O MINISTRO Pedro Silva Pereira costuma fazer telefonemas prévios aos seus entrevistadores?

Há uma parte curiosa do aqui muito citado texto de opinião de Mário Crespo, publicado hoje no «Jornal de Notícias», que gostaria de destacar; escreve Mário Crespo:

«Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por “onde é que eu ia começar” a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal»

Quem viu a entrevista e «gostou», deve ter em conta estes dois telefonemas prévios. Não sei se isto é hábito, mas não é um hábito bonito: dois telefonemas?? Um sobre o conteúdo da entrevista, outro sobre o trato pessoal?? Não era suficiente um telefonema??

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13 respostas a O MINISTRO Pedro Silva Pereira costuma fazer telefonemas prévios aos seus entrevistadores?

  1. Padeira de Aljubarrota diz:

    Eram telefonemas de Estado. Estou convencido que telefonou uma terceira vez. Notei que o perfil do “ministro adjunto que quer ser tratado como ministro” estava distorcido. Terá sido de propósito? Minudências.

  2. Maria Bolacha diz:

    O ministro aderiu ao tarifário moche. Tudo à borla. E tem que aproveitar.

  3. Antónimo diz:

    Não me parece nada bem que gastem o meu dinheiro em dois telefonemas quando um só bastava.

  4. Carlos Fernandes diz:

    O retrato do Goebells fazia se calhar mais sentido neste post do que no outro lá mais abaixo sobre o ministro Santos Silva.
    Estes dois também devem ter o mesmo livro de cabeceira e a mesma “bíblia” do camarada Goebbels, o “cristallazing the public opinion”, em tradução livre, como melhor manipular e encarreirar a carneirada deste (para eles)povo de m.,.d.,,

    Nisto de “rótulos” de esquerda/ direita tão ao jeito da comunicação sucial (com u) para entreter e manipular os papalvos e a maralha que neles acriticamente acreditam e pelos quais se formatam, não percebo é como é que um regime socialista (variante nacional-socialista) é afinal considerado por tanta gente como de “extrema-direita”…

  5. LAM diz:

    O que não dizem é que, entre o 1º e o 2º telefonema, alguém ligou para o Pedro Silva Pereira e disse: “ó Pedro, fixe que já sabes por onde vai começar a entrevista. Mas, e se o gajo, embalado pelos teus esclarecimentos e a ver-te meter os pés pelas mãos, te pergunta para que fila de Centro de Emprego iria um gajo como tu se não andasse colado ao 1º ministro? Tázaver! tu mantém as distâncias…”

  6. Tiago Mota Saraiva diz:

    Já acabou a maioria. Agora é a vergonha absoluta.

  7. almajecta diz:

    no contexto que acima nos ocupa, é sobretudo importante salientar a capacidade de escuta do silêncio do outro como condição básica do seu reconhecimento, na sua alteridade, diferença e pluralismo (vidé o video), em relação a nós.
    O que cada um é está para além ou é mais do que aquilo que ele expressamente diz. O que já é verdade mesmo para quem nunca se cala e tem toda a comunicação “cusial” para espalhar a sua retórica infinita – mesmo esse é mais do que o que diz e apenas a capacidade de escutar o seu parco silêncio possibilita reconhecê-lo naquilo que é ( o que raramente fazem os parceiros de um debate, por exemplo, que pensam <> pela quantidade de tempo que ocuparem o microfone-ecran.

  8. O meu nome é Crespo. Mário Crespo. Tanta coisa por causa dum gajo que acha que PT é um filme 007 … Vocês devm tem uma imaginação muito à mingua.

    ………….
    almajecta : nem mais! Acrescento: o boneco dos30 minutos até podia fazer de conta que tinha entrevistados. O Boneco pergunta responde, não ouve, insiste, insiste, corta o caminho para o q n lhe convêm, a meio do início da frase do entrevistado já está a enjaular o resto da frase no seu imaginário 007 y catrapus … é uma estupidez. Os entrevistados, bem lhe dizem que a sua performance cerebral está nublada, mas da cegueira deslumbrada sobre si … nada mais enxerga … carabam!,……….. Y aqui o CV padece de IMPARCIALIDADE. Está mal.

  9. almajecta diz:

    mas isto é ainda muito mais verdade em relação ás senhoras, ou porque não têm o dom de palavra ou porque não têm acesso à divulgação imediata, ou porque o que dizem é demasiado incómodo. Tudo isto terá, necessariamente, profundas repercursões para acção das caixinhas do mal que, segundo as palavras, mesmo as mais optimistas na circunstância, ignora quanto recebeu. O que interessa é a CGD, os fluxos financeiros, a lay-off, a segurança social, os despedimentos, as deslocalizações e a exportação, o resto é ideia fixa, sintoma e trauma.

  10. almajecta diz:

    O imperativo de dizer “tudo” dissolve-se na ficção de que tudo foi dito.

  11. Carlos Vidal diz:

    Essa ficção (de pensar-se que se disse tudo) justifica os dois telefonemas, é isso que queres dizer?

  12. almajecta diz:

    Penso eu de que. Depois da “indiferença pura” por excesso, o ministro sabe que as suas palavras num mundo assim construído ( o das caixinhas do mal ), as suas declarações valem tanto ou menos do que as de um folhetim; pois passam sem hierarquia da política às variedades, sendo a audiência ( único critério de verdade ) determinada pela qualidade do divertimento. Pobre ministro Ken.

  13. Carlos Vidal diz:

    Portanto, o homem é apanhado pelas duas frentes da sociedade do espectáculo – a frente concentrada e a frente difusa – sem ter nada a ver com a sua criação (ou com a criação de ambas as frentes, concretamente). Bonito, realmente.

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