Prós e Prós, ou a RTP da vergonha (depois)

Não tenho uma bola de cristal, nem sei os números do próximo sorteio do Totoloto, mas parece que acertei em cheio. Tal como dizia ainda antes de ver o programa, já tinha visto este «filme» muitas vezes.

Nos vários Prós e Prós sobre Educação, por exemplo, soube mesmo, graças às minhas funções de sindicalista, as movimentações do Governo e da senhora Ministra para impedir que Mário Nogueira estivesse no painel de convidados. E da única vez que esteve, esta última, a senhora ministra não compareceu.
Ontem foi a mesma coisa. Bastava olhar para o painel: de um lado, os Prós: o então Secretário de Estado do Ambiente, defensor óbvio de si próprio e do Primeiro-Ministro; do lado contrário, mais Prós: o gigantone Subtil, que de subtil nada tinha, o proprietário do restaurante Eleven-que-paga-uma-renda-mensal-vergonhosa-à-CML, em mais uma extraordinária missão de serviço público, e o marido da procuradora-maravilha. Só faltou mesmo Freitas do Amaral, Vital Moreira, Vitalino Canas e outros que tais.
Quanto aos que poderiam estar com dúvidas acerca do caso Freeport, já que os outros não tinham dúvidas nenhumas, foram convenientemente remetidos para o público. Não sei se Felícia Cabrita ou António José Saraiva foram convidados, mas desconfio que não. De todos os que vi, pareceu-me que Paulo Morais esteve muito bem.
A apresentadora, bem… Não gosto de dizer mal de jornalistas. Digamos que a apresentadora esteve ao seu nível.

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27 respostas a Prós e Prós, ou a RTP da vergonha (depois)

  1. causavossa diz:

    Muito bem para Abreu Amorim e injustiça para com Saldanha Sanches!

  2. Tiago Mota Saraiva diz:

    Ricardo, acho que dizer que FCF esteve ao seu nível é insultuoso.

    • Ricardo Santos Pinto diz:

      Então, a que nível esteve, Tiago? Eu acho que é o nível a que ela nos habituou, faltaram-me apenas as aspas.

      Causa Vossa,
      Não cheguei a ouvir o Saldanha Sanches falar. Não sei o que disse.

  3. bloom diz:

    Como também não gosto de dizer mal de jornalistas, deixo aqui exarado em acta que também Felícia Cabrita e António José Saraiva me pareceram estar ao seu (deles) nível.

  4. Tiago Mota Saraiva diz:

    Ricardo a questão é a bitola que utilizas.
    Imagina a frase:
    Mantorras esteve ao nível de FCF (quer dizer que não marcou golos nem tocou na bola… talvez até tenha ficado no banco!)

  5. Carlos Vidal diz:

    O Luiz Pacheco, o nosso libertino, dizia que Fernando Namora era tão mau, tão mau escritor que conseguia ser pior que Fernando Namora.
    Talvez seja isto que se pode dizer de FCF. E aqui, Tiago e Ricardo, acho que estamos todos de acordo.

  6. “mas parece que acertei em cheio” . ahm! Não acertaste nada. Fizeste um três … Aquilo foi pior que uma cantiga de embalar … eu adormeci – literalmente. A única coisa que ficamos a saber é que seremos presos se chamarmos Corr… ao PM. Foi estúpido, pois a próxima que o gajo saia à rua o povo não terá outra palavra na boca. Esse foi o tiro no pé do programa. NUNCA SE DEVEM TIRAR OS PALAVRÔES DA BOCA DO POVO, aprendam que eu que eu tenho um ACER y posso n vir cá sempre… 😉

  7. rms diz:

    O Santos Silva tá furioso porque não foi convidado!

  8. rms:
    Achas? N me parece. Eu cá gostava ( sonho!) que ele fosse o próximo PM. O País merece.

  9. M. Abrantes diz:

    Só consegui ver 5 minutos. Falhou-me a paciência.

  10. ezequiel diz:

    o 5 dias parece um tribunal da inquisição.

    Os srs tem provas da culpabilidade do PM? (não sou socialista, não sou grande fã das políticas do governo de Sócrates)

    pois. não tem. todavia, escrevem como se as tivessem.
    será que ainda não perceberam que esta atitude, transformada há muito em prática comum (telenovelesca) prejudica TODOS os membros da polis, o sistema político (debilitado, porque pode ser levado à crise por meros rumores etc).

    no futuro, TODOS os PM’s eleitos democraticamente poderão ficar sob o jugo da suspeita dos tribunais populares e mediaticos. coisa nefasta.

    a culpa ou inocência do PM neste caso não tem rigorosamente nada a ver com aquilo q escrevo aqui. nadinha.

    se tem provas, apresentem-nas…
    se não as tem, calem-se…porque estão a prejudicar TODOS.
    as leis da difamação deveriam ser devidamente aplicadas.

  11. ezequiel diz:

    a atitude correcta, por parte dos cidadãos, seria a de CONDENAR resolutamente qualquer juízo precipitado, venha ele de onde vier, acerca de seja quem for. por vezes penso que Aristoteles tinha razão: esta coisa da democracia facilmente transforma-se num comité de inquisidores…

    pessoalmente acho que esta malta deveria ser legalmente PUNIDA. talvez pensassem duas vezes antes de abrir a boquinha. é uma vergonha, esta cidadania activa…

  12. ezequiel diz:

    o 5 dias parece um tribunal da inquisição.
    Os srs tem provas da culpabilidade do PM? (não sou socialista, não sou grande fã das políticas do governo de Sócrates)
    pois. não tem. todavia, escrevem como se as tivessem.
    será que ainda não perceberam que esta atitude, transformada há muito em prática comum (telenovelesca) prejudica TODOS os membros da polis, o sistema político (debilitado, porque pode ser levado à crise por meros rumores etc).
    no futuro, TODOS os PM’s eleitos democraticamente poderão ficar sob o jugo da suspeita dos tribunais populares e mediaticos. coisa nefasta.
    a culpa ou inocência do PM neste caso não tem rigorosamente nada a ver com aquilo q escrevo aqui. nadinha.
    se tem provas, apresentem-nas…
    se não as tem, calem-se…porque estão a prejudicar TODOS.
    as leis da difamação deveriam ser devidamente aplicadas.

  13. ezequiel diz:

    imaginem que eu recebia uma carta (imaginária) que afirmava que muitos lideres sindicais desviaram fundos destinados à formação profissional (isto é uma ficção que serve o propósito de ilustrar a coisa)…

    Deveria vir para aqui levantar suspeitas sobre os lideres sindicais deste país?? Seria justo?? digam lá de Vossa justiça!!

  14. ezequiel diz:

    reparem, as leis da difamação deveriam ser aplicáveis mesmo se a inocência ou culpabilidade do PM fosse provada de forma conclusiva.

  15. Carlos Fernandes diz:

    Caro Ezequiel,

    Já o leio há bastante tempo em vários blogs incluindo este (e lamento que tenha deixado se ser blogger no 5dias)e apesar de por vezes não estar de acordo consigo nunca deixo de considerar as sua prosas inteligentes e cultas. Por isso estranho estas aqui acima: como é óbvio ninguém se quer aqui arvorar em juiz ( até porque… não julgueis para não serdes julgados ); pelo contrário a nossa inquietação e opinação é precisamente para que a Justiça e os juízes funcionem e para as situações de corrupção – a bem da Democracia – não fiquem impunes!

    Quanto a este caso Freeport e aos indícios que há ou não há, gostava só de saber o que pensa do Timing ( e do zonamento) da aprovação da alteração da Zona protegida, bem como os desmentidos entretanto emitidos por parte dos respectivos decisores políticos, de que o facto de isso ter ocorrido no mesmo dia não tem nada a ver com o Freeport.

  16. Acho muito estranho que o meu comentário, enviado há muitas horas, não tenha sido publicado. Não lanço suspeitas. deixo apenas a pergunta.

    • Ricardo Santos Pinto diz:

      José M. C. Pinto,

      O seu comentário anterior, realmente, não tinha sido aprovado mas porque o wordpress o considerou spam. Não me pergunte por que razão, não percebo muito disso.
      Quanto ao seu comentário, repare que eu escrevi o texto antes de o programa ser emitido. Há um antes e há um depois. Foi, digamos assim, uma previsão. Mas continuo a pensar que não me enganei muito.
      Em relação ao Freeport II, era um texto puramente factual, em que não emiti opinião. É diferente. Em breve virá o Freeport III, e mais uma vez serei totalmente objectivo.
      Por aqui não há censura, se era isso que queria dizer quando falou do comentário não publicado.

  17. Ricardo Santos Pinto diz:

    Caro Ezequiel,
    Nada neste «post» diz o que quer que seja acerca da postura do Primeiro-Ministro e do caso Freeport. Mas diz, sim, da parcialidade e da vergonhosa conduta da RTP no tratamento do caso e na forma como seleccionou os convidados. Só isso.

  18. Spam só pode ser o que não convém. Blog bem educado o seu. Porque não vende essa tecnologia ao Pacheco Pereira? Ficariam resolvidos de uma assentada muitos dos fantasmas que o habitam.
    Mas gostei de ouvir essa de o comentário ser feito antes de o programa ter ido para o ar. Sempre se ganha em objectividade o que se perderia em tempo mal gasto!

    • Ricardo Santos Pinto diz:

      O nosso sistema é o wordpress, o dele é o blogspot. Ah, e outra diferença: o nosso permite comentários idiotas, o dele não permite qualquer tipo de comentário.
      Se estivesse mais atento, veria que o texto «Prós e Prós, ou a RTP da vergonha (antes)» foi publicado antes de o programa ir para o ar. Bastaria ler a primeira frase ou, se quiser, ir aos comentários.
      Quanto aos spam, é o sistema que os envia directamente para lá. São os chamados falsos positivos – já me informei com quem percebe do assunto. São falhas do sistema. E quando alguém nos alerta, como foi o caso, vamos lá e aprovamos os que erradamente foram lá colocados.
      Acha mesmo que iamos deixar de aprovar aquele comentário? Se o quisessemos fazer, não aprovávamos o segundo a dizer que o primeiro não tinha sido publicado. Até à merda já me mandaram no comentário a outro «post», acha que era a sua opinião que ia ser censurada. Deve ter-se em grande conta.
      Nem sei por que me dou ao trabalho de dar a estas explicações. Deve ser porque sou maluco.

  19. Como eu não sei que você é e como pela sua resposta já percebi que junta a algumas “brilhantes qualidades” uma educação “esmerada”, vou responder-lhe noutro local.

    • Ricardo Santos Pinto diz:

      Caro José M. C. Pinto,

      Desde o início que não percebeu o que se passou. Eu escrevi realmente o texto antes do programa acontecer e PUBLIQUEI-O antes do programa ser transmitido. Mais concretamente, às 18.38 de segunda-feira.
      Foi desde o início uma brincadeira. Assumir, desde o início, que já sabia qual ia ser o resultado do programa. Por isso é que o escrevi no passado, como se já tivesse visto o programa. Se vir com atenção, eu nunca entro em pormenor porque, realmente, ainda não tinha visto o programa. Quando escrevo do convidado «aquele que vocês sabem», por exemplo. Sabem tanto como eu sabia naquele momento!
      Pode ver pela minha primeira frase (Já vi este «filme» muitas vezes, por isso posso pronunciar-me desde já).
      E pode ver pelos comentários. Um pergunta-me quais vão ser os números do próximo totoloto, outro diz que gosta muito de bolas de cristal, outro mostra-se confuso e pergunta: “então o programa não é em directo? não percebo nada”.
      E isto porque publiquei o texto antes do programa e como se já o tivesse visto. Foi só uma brincadeira com os leitores.
      Mais tarde, escrevi um outro post, esse sim já depois de ter visto o programa e com um balanço do mesmo. Daí o antes e o depois.
      Poderei não ter sido totalmente correcto na minha resposta, mas tem de conceder que, depois de eu esclarecer que o sistema do blogue tinha enviado o seu comentário automaticamente para spam, o que acontece muitas vezes, o senhor veio logo com duas pedras na mão, dando a entender que censurávamos opiniões menos favoráveis.
      As minhas desculpas pela resposta.
      Cumprimentos,

      Ricardo Santos Pinto

      P.S. – Vou publicar este comentário também no seu blogue.

  20. Ricardo Santos Pinto diz:

    «imaginem que eu recebia uma carta (imaginária) que afirmava que muitos lideres sindicais desviaram fundos destinados à formação profissional (isto é uma ficção que serve o propósito de ilustrar a coisa)…»

    Não é ficção, é realidade. Então o Torres Couto não andou anos em tribunal, acusado de ter desviado fundos à formação profissional? E não foi ilibado? E não se publicaram centenas de notícias sobre o assunto?

  21. Publiquei o seu comentário-esclarecimento em texto.

    Por mim o incidente está encerado. Basta-me a palavra do autor do artigo.

    • Ricardo Santos Pinto diz:

      Obrigado, José M. C. Pinto. Mas neste caso, não era necessária a minha palavra. Bastava ter ido ao blogue na segunda-feira à tarde, antes do programa ser emitido.

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