeram a nossa sociedade até há poucos anos, bem ou mal aplicados, estão cada vez mais esquecidos, adulterados e substituídos numa nova ordem social.

    Remeto-o para o artigo escrito no seguinte endereço:
    http://www.conceptus.net/iebvng/recursos/estudos/Homossexualidade.pdf

    Terá aqui o assunto Homossexualidade abordado num conceito essencialmente bíblico.

    Atentamente,
    Fernando Vasco

  11. No dia em que essa gente dessa organização (a Igreja) proferir declarações de teor diferente é que não saberei a quantas ando. Enquanto forem falando assim, saberei porque penso como penso. Abraço!

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