“MAMAN” – estes dois estão loucos (ou não, mas não lhes perdoem, porque eles sabem muito bem o que fazem)

 

“MAMAN”, de LOUISE BOURGEOIS (em Bilbao).
1.
Quase que mete dó ver Vital Moreira, do seu excelso «Causa Nossa» (que causa? que nossa?), sozinho, sem a companhia de uma única linha da colega Ana Gomes (que nem uma única linha!!! dedicou a Sócrates/Freeport), quase que mete dó vê-lo, em dezenas e dezenas de posts, defender o que, neste momento, é indefensável: que J Sócrates nada tem a ver com a questão “Freeport”, que está em campo uma tentativa de assassinato político do PMinistro, uma manobra negra (V. Moreira usa aspas, mas não deixa de pedir a intervenção do Presidente da República [??]). Por fim, sobre as pressões que o director do «Sol» diz ter sido sujeito, escreve o homem da «Causa»: «Ao denunciar publicamente uma tentativa de pressão sobre o Sol no caso Freeport, imputada a alguém «próximo do primeiro-ministro, mas que não pertence ao Governo», J. António Saraiva tem a estrita obrigação de identificar o autor.» Pois, J. António Saraiva tem a obrigação que este teórico da «campanha negra» não tem (quem são os poderes ocultos que querem destruir o PS? Digam, PSs, digam). E como é que um homem do direito, um jurista (acho eu) chama «campanha negra» a uma investigação que está em curso?
2. Por último, o inconfundível A Santos Silva, no Público, assim resume a vida portuguesa, desde 2003: «em 2003 foi a cabala da Casa Pia, em 2005 a campanha negra, em 2009 a tentativa de assassinato político de Sócrates por poderes ocultos». Toda a vida da sociedade portuguesa se resume a isto para esta gente: não há desemprego, não há fome e pobreza, não há défice nenhum, nem problemas na saúde nem na educação – apenas há, desde há muito, uma tentativa de decapitar o PS! A vida portuguesa desde há 6 anos é o PS a defender-se! Nada mais!

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21 respostas a “MAMAN” – estes dois estão loucos (ou não, mas não lhes perdoem, porque eles sabem muito bem o que fazem)

  1. Eu usei o verbo ‘malhar’ no sentido de bater no cereal para debulhar e debulhar significa libertar o grão das impurezas para depois fabricar o pão. Se calhar não devia aplicar o verbo ‘malhar’ à actual liderança da Direita ou aos partidos que se gostam de dizer à esquerda do PS porque não se percebe que grão pode sair dali para alimentar os portugueses”. Explicita o A. Santos Silva.
    ………
    Linda a Aracne, CV.

  2. Vidal você na sua ânsia de malhar perde um bocado as estribeiras. Então o director de um jornal diz que foi pressionado pelo governo e não diz quem. Não vê que é precisamente este tipo de afirmações que alimenta o mito da campanha negra. A continuar assim fazem de sócrates uma vitima, tudo o que ele precisa para ganhar as eleições.

    Já agora, a propósito do texto do m. crespo, quando ele afirma que o pereira lhe telefonou para saber por onde ia começar a entrevista e lhe pediu para ser tratado como ministro, não acha um bocadinho exagerado como prova de uma pressão intolerável?

    2.

  3. Carlos Vidal diz:

    caríssimo miguel,

    A questão da pressão parece-me óbvia, e até me perece mentira que J António Saraiva não diga as coisas de outra maneira: no caso da “licenciatura” (vai entre aspas, pois nenhuma organização profissional a reconhece), nesse caso Sarsfield Cabral e outros disseram tudo o que havia a dizer – houve pressões e telefonemas de manhã à noite! Agora, é naturalíssimo que tenha havido o mesmo, não se sabe é a gravidade da pressão. Mas que houve telefonemas e outras demarches, não tenho dúvidas.

    Quanto ao ministro, acho que não faz sentido perguntar ao entrevistador qual vai ser a primeira pergunta. Não disse, entretanto, que era uma pressão intolerável. Digo que é apenas absurdo.

  4. almajecta diz:

    maman, gestos claros e iniludíveis.
    madrecita: vai sair in grano salis.

  5. pipilocas diz:

    Esta viúva negra (Campanha negra) é coisa do diabo. O PS de Sócrates precisa urgentemente de um exorcista e o Sol também. O jornal e outro, pois nunca se sabe o que o coiso anda a tramar.
    O arquitecto director do Sol tem de apanhar outros ares mais quentes e mais pretos, coitado anda lívido….é que ele há Dias…..

  6. João diz:

    tens que procurar melhor. a ana gomes escreveu. um único. mas escreveu.
    quanto ao vital moreira é engraçado mas ele numera esses posts mas está sempre avoltar a 1…

  7. Carlos Vidal diz:

    Caro João,
    Grato. Vou já procurar o texto da Ana Gomes.
    Quanto à numeração do sr. Vital, já tinha reparado na bizarria.
    Não quer chegar ao «Freeport 50», «Freeport 51», eteceteras.

  8. Waiwan diz:

    Vidal, vê lá se descobres quem escreveu isto:

    “A menos que a Justiça o venha contrariar celeremente ou que alguém o infirme com consistência intransponível – e não na base de insinuações, deduções ou “construções” simplistas e avulsas – estou em crer que o modo, o sentido e a oportunidade dos ataques a José Sócrates, para além de o visarem pessoal e politicamente, visam sobremaneira o PS e o governo do PS que ele dirige.
    A ser assim, como ninguém pode excluir que o seja neste ano eleitoral, cerrem-se fileiras e abatam-se divergências, certamente tão substantivas quanto menores face ao desbragamento do ataque.”

    O ódio atrofia-te a meninge. Tu até és um rapaz inteligente. Mas…

  9. Carlos Vidal diz:

    Meu caro homem da china Waiwan,
    Parece-me Vital M. a sua adivinha. Texto absurdo, imagine-se: ou se sabe como acaba uma investigação, ou ela termina depressa, ou então há aí cabala. Trata-se de um mundo sem «durante», ou, como diria Kundera, sem «duração» nem «lentidão». Para jurista, não está mal. Podia tornar-se empresário, empreendedor.
    Quanto ao resto, sofro de ódio, tira-me o sono e o discernimento.

  10. Luis Moreira diz:

    Segundo o António Pires de Lima, ex-bastonário dos advogados, o país encaminha-se para uma ditadura! É só para informar que começam a aparecer avisos!

  11. almajecta diz:

    depois da Nemésis constitucional ainda aparece por aqui a nossa kristeva de serviço, a da compulsão obsessiva.
    Interessante a obra de arte surrealizante frente a esta ampliação de uma escultura abstrata dos anos 50.

  12. Carlos Vidal diz:

    Ó Grande Alma, a da compulsão obsessiva disto não entende nada, nem da própria compulsão obsessiva (nem o que é um trauma …).

    Agora, se o Gehry sabe dessa da escultura dos anos 50 ………

  13. almajecta diz:

    lógica peripatética a coimbrã.
    palavras começadas por “in”, não são de fiar, o prefixo é muito atentativamente inclusivo,
    já o compêndio histórico das doutrinas mundanas do iscte afigura-se-me mais desgastado. Me de me, mim, migo não tão possessivo.

  14. almajecta diz:

    hoje lembrei-me de: “incluir” e “integrar”.

  15. Carlos Vidal diz:

    Ó Grande Alma, mas um primeiro-ministro deve antes proclamar:
    é preciso “implementar”, “concretizar” e “modernizar”. Nunca dizer: “Que fazer?”

  16. almajecta diz:

    Muito estranhas estas ideias a modernidade e as aranhas!
    Como as nossas barbies mongas não se afoitam a dissertar sobre o corpo, a carne e o ser, cá vai.
    A modernidade, que constitui uma cesuração do mundo violenta e necessária nunca rompeu com a ideia de corpo como algo criado á imagem e semelhança de Deus, que aprisionava a carne na teia do aranhuço formada pelo corpo, característica da maneira como o contratualismo moderno faz de cada sujeito o proprietário legítimo da sua carne. Talvez o ser humano venha a ser substitído por uma sombra, um reflexo projectado num ecrã.
    Sobre o Objecto continuas tu.

  17. Carlos Vidal diz:

    David Oppenheimer, voltou a esta casa, voltou a ser recebido, e volta a asneirar; tenho de repetir:
    «Parece-me Vital M. a sua adivinha. Texto absurdo, imagine-se: ou se sabe como acaba uma investigação, ou ela termina depressa, ou então há aí cabala. Trata-se de um mundo sem «durante», ou, como diria Kundera, sem «duração» nem «lentidão». Para jurista, não está mal. Podia tornar-se empresário, empreendedor.
    Quanto ao resto, sofro de ódio, tira-me o sono e o discernimento.»

    Você não sabe distinguir um Pide de um pidezeco, não sabe distinguir um anti-sionista de um anti-semita, um «parece-me» de um «é».
    Apenas um detalhe: o silêncio de Ana Gomes é prudente e ajuizado – estamos a 12/2 (algumas semanas depois desse isolado texto de AG), os indícios que apontam para o seu (o seu, David Oppenheimer) líder adensam-se, a palhaçada dos «poderes ocultos» e «negros» aumenta de dia para dia. Não há culpados, nem suspeitos, se é isso que pretende saber. Durma descansado. Culpado, só o Vale e Azevedo.

  18. Carlos Vidal diz:

    Muito bem, Grande Alma, vamos lá ao Objecto.
    Não há realidade em si, nem há objecto em si, não há mundo autónomo do pensamento (como em Kant). Cada objecto, como a realidade, só o é se for pensado, se esse pensamento for descrito, se essa descrição for nomeada. Por uma espécie de livre arbítrio, a nomeação salva a realidade da abstracção pura (onde o significado desaparece). Como no Fountain, a nomeação pode ser metafórica ou alegórica. O que complica tudo.

  19. Não há realidade em si, mas como dizia o woddy allen, é o único sítio onde se pode comer um bife.

  20. almajecta diz:

    ora ora, leitor atento, pois que sou, da lógica peripatética, ética e metafísica de aristoteles reitero a dedução cronológica e analítica dos factos infirmes intransponíveis insinuados. Assiste-te alguma razão quanto ao front em nome da bandeira deles, resumindo, aquilo não passa de uma EP mui instalada e institucional, direi mesmo mais, tipo um regalismo de manu régia.

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