Essa malta do “empreendorismo” que, segundo a Clara Ferreira Alves e o Pedro Marques Lopes, cria riqueza, são muita porreiros

“Um trabalhador norte-americano assalariado subordinado auferia 17.66 dólares à hora em 1973 e 16.35 em 2005. No mesmo período, a produtividade cresceu 85%”. Conclusões expressas num livro de Robert Pollin, nos Ladrões de Bicicletas

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TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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11 respostas a Essa malta do “empreendorismo” que, segundo a Clara Ferreira Alves e o Pedro Marques Lopes, cria riqueza, são muita porreiros

  1. Ana Paula diz:

    Esclarecedor, sem dúvida… por alguma razão, o fosso entre ricos e pobres tem aumentado… até ao colapso!… diz a sabedoria popular que “quanto mais alto se sobe, maior é a queda”… o drama são, contudo, os milhões de pobres que ficam pelo caminho das escaladas do poder…

  2. Estava a ver k acoisa passava em branco.
    Vale.

  3. Daniel Marques diz:

    Caro Nuno,

    Para a discussao ser honesta e ter a ver com o titulo o que deve ser comparado é o salario de 1973 e o de 2005 nos paises ex-comunistas. Assim ja da para ver o com e sem entreperneur.

  4. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Meu caro, na economia do casino tendemos a confundir o ilusionista de fatinho com o trabalho. Na economia real o que interessa é o trabalho, a justiça da distribuição e o nível de vida. Infelizmente, apesar dos maravilhosos empreendedores a Leste (curiosamente que coincidem com a malta da nomenklatura), e de estarmos 30 anos depois. Em muitos desses países, o produto cresceu, a mortalidade infantil também e a pobreza igualmente. Alguma coisa está errada.

  5. Daniel Marques diz:

    Caro Nuno,

    Tenho o prazer de viver num desses paises e conhecer quase todos. Venha ca e descubra quantos querem voltar ao passado. De facto quando a realidade atrapalha a teoria é um problema.

    P.S: Para cada gajo da nomenklarura (ex-amigos?) que domina os grandes negocios há mil pequenos negocios de empreendedores felizes.

    P.S(2): Nao foi so o produto que cresceu nestes paises. A fiabilidade das estatisticas tambem.

  6. Daniel Marques diz:

    Caro Nuno,

    Tenho a felicidade de viver num desses paises. Venha aqui e pergunte quem quer voltar ao passado. Quando a realidade atrapalha a teoria é de facto um problema.

    P.S: Para cada 1 negocio importante nas maos da nomenklatura (ex-amigos?) há mil nas maos de pequenos empresarios felizes.

    P.S(2): Nao foi so o produto que cresceu. A fiabilidade das estatisticas tambem.

  7. Daniel Marques diz:

    teste

  8. Zé Nunes diz:

    «apesar dos maravilhosos empreendedores a Leste (curiosamente que coincidem com a malta da nomenklatura)»
    Já há uns tempos que não ouvia esta nova versão da tese da «facada nas costas».

  9. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Zé Nunes,
    Não é nenhuma versão da tese de traição da Perestroika. É uma constatação: a maioria dos capitalistas de leste vinham da nomenklatura do partido Estado, ou dos serviços secretos e organismos adjacentes. Basta ler a biografia deles. Alguns fizeram como em Portugal, trataram de fazer as privatizações à sua medida e semelhança.

  10. Nuno Ramos de Almeida,

    Quando fazemos a análise pela superfície, ficamos, muitas vezes, a saber o mesmo.
    Já pensou que, calhando, se houvesse mais empresários (mais malta empreendedora) esses empresários (por serem mais, ou seja, por a oferta ser maior) ganhariam menos e os trabalhadores, por serem menos, ou seja, por a oferta ser menor, seriam mais valorizados?
    Seria interessante verificar a diferença no tecido empresarial americano nesses anos e não só esses números a seco.

    Cumprimentos

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