A jornalista Câncio é apenas uma jornalista e, por acaso, de nome Câncio: nada mais


Zola por Manet (óleo de 1868).
A jornalista Câncio, que dirige e coordena o execrável blogue Jugular, escreveu há dias no DN um texto sobre J. Sócrates, intitulado «J’accuse».
Pretendia dizer-nos que J. Sócrates estava a ser vítima de uma infâmia idêntica a Alfred Dreyfus, no século passado, a favor de quem Émile Zola levantou a sua pena e prestígio, acusando o estado francês (a carta de Zola é dirigida ao Presidente da República) de racismo e anti-semitismo (Dreyfus era judeu, e só por isso lhe arranjaram uma terrível condenação). Ao escrever de novo «J’accuse», a jornalista Câncio elevou-se ao plano de Zola, sem perceber que Zola dirigia-se corajosamente ao Presidente da República denunciando a República e ela, jornalista Câncio, ataca os colegas jornalistas defendendo o primeiro-ministro de uma importante investigação policial (ainda sem arguidos nem culpados).
Literariamente não comento: Zola nada é, Câncio claro, porta-voz oficiosa da direcção do PS, é tudo.
Hoje há um novo post da jornalista Câncio muito interessante: diz ela que o CDS/PP a persegue. Se entre Câncio e o PS não há nenhuma diferença de opinião, se o PS vai coligar-se depois das próximas legislativas com o CDS/PP (pois não está neste momento a pensar em nova maioria absoluta), para que é que o CDS/PP iria perseguir a jornalista Câncio, potencial e futura aliada?

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