à atenção do ministério público?

Os eventos das novas estradas, pelos quais as concessionárias pagam 500 mil euros, são organizados no Ministério de Mário Lino e por Humberto Bernardo. O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, ignorou ontem o pedido de esclarecimento dos deputados sobre os valores cobrados às concessionárias para a realização dos eventos de assinatura dos contratos de adjudicação das novas auto-estradas.

A magistrada Maria José Morgado defendeu hoje que, em matéria de combate à corrupção, é «preciso apanhar o rato enquanto come o queijo», pois andar à procura de um «rato» que «comeu o queijo há 10 ou há cinco anos» pode ser uma perda de tempo

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2 respostas a à atenção do ministério público?

  1. Antónimo diz:

    Mas nas esquerdas não há quem não se cale com estas imoralidades?
    é aproveitar que o terreno está bom! agora seriam ouvidos. Não é populismo é denúncia. Não basta fazer umas perguntinhas na AR, a que ninguém liga. Se o caso fripór der maus resultados para a governação (espero sinceramente que não, não por amor ao PM, responsável por uma das governações mais perniciosas que tivémos, mas uma certa vontade de acreditar nos políticos e na honestidade) ainda acaba a esquerda a perder em toda a linha a vantagem que tem conquistado. Costa sobe à candidatura ao Governo, perde a câmara de Lisboa para o precipício santanista-portista, e lá vai a esquerda ainda não consolidada votar no Costa pensando, mais uma vez de forma estúpida, que dessa forma garante políticas das suas bandas. e bye, bye fenómeno Alegre.

    e Já agora, quem acredita mesmo que a Amorim está em dificuldades financeiras? que tal boicotar a compra dos produtos dos gajos? Os partidos e sindicatos não podem fazer isso, mas os consumidores podem. O que teria acontecido há um ano quando o pires de lima fechou a fabrica da milionária superbock no Algarve e despediu trinta e tal pessoas se tivesse levado com um boicote à cerveja?

  2. eu diz:

    Ok. Depois de censurado por outro blogger, há dias, o meu comentário acerca do preço de aquisição de uma fracção no edifício Heron Castilho, pelo PM (nem tinha mencionado a Senhora sua mãe), o João Galamba mete lá um post hoje a dizer que a situação do quase Secretário de Estado para a Saúde de Obama não é comparável com a de Socrates, porque aquele não teria, efectivamente, pago impostos.
    Vai daí, deixei novo comentário em que demoinstrava que a simulação de preços é o truque mais velho para se fugir ao pagamento de IMT (ou SISA) pelo comprador – no caso o Senhor Socrates; e mais valias pelo vendedor. Acrescentei que imaginava, dado que o não pagamento de imposto seria justificativo para o J. Galamba, do afastamento da actividade política, que este iria publicar o meu comentário – embora com a advertência de que já outro companheiro o tinha censurado (não quero abrir brechas em tão coeso grupo).

    Mas, afinal, parece que não pagar impostos nos EUA é totalmente diferente de não pagar impostos em Portugal – provavelmente porque, como dia o Vasco Barreto, não importa atender a infracções generalizadas. Isto para dizer que ainda não foi desta que se publicou o meu comentário.

    É curioso que os defensores de Governo responsável pela maior caça às bruxas em matéria de impostos, não ache relevância nesta matéria e até a abafe, não vá o diabo tecê-las…

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