Li isto no “Canhoto” e fiquei meio pasmado

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Hans Bellmer, “Jointure à Boule”, 1936

                                                                    Para Bellmer, a fonte dos irmãos Chapman

«espero vir a viver num país com menos coincidências entre os calendários eleitorais e os escândalos envolvendo altos responsáveis do Estado, sobretudo quando eles se referem a factos que, se tiveram lugar, terão ocorrido há mais de seis anos.»
ANTÓNIO DORNELAS

Já agora, Sr. António Dornelas, uma pergunta: porque carga d’água uns quantos investigadores ingleses têm como objectivo prejudicar a performance eleitoral de um político português? Explique-me, por favor.

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10 respostas a Li isto no “Canhoto” e fiquei meio pasmado

  1. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Deve ser por causa da Maddie 🙂

  2. almajecta diz:

    Segui o excruciante jogo de ontem contra os Megadeath ™ on-line, via um canal esquisito transmitido por um site esquisito (gosto de criar os ambientes próprios para cada ocasião). O comentador de serviço era um britânico daqueles com uma pronúncia muito pouco bbc oxford (diria que escocês, talvez) que passou o jogo inteiro a elogiar o bom futebol do Benfica, deliciando-se com Binya («the most impressive man in the match»), Fellipe Bastos («one of the best tonight») e companhia, tendo um orgasmo cada vez que se mostrava o banco de Quique («can you believe the power sitting in that bench?»), criticando a falta de atitude dos Metallica ™ que pareciam só querer defender. Ora, por volta dos 75 minutos, o tipo viu a luz e começou a berrar que estava a ver tudo na cabeça dele, que os Iron Maiden ™ iam marcar em cima do fim do jogo e que ia acabar tudo 0-1. «Can you believe [o tipo já estava incrédulo mesmo antes do golo] this, that Metalist are going to nail their third one nill victory in the UEFA cup?» E assim foi: contra o Galatasary marcaram aos 81; contra o Olimpiacos (que ontem despachou o Hertha por 4-0) aos 88; contra o Benfica aos 84. estou a fazer escola.

  3. Carlos Vidal diz:

    Veremos se o jugular aguenta agora 80 dias em silêncio.
    A blogosfera agradece, eu é que não. Acho que os podemos despachar para Caimão, que tal ó grande Alma?
    (E onde é que isso fica?)

    Nuno, uma luz ao fundo do túnel de António Dornelas: a Maddie.
    Maddie, J Sócrates, ligações como os twins dos twins Chapman.
    Mas atenção que antes dos Chapman veio o Bellmer, Hans Bellmer, o maldoso, o sádico, o perverso.

    Ó Alma, onde é que compras esses jogos?

  4. almajecta diz:

    Como já vem sendo habito navegando á vista.

  5. almajecta diz:

    This is the Bataillan moment of surrealism, its darker side. An art given over to the uncanny, to the compulsion to repeat and the drive toward death. The uncanny or the return of familar things (dolls) made strange by social, sexual and historical repression. Bellmer’s collection of dolls constitute a traumatic tableaux with connections between sadism and masochism butal and between surrealism and fascism.

  6. Carlos Vidal diz:

    In short, a sadism is inscribed in the dolls as much as a fetishism, although the two should not be opposed, as they are not here. This sadism is hardly hidden: Bellmer writes openly of his drive to master his “victims”, and to this end he poses the “poupées” very voyeuristically. (…) A patriarchal fantasy of control is thus at work – not only over creation but over desire as such. Although Bellmer may claim that other desires are figured, it is obvious who the masterful subject is, what the mastered object.

  7. almajecta diz:

    As minhas 3 linhitas e meia são mais intensas, mais fortes, projectam-nos mais para os conteudos da essencia, existência e tal. As tuas são mais rótulos, formulários obtusos do pudim á la Roland e Lacan. Este também não vai resultar.

  8. Carlos Vidal diz:

    E tens a certeza de que não são do mesmo autor? Da mesma escola?
    Tudo aqui, em Bellmer e na fotografia surrealista, é descendente de Rosalind Krauss.

    Então temos:
    Krauss, “The Optical Unconscious”
    Hal Foster, “Compulsive Beauty”
    ou os mestrandos e doutorandos da Krauss:
    Therese Lichtenstein, “Behind Closed Doors: The Art of Hans Bellmer”
    Sue Taylor, “The Anatomy of Anxiety: Hans Bellmer”

    Tudo MIT Press (menos o de Therese L.) – lá está, tenho razão, a escola é a mesma (e só há esta escola).

  9. almajecta diz:

    A penúltima linha tem umas gralhas.

  10. Carlos Vidal diz:

    Corrigido, ó Alma.
    Não convém gralhar bibliografias.

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