O provedor do chefe

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Objecto de culto do novo jornalismo de referência, versão Marcelino

“Vi ontem, pela terceira vez (sim, confesso), um Jornal Nacional da TVI de sexta-feira e fiquei estarrecido: os 30 minutos iniciais foram um conjunto inacreditável de “peças” de ódio e perseguição, um delírio justiceiro que abrangeu toda a semana, a propósito e a despropósito. Depois houve um intervalo e o delírio voltou, repetido, como se fosse um qualquer programa de humor. Sei que não é politicamente correcto dizê-lo, e a TVI é muito mais do que “aquilo”, felizmente, mas “aquilo” é a desonestidade intelectual elevada a um nível sem precedentes. Coragem é outra coisa e não precisa de ser proclamada. Já agora: na ERC e na Comissão da Carteira não há ecrãs para ver este crime de lesa-jornalismo permanente à sexta-feira?”
João Marcelino, In Diário de Notícias de 14 de Fevereiro.

A acusação do processo Cova da Beira ter demorado 11 anos a ir a julgamento não interessa nada. O grande empreendimento imobiliário em Setúbal, que levanta polémica do ponto de vista ambiental e de ordenamento do território, ligado ao grupo BPN, ter sido aprovado por Sócrates em cerca de uma semana são peanuts. O verdadeiro jornalista, versão director do DN, é aquele que não incomoda. Para quê investigar se os press releases são tão coloridos.

Declaração de interesses: Sou jornalista há muitos anos e em muitos órgãos de comunicação. Fui director-adjunto do Já e Director da Focus. Em televisão, trabalhei para a RTP (programas), SIC e , neste momento , estou na TVI. Por isso, irrita-me ainda mais a insinuação de falta de trabalho jornalístico que o Sr director do DN faz.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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