Quem se mete connosco…

trot

Quem esperava que Joana Amaral Dias fosse perdoada, depois da sua escapadela soarista, por certo não conhece o BE. Nem imagina qual é um dos passatempos dilectos dos trotskystas: manter um registo preciso, dia a dia, minuto a minuto, de quem é ou não é “de confiança”.

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10 respostas a Quem se mete connosco…

  1. Youri diz:

    A mim admira-me ter demorado tanto tempo. Mas é que agora ninguém nota…

  2. Democraticamente limpa, enfim…

  3. Faz o BE bem… a coerência é uma virtude subvalorizada em Portugal.

  4. Joao Cardoso diz:

    Já agora arranjem lá um exemplo de uma organização, nem precisa de ser partidária, onde quem não mete os pés na direcção para que foi eleita, continua a ser reeleita e reeleita e reeleita.

  5. Nuno Ramos de Almeida diz:

    A mesa nacional do Bloco? Engraçado como as faltas da Joana Amaral Dias só passaram a contar nesta mesa nacional. E é interessante como as faltas têm uma geometria muito variável. Conheço até pessoas que não faltaram, mas foram corridas, também devem estar abrangidas pela justificação oficial de “falta de tempo”. O PCP tem uma direcção de mais de 90 % de funcionários do partido, sindicatos, parlamento e autarquias. Era interessante saber qual é a percentagem dos actuais dirigentes do Bloco que estão nessas condições?

  6. Joao Cardoso diz:

    Eu só estava a falar do caso JAD, e apenas porque acho injusto que se façam acusações de perseguição política num caso que foi tratado com pinças, por razões mais que óbvias.
    Se vamos generalizar Nuno, pois eu também conheço quem foi afastado da mesa nacional sem ser por ter faltado, já para não falar numa metodologia de cooptação que deve abarcar uns 90% dos que são eleitos para a lista que vai ser eleita. Uma espécie de trotskó-estalinismo, expressão que devo ter acabado de inventar e já por si é todo um programa.

  7. Luis Moreira diz:

    Mas seria natural e compreensível a nomeação ?

  8. bloom diz:

    como dizia o Léaud num filme (não me lembro qual) do Godard insultando um gajo que o impedia de estar à vontade no cinema com a namorada “Trotskysta!”

  9. z diz:

    também acho que o que sucedeu foi o inevitável numa lógica de aparelhismo e exactamente o que dizes acima: um registo permanentemente actualizado de quem é, e de quem não é, de confiança, leia-se: inconveniente. Mas também não podia ser de outra maneira com um partido de raízes jurássicas, não é?

    mas ainda bem que aconteceu, ficou a saber-se mais que nunca entreler as abnegadas declarações de Louçã y sus muchachos e de como o SIS funcionaria na perfeição em nome do superior interesse dos assalariados e do clero trotskysta

  10. Youri diz:

    Por acaso não duvido muito dessa “teoria da conspiração” sobre os “trotskistas”. Aliás, acho que isso sucede em qualquer partido – e o BE é um partido como outro qualquer. Só espero que essa ilusão sobre o BE ser diferente já se tenha dissipado de muitas mentes de Esquerda.

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