O País Relativo, aka o país dos assessores, faz a defesa do director do Diário de Notícias, João Marcelino, sobre a questão do Jornal Nacional da TVI.
No pais dos assessores é estranho que haja jornalistas que não aceitem a nova regra da justiça-a-que-temos-direito: o líder desmentiu, está desmentido. A sua palavra é a lei. Documentos, denúncias, prazos estranhos, bilhetes, dinheiros desaparecidos, processos… isso não é para analisar. O líder falou, está falado.
A mesma regra deve valer para sua excelência o conselheiro de Estado Dias Loureiro, que apresentou (de forma por certo desinteressada) essa obra-prima, “O Menino de Ouro”. O que interessa que o Sr. conselheiro tenha dito uma coisa sobre as contas do BPN e os documentos digam o contrário? O homem já desmentiu tudo. Não se pode pôr em causa a palavra de um homem que apresentou a biografia do líder.
É uma espécie de regra de ouro (literalmente?). A única regra que comanda quem já desistiu de procurar alguma espécie de ética na vida pública, contentando-se com a lógica das “barricadas”: uns estão por nós, outros contra. No meio dos lançamentos de lama que definem os campos da batalha, o bom senso e a decência há muito caíram nas trincheiras. E naquele estranho país, ninguém deu por nada…




É ver isto no Arrastão
http://aoutravarinhamagica.blogspot.com/2009/02/arrastao-juros-ou-contradistao.html
Eu sugeria que o Santos Silva lesse antes de falar. E pensasse ao ler. Podia começar por uma coisa leve:
http://ovalordasideias.blogspot.com/2009/02/crise-vista-do-coracao-da-russia-e-das.html
Sim!, mas o Jornal Nacional da TVI é ou não um esterco?
Caro Luís Rainha
Obrigado por este momento (que ainda assim já foi mais raro) de lucidez.
Isto de facto está uma vergonha.
Pingback: O Pulitzer merecido é para o padeiro que lhes bate forte : O País Relativo
http://f-se.blogspot.com/2009/02/f-se-pais-relativo-este-blog-cencura.html
TVI Jornal Nacional? Manuela quê? De que é que vocês estão a falar?