Estamos a ficar civilizados

pastis

Há umas semanas, dei com um ajuntamento monstruoso às portas do Museu do Prado. Entre turistas e indígenas, acumulavam-se ali milhares de almas, pacientemente à espera de aceder à companhia do magnífico senhor Harmenszoon. Sempre disposto a lobrigar lá por fora as virtudes por aqui tidas por exóticas, tratei de gabar a paciência de quem é capaz de ficar horas à espera de algo que vale mesmo a estopada. Mas ainda anteontem encontrei turba igualmente motivada e persistente, exercendo o entediante múnus da espera em plena Lisboa. Mais concretamente, à porta dos Pastéis de Belém. Há esperança para quem já aprendeu a porfiar.

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