o Estado a que isto chegou…

Não é difícil prever que as notícias sobre o processo Freeport não se ficarão por aqui e que o primeiro ministro continuará a declarar que fazem parte de uma campanha mediática contra a sua pessoa. Também não me parece difícil de prever que, neste momento, haja dezenas de jornalistas a investigar a vida de Sócrates (e das pessoas que lhe estão próximo) à procura de dados que configurem um padrão moral e ético predefinido – uns à procura de um anjinho outros de um canalha.
Mas a suspeita está instalada, e não é só nos jornais.
Embora a questão da licenciatura tenha sido ultrapassada com bastante habilidade (quantos cidadãos teriam conseguido escapar à justiça por utilização abusiva de um título profissional?) e a questão dos seus projectos de arquitectura e eventuais assinaturas de favor ser uma prática culturalmente desculpabilizada, um eventual suborno é tido como uma matéria um pouco mais séria.

Se dos outros casos, Sócrates, conseguiu sempre sair de uma forma hábil, ainda que não inteiramente esclarecedora, no caso Freeport o primeiro ministro, não escolheu bem a estratégia.
Em primeiro lugar procurou negar qualquer contacto, confirmando passado 24 horas, uma reunião. Depois, após a divulgação de uma entrevista ao seu tio, escudou-se na falta de memória, no secretário de estado ou na dúvida sobre as acções e timings do ministério público para, desde então, iniciar a tese da “campanha que não o abala”, em crescendo cromático do cinzento ao negro.
Rapidamente José Sócrates chegou a um limite de vitimização, que já não lhe permite esclarecer de uma forma tranquila as dúvidas que lhe vão sendo postas nem aumentar a dramatização. Como tenho de partir do princípio da sua inocência e da sua vontade, mais do que de qualquer outro cidadão, em ver este caso totalmente esclarecido, só posso entender as suas declarações até ao dia de hoje, como uma forma de lançamento da campanha eleitoral.
A notícia que alguns dos seus assessores estão a enviar mensagens sobre este caso a militantes socialistas, é um sinal que Sócrates poder-se-á ter precipitado e avançado sem que as tropas estivessem com ele. Mas há outros sinais preocupantes. Sócrates, ao nível da retórica política, já não pode ir mais longe e precisa, urgentemente, que saiam em seu favor.
A Procuradora Cândida Pinto já o fez, dando entrevistas confusas em que ignorou o segredo de justiça dando indicações sobre a investigação em curso e revelando opiniões suas pouco abonatórias sobre os familiares de Sócrates (ao dizer que não revelava o paradeiro do primo de Sócrates, porque senão ele fugia). Mas as suas declarações foram rapidamente suplantadas e, de alguma forma descredibilizadas, pela revelação do afastamento de alguns inspectores relacionados com o processo. Fica a dúvida e as suspeitas que a própria procuradoria não saiba bem o que fazer com o caso.
Até ontem Cavaco foi gerindo o silêncio, e hoje proferiu uma frase assassina, referindo-se ao caso como uma matéria de Estado. Cavaco podia ter adoptado a sua pose seráfica do “não comento”, podia ter dito que é uma matéria que está a ser investigada em sede própria ou podia ter referido que não há arguidos no processo. Mas não. Cavaco, que deverá ter um pouco mais de informação do que qualquer um dos jornalistas que escreve sobre a matéria, classificou o caso como sendo de Estado, o que não deve deixar Sócrates dormir descansado.
Ou seja, neste momento estamos perante um impasse político imprevisível.
Sócrates, perante o precipício, pode dar o passo em frente e demitir-se para se recandidatar. Dramatiza o caso e promove um Congresso do PS de aclamação do líder, mas passa a depender de Cavaco (na marcação da data das eleições e da solução provisória de governo) e de resultados palpáveis da investigação (um arquivamento político não basta). Neste cenário, também terá que contar com a continuação do acompanhamento noticioso dos diferentes processos sem que lhes possa responder como primeiro ministro – tal como sucedeu com Santana nas últimas legislativas.
Por outro lado, mantendo-se como primeiro ministro, na iminência de continuarem a serem revelados novos factos e, reforço, tendo-se colocado na posição em que se colocou, Sócrates corre o risco de andar continuamente a reboque dos escândalos. Neste cenário, Cavaco, também tem a faca e o queijo na mão. Perante uma imagem debilitada do primeiro ministro e o previsível aumento da contestação social, o presidente da república poderá gerir a sua entrada em cena e abrir uma porta de esperança a Ferreira Leite. Estas serão as contas que se farão entre S. Bento e Belém.

Contudo neste contexto, o que é de facto imprevisível, e realmente importante, é a reacção dos portugueses.
A crise agrava-se de dia para dia. As empresas fecham, o desemprego aumenta e a resposta do governo é ausente ou com medidas direccionadas para as empresas dos amigos ou para a banca. Com um governo debilitado e um primeiro ministro acossado pela justiça britânica, a capacidade de gestão da crise do universo comunitário diminui. Com a estrutura do aparelho produtivo destruído (que já não pode servir como ponto de partida para dar a volta à crise a partir do nosso país), com uma estrutura de ordenamento do território tremendamente assimétrica e canibalizada (em que dois núcleos metropolitanos congregam 40% da população), e com a mais que provável incapacidade que um governo com um primeiro ministro sob suspeita consiga negociar uma ajuda europeia. Como se afigura inevitável, a resposta à crise terá de ser dada contra o bloco central de interesses que tem dominado o país nos últimos anos, dos quais Cavaco e Sócrates são figuras cimeiras.

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25 respostas a o Estado a que isto chegou…

  1. Luis Moreira diz:

    Contra o bloco de interesses que há 30 anos nos desgoverna, contem comigo! Está esgotado o modelo! Cavaco tem a sua oportunidade de ficar na história.Isto só avança com rearranjos partidários,mais poder da sociedade civil, modelo de eleições que aproxime cidadãos dos eleitos.Uma economia que aposte de vez em empresas de produtos transaccionáveis, na exportação, nos clusters de produtos em que somos muito bons, na indústrias do mar.Não podemos continuar a estar nas mãos de meia dúzia de famílas,que fazem negócios com o Estado, e em empresas protegidas, em monopolio ou em cartel, com os contribuintes a pagar os serviços e produtos mais caros,e um país cada vez mais pobre e injusto! Mas, torno a dizer, numa democracia os fins não justificam os meios!

  2. A. Laurens diz:

    ” Quando o poder político apodrece, o poder da justiça apodrece também” – é dos anais da história. Não poupando ninguém e acreditando que ninguém é ingénuo, apenas me interrogo onde iremos parar e quem irá, excluindo todos os partidos, fazer uma viragem em tudo isto. Torna-se evidente que este regabofe em muitos dos países europeus os movimentos de cidadania já há muitos anos que estavam em polvorosa na rua, em frente às sedes dos partidos, da assembleia da republica etc. etc. etc. Por cá nem os ditos detentores de organizações ditas de cidadania dão um grito colorido na rua contra o desplante a que se vai assistindo. Pergunto eu – não será disto mesmo que os portugueses gostam? Um pouco a laia dos italianos, não será todo este povo um tanto ou quanto trapaceiro e corrupto? Do Socrates não sei, mas começa a haver dados ligados à família um tanto ou quanto duvidosos. Então a mamã declara rendimentos quase a zero e compra a pronto apartamentos de luxo a off shores? Claro que na história há muita informação comprada pelos seus inimigos. Não fosse assim quem andaria à procura de segredos de justiça. Enquanto vão de forma manhosa dizendo que não fazem comentários, ainda há quem os ache porreiros por isso, claro que não deixam os tentáculos em paz nem os mandaretes em descanso para que se enterre Socrates, enquanto o Zé Povinho para se desculpar dos seus próprios erros fica ávido por saber e inerte nas suas atitudes ,com o pseudo esquecimento de tantos casos passados. Também é dos anais da história que “Cada povo tem aquilo que merece”

  3. Roberto diz:

    Só há uma questão que não foi perguntada e respondida: se o tal sr. Smith se queixou de que lhe pediam 3 milhões para aprovar o projecto, por que razão não foi esta queixa transmitida imediatamente às entidades competentes para averiguação? O caso de eventual suborno tinha ficado logo esclarecido.

  4. Não estaremos a olhar demais para nós? O clima em Davos meteu medo: http://ovalordasideias.blogspot.com/2009/02/davos-e-obama-eua-china-india-e-as.html e eu sugeria que se considerasse isso só um pouco.

  5. Espero que o primo do pm tenha visto a entrevista.

  6. Viu, viu (a tv portuguesa é cada vez mais popular no Nepal…). E já mudou de Katmandu para Patan. Ou pensavam que o gajo é parvo?
    Agora é que a Candinha nunca mais o agarra…

  7. Camelo no buraco da agulha? diz:

    Se fosse só isso…

    O Mr. Smith diz que não…
    O Dr. Pedro diz que não…
    A Câmara de Alcochete diz que não… e que sim, que se empenhou a sério na aprovação do projecto que era do maior interesse para o município…
    A Freeport (Carlyle) diz que não…

    O Miguel Sousa Tavares diz:

    … E também não vou esquecer o enredo político em que toda esta história nasce. Comecemos por aí.

    O caso Freeport nasce, em 2005, como uma claríssima manobra de desespero eleitoral do pior PSD que já existiu. Nasce de uma promíscua trama tecida entre um inspector da PJ, jornalistas a soldo e homens de mão do poder de então. E renasce agora em ano de eleições e, queira-se ou não, como a única arma que o PSD tem para tentar evitar a anunciada e inevitável vitória de Sócrates e do PS em Outubro. Não é argumento decisivo nem de substância, mas é um facto — e um facto a ter em conta, enquanto se avança com pinças nesta história.

    Conclusões: até prova em contrário (quem acusa?) estão todos inocentes, menos os que foram/forem julgados e condenados.

    Ou não?

  8. Faca y o Queijo na mão??? Bem. O Socra é mesmo o Fernando Nogueira!!! Brincamos???
    Cavaco disse mas foi uns dias fora do tempo aquilo que coisa desde sempre sempre foi: Assunto de Estado. Mas est povo gosta muito deRebecos! É mais Giro… ui, ui. Ái, ai os Ingleses suspiram cada vez que os pirlimpimpins de uma nova notícia pairam …
    desdobram-se em analises y mais lamirés, mas puco alcançam o facto que é mesmo assunto de estado, ou melhor desaforo ao Estado. Mais ainda não perceberam que – neste caso – a Sociedade Civil tem Posição a Tomar. Mais uma boa Oportunidade para se Afirmar. u sugiro voltar as costas aos Ingleses ( ou seja: ao Carlyle, esse, o amiguinho do Burroso y companhia!) y tratarmos da CRISE! Pois, realmente é mesmo isso que nest momento é Urgente. Um pouquinho de determinação Obama não faria nenhum mal à sociedade civil Portuguesa y Afirmar a sua maioridade face à pulhice Iglesa é um oportunidade de Ouro que perdê-la é sinónimo de mais um palmo em direcção à curveniência – o “chamado C´ aberto” à disposição de Inglês ……..

    Épá: é mesmo ASSUNTO DE ESTADO! QUANDO È QUE DESPERTAM OS NEURÒNIOS??? DAH! F-se! que tal cegueira já Irrita!

  9. atom diz:

    Como o Ramalho Ortigão tem sido citado acerca de tudo, cá vai mais algumas citações dele em ” A Mr. John Bull” farpa publicada pela altura da visita do Príncipe de Gales a Portugal.
    O comportamento da imprensa foi combinada para, e cito, “fazer crer a Sua Alteza que se não acha em um país livre, com tradições e costumes próprios, mas sim num território conquistado, numa feitoria inglesa”. Tal unanimidade na subserviência a tudo que vem da Grã-Bretanha, só foi contrariada por um cavalo das carruagens do cortejo em honra do ilustre Príncipe, que em protesto se recusou a prosseguir, interrompendo o cortejo e tendo que ser desatrelado. E passo a citar “disseram todos os jornais no dia seguinte, que o cavalo endoidecera. É isto o que não me parece verídico. Eu vi o cavalo desengatado, passeando tranquilamente à rédea no aterro: tinha a mais perfeita coordenação nos movimentos, e a expressão do seu olhar era inteiramente reflectida e sensata. Diga a imprensa o que quiser para nos desculpar com o Príncipe: a verdade é que o cavalo, em pleno uso das suas faculdades não puxou – porque não quis”. Naqueles tempos, pelo menos as alimárias, questionavam o que vinha da Grã-Bretanha.

  10. aaf diz:

    Parece-me que o Smith&Pedro sacaram umas massas à Freeport, inventando umas luvas num processo que até estava legal e que ia ser licenciado normalmente…

  11. Já Agora: rebusquem lá no vosso Imaginário … que terra é essa Alcochete???

    Pois. Se por acaso O Socrates recebeu dinheiro pela viabilização do Projecto, digamos que é impagável, ou está muito mal pago o facto de terem ordenado a retirada p. exemplo do HOTEL do empreendimento. Y não é por perturbação aos passarinho, claro, né. É mesmo por ser um disparate comercial. Uma idiotice profunda y ruinosa. Só mesmo uns Idiotas y Ingleses, com veia apurada para a imbecilidade incluiriam um HOTEL. Que é que Paga essa ato ao Socras??? Pois. É impagável. Perguntem a qq ser da margem sul o sentido de existir um Hotel naquele Lugar… RISOTA PEGADA. UAU! o imaginário Inglês é mesmo divertido.
    É! É mesmo Issso andou o Homem a salvaguardar que aquele negócio fosse o menos ruinoso possível para aqueles idiotas dos investidores Ingleses y RECEBE agora este Embrulho. Epá. Esta Estória è ridícula. Por Favor não desempenhemos o Papel de Uma Sociedade Civil Ridícula, ao ponto de todos andarem a fazer análises todas pinoca – como aqui o Tiago – que não nos fica bem dar seriedade, tanta seriedade a esta papa ridícula y disparatada y bronca. Investir a mente em assuntos DIGNOS está na Hora!

    PS.: Tiago gabo-te o empenho, mas aplica o teu tempo com outro objecto ( cada um faz o que quer… n é nesse sentido que falo, claro) que não tenha esta idiotice pastosa.

  12. atom.
    Finalmente!!!!!!!!!!!!!!!!
    Alguém a salvo do vírus!!!!!! Gracias!!

  13. Tiago Mota Saraiva diz:

    Luis, como se costuma dizer em politiquez, concordo com o essencial que escreveu neste comentário. Mas duvido do rearranjo partidário, como é natural. O que há que fazer é tomar em mãos o nosso destino. Como dizia o Zeca, construir uma sociedade que se chama democrática só por se colocar um papel numa urna de 4 em 4 anos e combater estes novos (para nós já velhos) vampiros. Reconstruir o que o bloco central de interesses destruiu, das estruturas de produção à confiança nas pessoas. Por mais maiorita absoluta que tenham nem com Cavaco nem com Sócrates, os portugueses dariam um dia de trabalho, como já o fizeram.

  14. Tiago Mota Saraiva diz:

    A. Laurens o sentimento, a meu ver, tem de ser o de avançar. Sabemos que as trapalhadas de Sócrates, cobrem os Loureiros e a banca, mas tudo faz parte do mesmo problema. Não posso acreditar num fado de sofrimento que nos está destinado, nem a Portugal nem para o mundo. Vivemos uma época fantástica, talvez como todas as épocas. Merecemos o futuro que construirmos.

  15. Tiago Mota Saraiva diz:

    Roberto, pois. Um ministro houve falar em luvas e não as denúncia ao ministério público?

  16. Tiago Mota Saraiva diz:

    Miguel, qual entrevista?

  17. Tiago Mota Saraiva diz:

    Bué da Fixe, mas continua a não haver termos de identidade e residência no processo…

  18. Tiago Mota Saraiva diz:

    Camelo no buraco da agulha?, em matéria de fé cada um acredita no que quiser. Quem sou eu para o convencer… De qualquer forma pode ser que se esteja a esquecer de uma ou outra coisa. Mas também não faz mal, não quero abalar as suas convicções.

  19. Tiago Mota Saraiva diz:

    De Puta Madre e atom, not in my name. Não contem comigo para declarar guerra ao Reino Unido, por causa de um gajo que não é meu amigo nem gosta de futebol.

  20. Ora, eu tenho-lhe um pó ( por causa da coinceneração na Arrábida que lhe dava duas chapadas literalmente) mas depois Há a coisa de Estado Y a nossa própria Identidade ( n é imagem, é mesmo identidade que ganhará o estatuto de caricatura aos olhos do mundo, isso é que me importa!). Vale.

  21. A. Laurens diz:

    Dizia hoje o Correio da Manhã que a mãe de Socrates aufere de uma reforma de três mil e tal euros de um dos tantos famigerados institutos que pagamos com os nossos impostos. Do que a Inglaterra acusa entre brumas de corruptos ( no meu ver tão corrupto é o que paga como o que recebe), prefiro as investigações mais palpáveis no imediato e muito mais fáceis de averiguar. Quantos anos trabalhou a senhora no dito instituto, o que fazia e quando. Isto das reformas dos politicos e suas famílias sempre me deixou dúvidas. Ou isso não interessa numa democracia?

  22. A. Laurens: O Manuel Alegre é o Rosto vivo do seu comentário. Y olha o que lhe aconteceu: levado em ombros y etc’s para não me chatear mto

  23. Pereira diz:

    Não vale a pena entrarmos em tergiversações mais ou menos intelectualizadas. Isto é a casa de meia dúzia e em sua casa cada um faz o que quer. Depois é só salvar as aparências. Depois isto da casa fazer um milénio é coisa que não se usa já. De modo que os borregos que se cuidem porque eles vão comer tudo e não deixar nada. E de cimbra ou de St.ª Comba não virá jamais nenhum basbaque para meter isto na ordem. De modo que salve-se quem puder.

  24. Pereira diz:

    Não vale a pena entrarmos em tergiversações mais ou menos intelectualizadas. Isto é a casa de meia dúzia e em sua casa cada um faz o que quer. Depois é só salvar as aparências. Depois isto da casa fazer um milénio é coisa que não se usa já. De modo que os borregos que se cuidem porque eles vão comer tudo e não deixar nada. E de cimbra ou de St.ª Coimba não virá jamais nenhum basbaque para meter isto na ordem. De modo que salve-se quem puder.

  25. Pereira diz:

    Não vale a pena entrarmos em tergiversações mais ou menos intelectualizadas. Isto é a casa de meia dúzia e em sua casa cada um faz o que quer. Depois é só salvar as aparências. Depois isto da casa fazer um milénio é coisa que não se usa já. De modo que os borregos que se cuidem porque eles vão comer tudo e não deixar nada. E de Coimbra ou de St.ª Comba não virá jamais nenhum basbaque para meter isto na ordem. De modo que salve-se quem puder.

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