Bué da Fixe ou o «português típico»

 

Do nosso comentador Bué da Fixe a propósito do «post» «A alquimia dos calimeros»:

«Sócrates é o português típico do desenrasca.
Por isso, não falta quem ache: ora bem, ele é um cromo, mas é o nosso cromo, não?
Não conseguiu licenciar-se como os que, para o conseguirmos, andámos a estudar durante anos, mas o que é que isso tem? Assinou, a troco de umas massas, projectos de construção horrendos elaborados por outros, mas que mal há nisso?
Mente descaradamente sempre que lhe convém, mas quem é que não mente em interesse próprio?
Só que Sócrates, do que se lhe conhece, não destoaria como presidente do Alguidares de Baixo Futebol Clube. Agora como primeiro-ministro de um país europeu, tenham lá santa paciência…»

Porreiro, pá!

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8 respostas a Bué da Fixe ou o «português típico»

  1. Mas qu’honra!
    Qualquer dia, tou postador (safa!, como dizia o outro).
    Um abraço e obrigado.

  2. Mas desde quando é o que o Alguidares de Baixo Futebol Clube é diferente de Portugal futebol clube? O Alguidares de Baixo Futebol Clube não é mais nem menos que o país em miniatura. Os eleitores do Alguidares, são os mesmos do sócrates. A boçalidade, meus amigos, está muito bem distribuída (e contra mim falo). Ide ver os alguidares das suécias ou das alemanhas, ou mesmo das franças e das espanhas, e vejam se têm alguma coisa a ver com os alguidares indígenas.
    País europeu? Tenham juízo.

    • Ricardo Santos Pinto diz:

      Tens toda a razão, Miguel Dias. Somos todos portugueses, com todos os defeitos que isso significa. E os políticos que temos, como é óbvio, também são portugueses.
      Não podemos importar políticos?

  3. Rita Pereira diz:

    Em : http://josemariamartins.blogspot.com/

    Quinta-feira, Fevereiro 05, 2009
    Caso Freeport – Informação

    Caros visitantes deste blogue.

    Venho informá-los que a partir de hoje não posso voltar a escrever sobre o caso Freeport.

    A razão reside no facto de ter passado a representar – na qualidade de advogado – um cidadão que pediu para ser constituido assistente no processo Freeport.

    Como disse já, não cobro honorários nas questões de intervenção civica.

    No entanto volto a sublinhar que é necessário o Povo intervir no Proc. Freeport, para colaborar na descoberta da verdade, na defesa da democracia, por ser um direito de qualquer cidadão.

    Quero deixar bem claro que nada de pessoal me move contra o PS e contra o Senhor Primeiro Ministro.

    Mas a defesa da Democracia, da Liberdade e dos interesses do Povo Português não admitem transigência.

    Tenham coragem, intervenham civicamente nos casos em que a lei o permite, sendo este precisamente um desses casos em que o Povo pode intervir no processo.

    Saudações civicas!

  4. Ricardo:
    Nós tradicionalmente sempre exportámos portugueses. Tratava-se aliás da nossa principal matéria prima. Há uns atrás, quando chegou o dinheiro da Europa-se e o juro baixo, passámos de exportadores a importadores. Até importámos produtos de boa qualidade, com boa constituição física e sólida formação intelectual. Infelizmente, pusemos estes físicos nucleares a limpar os balneários do alguidares. Talves tivessem dado bons políticos.
    Agora que chegou a crise, passámos a ser outra vez exportadores, mas o nosso produto é caro e de má qualidade que o digam os ingleses. Importar políticos, é uma ideia, mas um bocado cara, além do que o mais certo era eles ficarem iguais a nós e não o inverso.

  5. Camelo no buraco da agulha? diz:

    No caso José Maria Martins, não pode porquê?
    Então, e tudo o que acaba de escrever já não é impeditivo?
    Então, o processo civilizado -e democrático- não é exactamente esse que agora passou a advogar?
    Então, há 2 vias: quando está livre, escreve. Quando advoga, passa a bola ao Povo, incitando-O a intervir civicamente (nos casos em que a lei o permite).
    Ou serão 3 vias? Com tanta chuva… até chove no molhado, né?

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