Caso Freeport (5) – sobre as chefias do ordenamento do território

Já por diversas vezes ouvi, designadamente colegas meus, referirem-se a este caso com exclamações do tipo: “isto é sempre assim, o ministro telefona aos directores e aquilo tem de andar”.
Partindo da hipótese abstracta de, no caso do Freeport, um ministro corrupto fez acelerar o processo (clarifico que não estou a fazer um juízo sobre José Sócrates, mas a por uma hipótese em abstracto) e sendo sua a decisão final de aprovação, ficarão ilibados todos os que emitiram pareceres aceleradamente favoráveis e sem suporte técnico?
É claro que não.
(voltarei ao tema)

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8 respostas a Caso Freeport (5) – sobre as chefias do ordenamento do território

  1. maradona diz:

    não vás por aí.

  2. Tiago Mota Saraiva diz:

    Dirão alguns que o Público anda a reboque do 5dias…

  3. tb me parece maradona ………………….(já agora: és famoso porquê??? Aqui noutro dia o pessoal n se calava com as parecenças do texto da morgada com o teu estilo … Sei que gostas do Javier Marías y já te vi medonhas unhas do pé … mas conta-lá de tua gçória … epá o teu blog tb é um trabalhão para consultar … ;)) Vale.

    …………
    Deusnãodorme:
    Bem parece me sensato o afastamento dos técnicos… por questões de rentabilidade … né
    ……………….
    bem ninguém se lembra daquela estória do desviar a auto-estrada por causa de uma colónia de ratos??? Pois. Ora … a gente temos princípios …. esses ingleses que voltem a caçar raposas à moda antiga, em vez de as explodirem que nem terroristas da vida animal …

  4. Essa é uma questão muito pertinente. Aliás, tenho conhecimento de casos concretos de acusações por criminalidade económica de titulares de cargos políticos que arrastaram consigo funcionários de autarquia, por terem obedecido a órdens de um presidente ou vice-presidente. Essas pessoas (algumas conheço pessoalmente) julgavam estar a coberto de terem obedecido a órdens superiores, mas não estão. Foram constituídas arguidas e estão já mesmo acusadas. E são meros funcionários que nada lucraram com o assunto.
    http://aoutravarinhamagica.blogspot.com/

  5. Escrevi um post sobre este post, que me parece muito importante. Juntei-lhe alusões a casos concretos que conheço e estão acusados.
    http://aoutravarinhamagica.blogspot.com/2009/01/casos-realmente-abstracto-ou-talvez-nao.html

  6. Tiago:
    É claro que não.
    (voltarei ao tema).
    Mas mais logo, que agora estou a saborear o golo do mantorras.

  7. Luis Moreira diz:

    Se o parecer técnico for não condizente “com o estado da arte aplicável ao caso concreto) é claro que o técnico é responsável.Mas se o técnico subscrever um parecer técnico condizente,e a decisão tomada a nível político não for conforme, o técnico nada tem a ver com o assunto. O problema, é que na maioria das vezes, estes pareceres andam nas “bordinhas”, dão para tudo.Então, quer melhor exemplo, que os pareceres dos consultores que dizem,exactamente, o que o pagador lhes diz para dizerem? Ao nível da administração pública há quem ,sobre o mesmo assunto, apresente pareceres a dizer exactamente o contrário.Isso é público.

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