Tiro no pé

Também é contraproducente procurar esqueletos em todos os armários. Já basta a Vara ter no CV uma oportuna licenciatura pela UNI. Mas atacá-lo por ter feito uma pós-gradução antes… só revela alguma ignorância.

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36 respostas a Tiro no pé

  1. LA-C diz:

    Não percebi. Importaste de explicar?, ou estás simplesmente a ser irónico?

  2. Pisco diz:

    Dahhh…
    Também não entendi. Ironia ?

  3. CAA diz:

    Ignorância é não saber que isso só se tornou possível após a implementação de Bolonha – ora em 2004 a Uni não o tinha feito.

  4. CAA diz:

    Ignorância é não saber que tal só se tornou possível com Bolonha – ora, em 2004, a UNI ainda não tinha aderido a esse processo.

  5. Benjamin Button também nasceu velho e foi ficando cada vez mais novo.
    Se investigares bem, Luís, ainda vais ver que o Vara nasceu Prof.- Dr, passou a Mestre e agora é simplesmente licenciado.
    Qualquer dia só tem a 4ª classe, coitado.

  6. Luis Rainha diz:

    CAA,

    Facto: em 2004, já havia pós-graduações no ISCTE a aceitar não-licenciados. Se a UNI aplicava ou não Bolonha na altura é absolutamente irrelevante para o caso.

  7. Pingback: Milagres socialistas (2) « BLASFÉMIAS

  8. nélito relhálha diz:

    caro Luís,

    pelo raciocínio do post parece mesmo namorado do Armando Vara.
    abaixo a corrupção(de qualquer partido), que está aparentemente em cada armário.

    os melhores cumprimentos

  9. Li agora que a Diana Andringa também é pós-graduada pelo ISCTE sem jamais se ter licenciado. É certamente a melhor anedota da tarde…
    Parece-me também que se impõe uma sindicância ao ISCTE, fazendo votos por que lhe aconteça o mesmo que à Independente do sr. “engenheiro”…

  10. LA-C diz:

    Luís Rainha, não me respondeste, pelo que torno a fazer a pergunta, estás a ser irónico, ou achas mesmo normal este percurso?
    Se Vara se licenciou em 2005 e se pós-graduou em 2004, então não está correcto afirmar que ele fez a pós-graduação antes de se licenciar. Ele fez a pós-graduação durante a licenciatura, que teria uma duração normal de 4 ou 5 anos.
    (A não ser, claro que tenha feito a licenciatura em apenas 1 ano, o que não é de pôr de lado, dada a universidade em causa)
    Ou seja, temos uma pessoa que tinha um cargo de altíssima responsabilidade no maior banco do país e que, simultaneamente, faz uma licenciatura e uma pós graduação em universidades diferentes.
    Tudo isto te parece perfeitamente normal?, bem…,se assim é já sei quem vou apontar como exemplo aos meus alunos estudantes-trabalhadores que muitas vezes se queixam de falta de tempo para estudar.

  11. Luis Rainha diz:

    LA-C,

    Desculpa a falta de resposta, mas pensei que estavas a brincar.
    Repara: o que estava em causa no post do CAA era um tal “milagre” por o Vara ter tirado a pós-graduação enquanto se licenciava. Como já vimos, afinal não foi nada do outro mundo.

    Quanto à acumulação com as responsabilidades na CGD, repara que ele só lá chegou em 2005, logo depois da licenciatura na tal universidade manhosa: «2005/2008 – Administrador da Caixa Geral de Depósitos, SA», de acordo com o CV citado pelo CAA.

  12. LA-C diz:

    LR, isto é uma chatice porque já te respondi no Blasfémias. Da próxima vez espero pacientemente que o meu comentário seja colocada em linha aqui no 5 dias. Para que isto fique completo, respondo-te o que já te respondi no Blasfémias. Cá vai:

    “O que estava em causa era um tal “milagre” por ele ter tirar a PG enquanto se licenciava. Como já vimos, afinal não foi nada do outro mundo.”

    Mas achas mesmo que não? Um trabalhador, director coordenador da Caixa Geral de Depósitos, ter tempo para simultaneamente fazer uma licenciatura e uma pós-graduação, não é nada do outro mundo? Luís, só se Vara for um génio.

    “Quanto à acumulação com as responsabilidades na CGD, repara que ele só lá chegou em 2005″
    Cito o CV do Vara:
    “Setembro 2000/Dezembro 2000 – Ministro da Juventude e do Desporto do XIV Governo Constitucional”
    “2001/2005 – Director e Director Coordenador na Caixa Geral de Depósitos, SA”

    O que querias dizer é que só lá chegou depois de ter sido ministro.

  13. Luis Rainha diz:

    Ainda em stereo:
    Não. Queria dizer que só chegou a administrador depois de acabada a licenciatura. Mesmo a tempo, aliás.
    Quanto à simultaneidade dos dois esforços, ninguém nos diz que ele não interrompeu a licenciatura para estudar um ano no ISCTE.
    Não digo que foi o que aconteceu, mas apenas que é possível. Igualmente possível mas muito mais verosímil é o curso da UNI ter sido uma cagada, com testes por fax e tudo o mais que já vimos não sei bem a propósito de quem.

  14. “CAA,

    Facto: em 2004, já havia pós-graduações no ISCTE a aceitar não-licenciados. Se a UNI aplicava ou não Bolonha na altura é absolutamente irrelevante para o caso.”
    Confirmo y acrescento ( escrito a olho, né) a P-Graduação é “profissionalizante y a Licenciatura mestrados são “Académizante”.
    Ou seja: a tangaque dão ao pessoal para consumir Pós-graduações é que estas acrescem valor ao Indivíduo a nível profissional, da carreira profissional ( se não tirarmos pelo menos umas 7 estamos arrumadinhos profissionalmente …). Os mestrados y doutoramentos é para as academias etc… q n gosto nada de escrever sobre estas coisas enfadonhas.

    LOL. tb acho genial estas P-G, mas enfim …

  15. LRainha : n especules. ercebes agora a importância das investigações y o quanto nós podemos poupara a imaginação para a aplicarmos em coisas mais curiosas y intrigantes … vale.

  16. LA-C diz:

    Já agora, só para completar o stereo:

    LA-C disse
    Claro, isso que dizes tb é possível.
    De qualquer forma, e isto já é outra questão, não compreendo como alguém que tenha uma pós-graduação pelo ISCTE procure uma graduação pela UNI.

    LR disse
    Respeitabilidade, claro. É coisa preciosa para muitos poder usar o impante “Dr.”

  17. Maria Bolacha diz:

    Rainha

    Tens que admitir que a tua última explicação é muito, muito forçada.
    Quantos conheces que em 4 anos conseguem fazer tamanha ginástica?

  18. Antónimo diz:

    Esta conversa faz-me lembrar as notícias sobre a licenciatura do Sócrates. Um bocadinho mais de esforço jornalístico e muitas das questões levantadas sobre a UnI tinham respostas perfeitamente lisas e sem grumos.

    A questão do domingo por exemplo é uma manifesta palhaçada. Do engano – perfeitamente indiferente – na data, à possibilidade real de o responsável pelas assinaturas ir trabalhar ao domingo para despachar serviço (como vi muitas vezes acontecer no Técnico) podem ter acontecido muitas coisas.

    Mas o jornal de referência pareceu mais apostado em não confirmar muita coisa, esquecendo-se de fazer muitas perguntas, temendo, talvez, ficar sem notícia.

    Não gosto do Sócrates, como não gosto do Armando Vara. Como dizia, aqui, alguém, era útil que em vez de cultura do poder existisse antes cultura no poder.

    Mas, ao contrário do que CAA e outros afirmam (a asneira é livre mas devia ser carimbada, que era para um gajo ver a credibilidade que merecem certos arautos publicitários) nem antes de Bolonha era proibido fazer uma pós-graduação antes de terminada uma licenciatura. Habilitações podiam perfeitamente ser substituídas por currículo.

    E goste-se ou não dos gajos, parece-me perfeitamente razoável que se apreciasse positivamente os seus currículos. Independentemente da consistência dos seus reais méritos e da apreciação das suas deles competências é óbvio que tinham actividade política suficiente para que qualquer universidade pública – fosse a do Porto ou a Técnica de Lisboa – os aceitasse.

    Não há escolas públicas de renome que aceitam não licenciados entre os professores? Independentemente dos méritos que lhes reconheçamos ou não, um Mário Crespo ou uma Maria Elisa (nos antípodas das minhas posições políticas, tal como Sócrates ou Vara) precisariam de uma licenciatura para dar dar aulas em escolas de comunicação social? Claro que não, e já antes de Bolonha havia escolas que os convidariam, sem que isso merecesse ser motivo de crítica.

  19. Antónimo
    Sorrrrrrrrrry … a “merda” toda é essa: ou melhor é esta: O POBRE com o sem licenciatura NÂO VAI A PARTE NENHUMA. É Axiomático. Para não dizer palavrões acrescnto ( imagina-os à Volta) Mários Crepos/Marias Elisas/ Marias Medeiros Y Ineses ( estas entã podem ser tudos), mais Catarinas Portas y mais #”$%&” &%$#”@ que andam por ai podem er toda a merda que quiserem que tudo lhes é herditáriamente Legitimo. F-se! Mil X F-se! A merda é exactamente esta: POBRE NÃO PRESTA; NÃO!!!

  20. CAA diz:

    Antónimo

    «Mas, ao contrário do que CAA e outros afirmam (a asneira é livre mas devia ser carimbada, que era para um gajo ver a credibilidade que merecem certos arautos publicitários) nem antes de Bolonha era proibido fazer uma pós-graduação antes de terminada uma licenciatura. Habilitações podiam perfeitamente ser substituídas por currículo.»

    1. O CAA, diga ou não asneiras, dá a cara e o nome semptre que o faz;
    2. Esse ‘perfeitamente’ é excessivo – sempre existiram, na verdade, circunstâncias em que o currículo poderia substituir as habilitações académicas. Mas não era comum, antes reportavam-se a casos excepcionais, quase avulsos. Só com Bolonha é que a ‘coisa’ se começou a vulgarizar.

  21. da-se diz:

    A pós-graduação (e não é por acaso que se chama assim) pressupõe um grau académico anterior.
    É certo que, a pessoas com um curriculum reconhecidamente invulgar (v.g. grandes escritores, jornalistas, etc.), a Universidade pode, sem escândalo, proporcionar o acesso à frequência de cursos de pós-graduação que, por princípio, exigiriam a titularidade de uma licenciatura.
    Só que este não é, manifestamente, o caso de Vara.
    Choca por isso a defesa que, da aberrante situação, aparentemente fazem Luís Rainha e outros.
    Est modus in rebus…

  22. m diz:

    Pode ser que revele ignorância , nisso não me meto , mas lá que revela de certeza uma má denominação do curso , revela : graduação refere-se , nestes cursos , ao grau académico licenciatura , pós a posterior , né? Ora chamem a essas coisas , onde convivem licenciados com 10º anos , outro nome qualquer , mas não pós graduação , para evitar confusões. Ele há uns cursos de especialização profissional , por exemplo , fica bem na mesma e não induz em erro. Vê-se logo que tem a ver com profissão e não com graduação académica.
    De todas formas , este é um problema de caragui , caragó.

  23. Carlos Vidal diz:

    Por mim concluía que Vara tirou uma licenciatura e uma pós-graduação manhosas, para dizer o mínimo, como já aqui foi dito a propósito de outra licenciatura (famosa). Apesar da legalidade de ambas, e da ambas contarem como habilitações enobrecedoras de um currículo, não as vejo como coisas exemplares. Nada há de destacável nisso, a não ser a bizarria daquilo que o ISCTE “vende”. De qq maneira, o partido de Vara era preponderante num e noutro estabelecimento (e no que resta dos dois ainda é). E digo isto sem estar a pretender comparar o ISCTE com a UNI. Mas, as pós-graduações tenderão, com Bolonha e tal, a ser cada vez mais manhosas. (Tal como as licenciaturas.)

  24. Antónimo diz:

    CAA,

    Admite então que já havia essa possibilidade. Felizmente o “perfeitamente”, que considera excessivo, parece clarificar.

    Quanto à questão do anonimato parece-me ABSOLUTAMENTE irrelevante. Acho que tenho razão, mesmo quando entro a pés a juntos, que é o que o seu post merece. Perdoar-me-á mas não digo nada que não mereça ler ou que seja ofensivo. Acaso existe alguém que nunca tenha dito ou feito algo que outro consider ser asneira? Não é também a sua opinião acerca do que eu escrevi?

    Há muitas razões para não me identificar. Uma não gosto de me expôr, outra é que infelizmente não confio na lisura de quem detém o poder em Portugal para achar que vale a pena o risco da exposição por causas deste género. Faço-o noutros fora, quando a causa o justifica. Não por lana caprina. Seria levar demasiado a sério o que vou comentando nos blogues.

  25. Antónimo diz:

    Quanto ao da-se, claro que o Armando Vara tinha currículo para ser pós-graduado. Se ter sido ministro (por mau que tenha sido) não é curriculável, não sei o que será. Faz-me lembrar o professor do Técnico que reclamou por terem contratado o Guterres para fazer uns seminários como catedrático convidado. Se calhar queria que um ex-primeiro-ministro durante seis anos fosse assistente convidado e vai lá vai!

  26. Antónimo diz:

    CAA, Claro que o risco de ser lido não é por si, que não me conhece de lado nenhum, nem eu a si. De qualquer forma, seria indiferente pôr aqui o meu nome. Magalhães há muitos (e agora até se nota mais).

  27. Antónimo diz:

    De Puta Madre, Também acho que a progressão fica muito facilitada com o pedigree certo, nisso tinhamos muito a aprender com os EUA.

    Basta ver como tantos jovens empresários de sucesso nos são vendidos como génios formados por Harvard e INSEADS, e vêm tanta vez carregados com nomes sonantes.

    Mas as medeiros não têm culpa de serem filhas de quem são e por acaso até as acho talentosas. E Mário Crespo e Maria Elisa nem sequer vêm com pedigree.

  28. O escândalo é termos um país onde, à falta de oposição, Sócrates já propões coisas a si próprio, desfazando no tempo o seu cumprimento. Penso que anda a ler coisas estranhas para ter aprendido tão bem a arte do populismo.
    http://aoutravarinhamagica.blogspot.com/2009/02/socrates-aprendeu-com-quem.html

  29. É a chamada Vara Mágica!

  30. wallace diz:

    Sócrates há-de ficar na História como um dos piores Primeiros-Ministros de sempre. Um demagogo sem escrúpulos que muito ajudou a atrasar ainda mais Portugal.

  31. Antónimo diz:

    CAA, Só uma coisa de que me esqueci ontem.

    Que consideração intelectual se pode ter por alguém que tenta criar nos leitores a ideia de que uma coisa que é absolutamente by the books tem algo de ilegítimo? Não foi isso que tentou fazer? Honestamente pareceu-me que sim.

    Ainda por cima quando sabia, di-lo aqui, mais acima, que a coisa era possível?

    Que estranhos e deslocados que me parecem os seus pruridos esses com a minha Antónima identidade?

  32. CAA diz:

    Antónimo.

    «Que consideração intelectual se pode ter por alguém que tenta criar nos leitores a ideia de que uma coisa que é absolutamente by the books tem algo de ilegítimo? Não foi isso que tentou fazer? Honestamente pareceu-me que sim.»

    Outra vez? Que consideração intelectual é que se pode ter por quem tenta falaciosamente passar a excepção pela regra?

    Essa possibilidade existia mas praticamente NÃO era utilizada antes de Bolonha. V. continua a repisar o tema partrindo do pressuposto de que era normal aquilo que nunca o foi.

  33. antónimo diz:

    Era possível, normal e legal. E Usado. Conheço para cima de uma mão cheia de pessoas nessas condições!

  34. A questão da pós-graduação antes da licenciatura é bizarra, mas irrelevante.
    O que é substancial é que ambas são posteriores aos cargos de direcção na cgd, e ligeiramente anteriores ao cargo de administrador.
    Imaginemos o Vara a concorrer a um cargo de direcção de um banco privado com um tão brilhante currículo académico.

  35. Já agora: a P-Graduações são uma “fórmulas” de auto-financiamento das Universidades mais rentaveis. O seu carácter profissionalizante aligeira ( nem que seja psicologicamente) a pomposidade do Mestrado, com o pessoal bem sabe, por aqui a “Academia” é pior que beata de sacristia …
    Tb alvitro: se n fossem as P-G muita Universidade já teria ido à vida … Pena as P-G serem milionárias

  36. “Era possível, normal e legal. E Usado. Conheço para cima de uma mão cheia de pessoas nessas condições!”

    Ouça, quando se diz “normal” quer-se dizer “normal para o cidadão comum que não pertence ao PS”.

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