do Jornal Relativo

“O processo Freeport está a abrir brechas na credibilidade de José Sócrates. A esmagadora maioria dos inquiridos na sondagem (61%) acham que o primeiro-ministro deixou coisas por esclarecer. E uma percentagem significativa (43%) não acredita que não tenha havido favorecimento.”
(…)
“Pior ainda, são também em maior número os portugueses que entendem que houve alguma espécie de favorecimento no processo de aprovação do Freeport. Quando confrontados com a afirmação de José Sócrates, segundo o qual não houve favorecimento, são 43% os que dizem não acreditar no primeiro-ministro. Quase o dobro dos que acreditam (23%). Sendo que um terço dos inquiridos (32%) não é capaz de opinar sobre matéria tão sensível.”
(…)
“Os dotes comunicacionais de José Sócrates ficam claramente confirmados nesta sondagem. Porque, independentemente do que pensam sobre o processo Freeport e sobre o envolvimento directo do primeiro-ministro, os inquiridos não penalizam a sua actuação neste assunto. Se excluirmos os que não sabem ou não respondem, a amostra divide-se rigorosamente ao meio entre os que acham que Sócrates tem agido bem ou muito bem e os que acham que tem agido mal ou muito mal.”

Trocado por miúdos: os portugueses acham que Sócrates mente e que é corrupto, mas não faz mal porque fala bem e está a ser alvo de uma campanha negra que revela notícias verdadeiras.

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5 respostas a do Jornal Relativo

  1. O primeiro ministro José Sócrates disse que há uma “campanha negra” contra ele com o objectivo de afectar a sua honra em ano de eleições. Está de acordo com esta afirmação, discorda desta afirmação ou não tem ainda uma convicção sobre o assunto?

    Está de acordo ou não tem convicção sobre o assunto 62%

    No seguimento desta controvérsia, a sua opinião sobre José Sócrates (LER):

    Não mudou ou mudou para melhor 58%

    E como avalia a actuação das autoridades judiciais portugueses neste processo: acha que têm agido muito bem, bem, mal ou muito mal?

    Mal ou Muito Mal 42%

    O Copo está meio cheio o meio vazio….?!

  2. Bem. Acho que vou ser a primeira a “ajavardar” – ainda que sonolenta – n gostei do tom da gente n poder chamar nomes ao PM. Pois, estes – os nomes menos bonitos que gostamos de fazer exercício de estilo aquando da caracterização dos Ministros no discursos – ou seja, tais nomes podiam ser entendidos como manifestação objectiva de conteúdo de verdade. Sendo assim, temos as grades à nossa espera … n gostei! Logo, o Sócrates é muitos freeport’s ou o S tem muitos freeport’s ou quantos freeport’s são o Parque Industrial da Arrábida y a Co-incineração na Arrábida asseguram-me um Lugar nas Mónicas. Chatice a gente agora já n poder chamar corrupto ao Sócrates! É tão Frustrante como n poder chamar filho da Pt ao arbrito que n marca penalti ao SPC. Logo: a gente pode chamar ao Socras: CORRO/ CORRO-BORADOR/CORRO-EDOR/ CORRO-MPIDOR/CORRO-SIVO/ CORRU-DO ( ESPARGO-BRAVO)/ CORRU-ÍRA ( PÁSSARO CAÇADOR DE ARANHAS)/ CORRU-ME/ CORRU-PIA/CORRU-PIXEL ( SACO NA PONTA DE UMA VARA PARA APANHAR FRUTA) Y pronto (!) não dizemos aquela palavra y o gajo fica danado na mesma … eh eh ehe y a gente n vai presos. Será que os caramelos n se tocam que tinham que colocar 10 milhões de gajos na prisão??? É! A gente – os PT’s – somos uma espécie de primos do São-Tomé … Y esta coisa até tem distraído a gente … a gente n está a difamar o PM, estamos a exorcizar o stress … Eu cá por mim c gosto do Corrudo, o gajo tem cara de corrudo … ” Espargo Bravo”(!)
    ….
    OK! É uma sugestão de código para chamar ao gajo a palavra que n está listada … só para o arreliar como se faz aos putos … sem nos candidatarmos a clientelismos dos tribunais …

  3. Tiago Mota Saraiva diz:

    É verdade Bruno, uma grande trapalhada.
    Precisamos de uma sondagem da Euroexpansão para nos iluminar e retirar da campanha negra.

  4. Sebastian diz:

    Estou a ver que ainda não é desta que o Jerónimo chega a primeiro-ministro. Que pena!

  5. A sondagem teria sido ainda mais favorável a Sócrates, se:

    1- Tivesse dito claramente na primeira intervenção que fez, que de facto tinha de facto acelerado o licenciamento Freeport, porque se tratava de um processo já com um longo historial e que se encontrava bloqueado por pequenos detalhes, havendo portanto, dada a dimensão e relevância do projecto, a necessidade de o aprovar antes das eleições para que não houvesse mais atrasos.
    2- Se não houvesse crise e as coisas corressem bem ao governo. Neste caso, poderia até não dizer nada, que o povo estaria nas tintas, muito dentro da lógica brasileira do rouba mas faz.

    Agora tem de se aguentar à bronca, não só porque não assumiu em devido tempo a sua responsabilidade, mas sobretudo, porque isto está mau.

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