Freeport (1)*

* título inspirado no vitalismo iluminado


Perante o anúncio da notícia da “Visão” Bettencourt Resendes perdeu a cabeça. O homem conhecido por começar todos os seus comentários por “parece-me que o primeiro ministro esteve bem” ensaiou dois discursos.
Em primeiro lugar disse que acreditava mais na investigação criminal feita em Portugal do que a feita na Inglaterra, lançou considerandos negativos sobre a maneira de ser dos ingleses, acabando com a referência à morte de um cidadão brasileiro no metro de Londres.
Para terminar o perturbado comentário, lá veio o argumento de fé, “não acredito que o primeiro ministro tenha recebido luvas”. Será que esta gente ainda não se apercebeu que (não questionando a presunção de inocência do primeiro ministro) é igualmente legítimo, em matéria de fé, dizer-se que se acredita na palavra do primeiro ministro como dizer-se que não se acredita no que diz o primeiro ministro e que, se calhar nesta fase da nossa governação, invocar a fé na palavra de Sócrates não será a melhor estratégia?

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5 respostas a Freeport (1)*

  1. Pedro diz:

    Bem, o homem claramente perdeu a cabeça. Primeiro atreveu-se a dizer que confiava mais na justiça portuguesa do que a inglesa, o que é uma clara violação do Tratado Anglo-Portugês de 1373. Depois deu a sua opinião sobre a credibilidade que lhe merecia o primeiro ministro, o que, para além de uma ousadia inominável, é um erro estratégico tremendo, como nos ensina o Sun Tzu. Vais por bom caminho, vais, ó Bettencourt.

  2. Como se diz na minha terra: amigue, nã interessa nada disse. Os Ingleses que vã investigar os ministres deles.

    • Ricardo Santos Pinto diz:

      Ó De Puta Madre, ainda não percebi por que razão acreditas tanto na inocência do primeiro-ministro! Por que é que andas tão exaltada com os ingleses?

  3. A múmia paralítica do Bettencourt há muito tempo que deixou de dar uma para a caixa. A sua grande obra como director (!!!, neste país acontece cada coisa…) do DN (de que, agora, calcule-se, é provedor) foi uma manchete em que, a toda a largura da primeira página, chamava “Superjuiz” ao Rui Teixeira.
    Ignora-se o que terá feito ao Balsemão para continuar a debitar necedades como comentador da SICN, em fantástica dupla esse outro génio que acode pelo nome de Luís Delgado.
    É o país que temos, governado, não por acaso, por quem se sabe.

  4. Coisas do Bettencourt…
    Agora sobre o Freeport, parece-me que, para os ingleses, é uma questão fiscal que está em causa. Os investigadores procuram o rasto do dinheiro. Ora, para este tipo de criminalidade económica e financeira, o estado inglês está mais apetrechado do que o nosso. Mesmo que nos digam que, na forma, o nosso sistema é melhor. Aliás, o nosso sistema jurídico e de investigação é sempre o mais perfeito do mundo. Pelo menos na teoria 😉
    Em matéria de leis, não pecamos pela falta de auto-estima.

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