O sonho dos novos pidezecos, da jornalista Câncio, dos seus jugulares e do PS deles

cattelan31

(Maurizio Cattelan)

«Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.»
(MÁRIO CRESPO)

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45 respostas a O sonho dos novos pidezecos, da jornalista Câncio, dos seus jugulares e do PS deles

  1. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Carlos,
    Acho isto um bocadinho exagerado, para não dizer mais. Mas isso, sou eu que acho que dar categoria de PIDE, a alguém, é muito insultuoso. Se a malta está sempre a berrar o que vai fazer quando as coisas forem mesmo insuportáveis?

  2. Vasco diz:

    Eu acho isto praticamente demente, Nuno.

  3. Jeronimo diz:

    Realmente Sócrates nem se precisa de esforçar muito atendendo à probreza dos que o contestam. O acontecimento do dia que está a deixar a direita em delírio é um artigo absolutamente demagógico e muito fraquinho de um jornalista que perdeu completamente o norte, depois da exibição que fez frente ao ministro (o tio é ou não tio ?”, foi a sua questão mais incisiva). O mesmo que exigiu a demissão da ministra da educação porque uma aluna agrediu uma professora. Será que toda a gente perdeu a noção do ridiculo ? Ou será que são tão fraquinhos que não encontram melhor para atacar Sócrates ? Voto nas duas hipóteses.

  4. Luis Moreira diz:

    CV, olhe que os PIDES não eram flores que se cheirassem.Você tem que acautelar a verve en relação à Jugular.É exagerado ,injusto e qualquer dia chama PIDE a quem merece e ninguem lhe dá crédito.

  5. Alguém pretende votar nas europeias? Munique mostrou de novo que a Europa não existe. http://ovalordasideias.blogspot.com/2009/02/reaccoes-cimeira-de-munique-so-europa.html

  6. Carlos Vidal diz:

    Eu acho que o título deste post separa a jornalista Câncio e os jugulares dela, bem como o PS deles, do que eu chamo os novos pidezecos. Eu não digo o sonho dos “novos pidezecos como os jugulares ……”. O título do post entende e subentende que são coisas diferentes. Por vezes comparáveis – nomeadamente numa vontade de exercício de censura e de unanimismo – mas são coisas diferentes ainda assim. A partir do título e do que aqui escrevi ninguém pode dizer que eu chamo “pides” aos jugulares/Câncio. Não está lá nada disso.

  7. Carlos Vidal diz:

    E atenção a outro detalhe: no post de baixo, tb não digo que a jornalista Câncio é uma “pidezeca”. Digo que é uma “espécie” de pidezeca ao serviço do Largo do rato, pois criticar (!?) uma coluna de opinião de um colega opositor da forma que ela faz – «lendo-o vê-se o funcionamento daquela cabeça, não é um jornalista, etc» – criticar um colega apontando para o funcionamento da sua mente e para a sua integridade profissional, é o quê?? É uma posição democraticamente saudável? Fazer insídia sobre a sanidade mental de quem se discorda, denegrir o seu trabalho profissional são métodos de que tipo? De que “espécie”? Eu disse de “espécie pidezeca”. Não vejo o exagero: “métodos pidescos”, seria exagerado, banalizante, sim. Métodos de “espécie pidezeca”, não acho exagero.

  8. Meu deus, meu deus. Nuno e Luís: mas o que é isto?

  9. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Carlos,
    Folgo com a distinção, mas não atingi a subtileza ao ler o teu post. Temo que metade dos leitores não o tenham feito.

    Abraço,
    Nuno

  10. tric diz:

    esta a falar da mesma “jornalista” que tentou branquear o caso do “Estudo da OCDE” ? está falar daquela jornalista incapaz de fazer um critica ao Governo, mas distribui o seu fel pelos restantes partidos, quando estes criticam o seu amado lider ? jornalista!!!??? bahhhhhhhhh

    porque é que a fernanda cãncio(= Santos Silva ) , não sai do armário e não se assume como politica!!??

  11. Zé Saloio diz:

    NRA: eu não sou um apreciador do estilo de CV, mas ele não chama pide à outra. Ora deixe-o estar. O 5dias tem subido em leitores desde que alijou a carga situacionista e o jugular tem descido.
    Faça de vez em quando uma admoestação, mas a coisa às vezes até tem alguma graça, como no caso da relational art.

  12. o pessoal aqui anda um bocadinho histérico…

  13. almajecta diz:

    Bem vindo á plenitude do políticamente correcto neste contexto sepulcral pleno de justificações, vírgulas e pontos por vias dos Kens e Barbies mongas adstrictos ao pandemónio e jacquerie da ardinage-blogosférica.
    Qual é o conceito da metáfora que a imagem do Cattelan ilustra? Aqui no mac mini não abre.
    O que importa de momento é a malta com rendimentos superiores a 41 mil, os fluxos financeiros, as insolvências, o desemprego e a ganância, o resto é idée reçue.

  14. Triste, muito triste. Antes fosse ininputável, assim é grave – e não há explicações que reparem a rebaixolaria.

    Não esperava outra coisa de ti, Nuno, do mesmo que tenho a certeza que o António, o Luís e o Zé Nuno se distanciam disto.

  15. Carlos Vidal diz:

    Parece que para Ana Matos Pires isto é escrita de boa colheita crítica; ler uma coluna de opinião e escrever sobre ela:
    – «e é todo um programa sobre o funcionamento de uma cabeça»
    – «é o autor desta amálgama um jornalista? (…) que tristeza — que máxima tristeza.»

    Ora, quando não se gosta de uma realidade (e o texto de Mário Crespo é uma realidade que comenta a nossa realidade), insinua-se sobre a sanidade mental do autor, e depois ataca-se a sua integridade e ética profissional.

    E isto para Ana Matos Pires não é triste, é pensar. Deve ser pensar, analisar, criticar.

  16. Roteia diz:

    Leio o 5 Dias onde muitas coisas me interessam. Leio o Jugular onde outras tantas me interessam. Por isso é triste, mesmo triste, não que Carlos Vidal discorde da Câncio ou dos restantes jugulares, mas que ele discorde em estilo rasteiro, avacalhando. E como dizia um amigo meu: “sobre este assunto não tenho mais nada a declarar”.

  17. “inimputável”, queria eu ter escrito.

    Eu estou a falar do que V. escreveu, Carlos Vidal, não se faça de (mais) tonto, não precisa.

  18. Carlos Vidal diz:

    Ana Matos Pires autoriza que a sua pena ou a de F. Câncio glosem a sanidade mental dos outros (num contexto de discordância), mas não autoriza que alguém repare nisso e escreva o que se lhe afigura próprio.

  19. Carlos Vidal diz:

    Não autoriza !?

    O que é isto !?

  20. Saloio diz:

    Embora possa não concordar com os termos escolhidos, tenho que respeitar a opinião de Carlos Vidal.

    Uma coisa é certa: a FC é bastante contundente e até ofensiva quando alguém se manifesta não apoiante dos seus temas da sua vida: Sócrates e o casamento dos homossexuais.

    Em ambos os temas existirão razões íntimas que ultrapassam a racionalidade e a ponderação, como certamente acontecerá com qq um de nós em relação a outras coisas. Contudo, nela vem ao de cima um fel irracional de violência incompatível e inexplicável no tocante à normalidade dos seus outros textos (recordo aqui o incidente com Mário Crespo, que em nada a dignifica como profissional e como democrata).

    Em relação ao nosso primeiro, enfim, haverá as razões que todos compreendemos – pese embora o exagero e a desproporcinalidade de alguns actos mais quixotescos, como a comparação com o “J`Accuse!”, que é um caso exactamente oposto ao que ela pretende (Sócrates é de uma família riquíssima e não lhe falta quem o apoie nos media e na justiça).

    Menos justificado é, apesar do seu novo blog ser uma central de retransmissão de informação (e de contra-informação) avençada descaradamente ao Rato, que os outros “jornalistas” associados espumem pela boca quando alguém ousa ou se atreve a discordar de uma das ideias da patroa – haja algum decoro.

    A tal central, sob a batuta do ministro Santos Silva (um psico-rígido herdeiro do velho caciquismo trauliteiro marialva de cariz salazarento), e tal como os humores deste, resvala repetidamente para o velho varapau, sobretudo quando lhe falta a razão e o discernimento.

    Embora eu compreenda que aqui alguns se sintam incomodados com o post do CV, pois devem encontrar “jornalistas” da central em lançamentos fashion do croquete fino, acho que o post acima é justificável do ponto de vista do seu autor.

    Tal como as opiniões da FC têm de ser compreendidas, o mesmo deverá ocorrer com as opiniões do Carlos Vidal.

    Ou há uns mais iguais que outros?

    Digo eu…

  21. Helena Costa diz:

    Viva a liberdade de imprensa. CV, continue a dizer o que lhe vai na alma. Que algumas pessoas mais ressabiadas vejam ofensa onde não a há, só demonstra que se querem vitimizar. Sabem, vitimizar, como fez Sócrates, “vítima duma campanha negra” e de “poderes ocultos”. Parece que está na moda a vitimização.
    Estamos fartos da tirania de pseudo-jornalistas, como muitos do Jugular, que parecem querer fazer passar a ideia que, nós e a polícia inglesa e todos, mesmo todos, menos eles próprios e outros lacaios do governo, somos parvos e que não percebemos que eles nada mais fazem que defender este governo. Um blog tão despudoradamente propagandista, deveria ter vergonha de existir.

  22. almajecta diz:

    a minha proposta para repensar o modelo Crespo – entre outros possíveis sem qualquer gravidade é que, segundo aquele modo de funcionamento nunca nos será possível colocar em questão o próprio sistema de cada cultura ou os sistemas sociais vigentes – apenas conseguimos dominar as suas respectivas técnicas. E, o que é pastoralmente mais sério, chegamos a um ponto em que já não saberemos se ainda será o evangelho aquilo que anunciamos, ou apenas eco colorido com tendência ou atmosfera mais ou menos evangélicos, dos desejos e gostos dos nossos contemporâneos. Mas serão todos os seus desejos evangelicamente aceitáveis? E será o estilo de uma cultura o critério primeiro e último de toda a evangelização?

  23. lili diz:

    Eu percebo muito bem a subtileza a que o Carlos se refere, sobretudo, desde que a vossa querida Câncio perguntou a um vosso colega Jugular se ele bebia logo de manhã, a propósito dum comentário dele.

    O Carlos chama-lhe uma espécie de pidizeca, eu chamo-lhe uma grandecíssima mal-educada sem formação, e com o péssimo hábito dos mal-educado, o de pensar que tem piada.

  24. Pedro diz:

    Ó Carlos Vidal, a Câncio alguma vez lhe deu uma tampa? Qualquer coisa assim violenta, digo eu…

    Eu ao princípio achava-o um trauliteiro castiço, assim um espécie de padre José Agostinho de Macedo de extrema esquerda. Agora como diz o Nuno, que é um amor, isto tudo é capaz, sei lá, de ser um “bocadinho exagerado”, não? Não o quero ofender, olhe lá…

  25. Visit Venus diz:

    É comovente ver a extrema-direita de braço dado com o 5dias. O inimigo do meu inimigo meu amigo é. Que tristeza.

  26. Pedro diz:

    O Nuno Ramos de Almeida, que é um amor (não tinha dito já?), vacilou ali um cadito, ai ai, mas lá respirou fundo com a distinção feita pelo Carlos entre “novos pidezecos” e La Câncio mailo resto da malta do titulo. Mas sobrou alguém para ser “novo pidezeco”, pergunto eu? God knows. Por enquanto só se sabe que a câncio, não sendo “nova pidezeca”, é uma “espécie de pidezeca”. Não é pidezeca, atenção, e é importante fazer esta precisão, porque, como se sabe a PIDE foi já extinta há uma porrada de anos. Portanto, não tendo já carteira profissional da PIDE e não descontando para a respectiva caixa de aposentações, a câncio não pode ser uma pidezeca. Isto é uma teoria minha. Portanto, resumindo, a harpia é uma “espécie de pidezeca”, mas não é uma “nova pidezeca” que, por sua vez, a bem do rigor, não usa “métodos pidescos”. Confusos? Stay tunned for the next episode,

  27. rms diz:

    Mas exagero pq?? Esta merda não é a AR, é um BLOGUE! Um blogue é isto mesmo, é dizer o que se pensa, o que se quer e, por culpa da notoriedade, assumir o que se diz. E não creio que nem a FC nem o CV tenham alguma vez deixado escapar esta certeza.

    Eu, por exemplo, concordando neste caso com o CV, evidentemente que não censuro o papel dos jugulares e da FC: fazem o que devem, defendem o que consideram correcto, recorrendo ao insulto mais ou menos objectivo.

    Sou assim obrigado a dar razão a quem diz que a blogosfera nacional – pelo menos os blogues mais visitados – corre sérios riscos de tornar-se fortemente institucionalizada e politicamente correcta, deixando cair aquele toque de irreverência que pode e deve continuar a existir no 5dias.

  28. Carlos Fernandes diz:

    Concordo plenamente com este Post, e mais, a crítica que F. Câncio faz ao “jornalismo” de Mário Crespo, e o modo como o faz, aplica-se na íntegra, desta vez acertada e apropriadamente, a ela própria, já que o seu “jornalismo” de causas o é não só nas colunas de opinião mas também nas de informação, onde seria suposto haver isenção, mas onde os seus textos são sempre mais opinativos do que informativos e sempre tendenciosamente pró-fracturantes.

    Isto não é uma opinião, é uma constatação!

  29. Carlos Vidal diz:

    Num olhar muito rápido, vêem-se aqui muitos comentários concordantes com o pequeno post (2 linhas + 1 imagem). Estranho é que alguns discordantes sejam apelos, pelo menos, esquisitos.

  30. lili diz:

    Carlos, aqui vê-se muita obtusidade e má-educação da parte dos que confudem, e põem tudo no mesmo saco, lealdade, politicamente correcto, e na blofosfera vale tudo.
    É pena e é assustador pensar que têm algum poder junto do poder.

  31. O Carlos Vidal faz-me lembrar a Glenn Close no Atracção Fatal. Falta saber em que altura ele se cruzou com os elementos do Jugular e que aconteceu ao pobre do coelhito…

    Patológico, está visto.

  32. almajecta diz:

    Acorda Carlos Vidal, Grândola, PINs pelo litoral abaixo, construção civil, Alcochete, imobiliária, fly by, Setúbal, construção civil, a poluição do tempo pelo ruído infinito das caixinhas e papéis do mal. Aliás e por mais paradoxal que pareça com o sonho da razão da noiva cadáver vai desaparecendo também a linguagem e comunicação.

  33. Sérgio diz:

    Porque será que insultam o Carlos Vidal por ele mandar bocas à Câncio quando estas bocas, pelo menos, têm um pouco mais de nível que as da outra senhora?

  34. Carlos Vidal diz:

    O comentário do Sérgio é interessante. Concordo, juiz em causa própria. E gosto da expressão «da outra senhora». De facto uma fidelidade tão canina (de fffff e cia.) só no tempo «da outra senhora».
    De resto, verá que não há muitos insultos. Mais os desabafos. Até porque a outra castra a malta lá na casa dela. Lá, ninguém pia.

    Grande Alma, gosto da ideia que a linguagem pode vir a desaparecer se se cumprir o sonho da noiva cadáver.
    Não tenhamos dúvidas.

  35. almajecta diz:

    talvez seja necessário desenvolver uma alternativa a esta ontologia do ruído constante, isto é, a esta visão do mundo e do ser como constante e puro dizer desta malta, mesmo que nada se diga, já que o conteúdo não importa, nem importa que seja eu a dizer, já que o que conta é que algo seja dito, fiel e fracturante, por alguém. Pobres Kens.

  36. Carlos

    Já uma vez trocámos posts sobre Israel, não sei se se lembra. Já na altura parece-me que comentei o ódio que de vez em quando lhe parece correr nas veias. Acho pouco convincentes os seus esclarecimentos semânticos. Comparar gente que discorda de si, ou do Mário Crespo, mesmo que de uma forma veemente, com a PIDE, é simplesmente obsceno.
    Acha mesmo que a passagem sobre o “funcionamento daquela cabeça” é uma insinuação-acusação de insanidade?!
    Talvez seja, talvez não seja, mas as suas insinuações-acusações em relação à F. Câncio são do mais degradante que tenho lido nos últmos tempos.
    Para si. Para ela não.

  37. Carlos Vidal diz:

    David Oppenheimer, compreendo a sua descortesia – vir a casa alheia, ser nela aceite, e, no fundo, acaba a fazer o que se vê.
    Não fiz quaisquer esclarecimentos semânticos – uma pessoa normal entende que o título deste pequeno post apenas quer dizer que há mais pidezecos, muitos mais. Não é seu caso: nem é pidezeco, nem é normal. Nem consegue distinguir se acuso ou se insinuo a F Câncio. Acuso.
    Habituei-me a manter distâncias mínimas em relação a todos os objectos, mesmo em relação aos que mais amo (mulheres, filhas, caravaggios, pollocks, etc). Incomoda-me a fidelidade acrítica, que acho desumana. Não entendo como se pode seguir um programa político a 100%, em todas as alíneas, numa obediência acéfala e canina.
    Mas vejo que vem aqui ressabiado por posições que mantenho sobre Israel e seus crimes contra a humanidade. Serão julgados e condenados a seu tempo. É isso que o move, apenas? Titubeante, não sabe o que diz nem o que quer: «talvez seja, talvez não seja»; «insinuações»; «acusações»; «insinuações-acusações»; não se decide, mas conclui. O que o move não sei, mas a violência que julga usar, ou que julga saber manejar, não me é estranha.

  38. Carlos Vidal diz:

    Mas, David Oppenheimer, o seu maior erro de análise, obtuso, verdadeiramente obtuso, é o não conseguir distinguir entre um (ou a) PIDE e um pidezeco. É que um PIDE é uma coisa mais, como dizer, nobre.

  39. Teresa diz:

    Inqualificável. Cinco Dias, continuem assim, que ainda recebem o prémio do blogue mais rasca.
    CV, você precisava de uns diazinhos na António Maria Cardoso para aprender o que era a Pide. Tenha ao menos respeito pelos que por lá passaram e lhe sofreram os maus tratos (e quantas vezes a morte…).

  40. Carlos Vidal diz:

    Outra donzela (Jugular?) que não sabe distinguir um PIDE de um pidezeco.

    Distinga-me, já agora, tortura física de tortura, digamos, psicológica?

    O que é um «poder oculto»?
    Aonde nos pode levar um «poder oculto»?
    A um Guantánamo à portuguesa?

    E está a senhora acordada até à 1:40 para me enviar uma boca grotesca??

  41. “E está a senhora acordada até à 1:40 para me enviar uma boca grotesca??”
    Fraco argumento vidal, até porque você está acordado para o ler.

    Quanto ao resto continue, está a ir muito bem. É preciso que a chama não se apague. Há que manter a pressão. Por mim, exagere, insulte, blasfeme. Seja rude e directo. Não é com luvas de pelica que se ganham guerras.
    Não se esqueça, no entanto, que tal como o Robespierre, a sua hora chegará. Que a guilhotina não lhe pese no pescoço é o meu mais sincero desejo.

  42. Carlos Vidal diz:

    E amigos como sempre.

    (Bom, por hoje acabou-se o estudo.)

  43. Helena Costa diz:

    PIDE: Polícia Internacional de defesa do Estado.
    Não só há um policiamento a quem diga mal do Estado, como também a acérrima defesa do mesmo da parte de muitos autores/participantes do Jugular. Só falta mesmo o Internacional. Mas aí, não conseguem chegar.
    Portanto, a comparação não é totalmente descabida. Quanto aos visados, não lhes fica bem armarem-se em donzelas ofendidas. Ninguém os acusou de tortura .

  44. lili diz:

    Bom, no fim de tudo isto parece-me que há por aqui muita gente que não sabe que muitos nomes advêm de figuras mitológicas ou, e para abreviar, de instituições, como é o caso a que este post se refere, erro crasso que nos leva a exercícios de retórica dignos do sofrimento de Sísifo.
    Alguns ignorantes sucessores de mentalidade pidesca, que ficou em muitos portugueses, dessa abjecta polícia secreta de nome PIDE.
    E tantos são os comentários pidescos e duma falta de educação terrivel e de saber: Leia-se por exemplo o comentário da DonzelaTeresa:”você precisava de uns diazinhos na António Maria Cardoso para aprender o que era a Pide” [sic], Teresa, o edifício onde era a sede da PIDE/DGS na António Maria Cardoso, já não existe como, infelizmente, milhares de portugueses o conheceram, presentemente é um condomínio de luxo! Provavelmente, o Carlos até passava lá os diasinhos de férias bem bons. Depois, não é preciso que sintamos na pele o sofrimento que o Outro passou para o compreender, ouvi-lo e ler sobre o assunto ajuda-nos muito e não deixa que a memória morra, sobretudo para que não se torne a repetir no presente nem futuro dos nossos filhos.

  45. Carlos Vidal diz:

    É muito importante o que diz lili.
    O edifício da PIDE/DGS está transformado em condomínio de luxo, e por vontade do grande CENTRÃO (PS / PSD) nenhum edifício desses sobreviveria: nem o da PIDE, nem o de Peniche, nem o Tribunal da Boa-Hora (no PS apenas Soares o defende – um aparte: não estou a elogiar Soares; aqui sim, na defesa de alguns aspectos da “memória”, mas ele inventou o CENTRÃO, mas isto já é outra conversa).

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