A única democracia do Médio Oriente, bem melhor que Abu Ghraib

Israel, de acordo com os colaboracionistas, tem direito a tudo, porque é uma Democracia. Tem direito a massacrar centenas e centenas para vingar/prevenir ataques artesanais. Tem direito a ignorar olimpicamente qualquer direito das populações sob ataque ou dos prisioneiros que captura. Se calhar, até pode mesmo lançar fósforo em chamas sobre zonas ainda repletas de civis.
O que vai acontecer a quem cometeu crimes de guerra sob a bandeira do Tsahal? Nada. Já desconfiávamos que a prática apontava para a impunidade total; mas agora o primeiro-ministro israelita veio afirmar uma regra clara: «os comandantes e soldados que foram enviados na sua tarefa para Gaza devem saber que estão a salvo de qualquer tribunal e que o Estado de Israel irá dar-lhes assistência quanto a este assunto e protegê-los como eles nos protegeram com os seus corpos durante a operação militar em Gaza.»
Como diz a B’Tselem, esse covil de anti-semitas, assim se transmite aos soldados a mensagem do «desprezo pelo mais básico dos direitos humanos, o direito à vida». E assim ficámos todos a saber que até os torturados de Abu Ghraib tiveram mais direito a justiça do que os palestinianos.

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