Ainda a propósito de notas e partituras

A conversa que aqui se desenvolveu fez-me recordar uma história contada por Artur Rubinstein. Em 1906, este pianista iniciou a sua primeira tournée pelos EUA. 75 recitais, começando pelo Carnegie Hall, onde tocou com a orquestra de Filadélfia, com Fritz Scheel. Depois de um êxito retumbante nos palcos da Europa continental, onde era especialmente adorado pelos melómanos latinos e eslavos, chegou a desilusão. Segundo Rubinstein, «aí foi uma história diferente. Eles gostavam de quem tocava com precisão. Pagavam bilhetes para os concertos e achavam-se com direito a ouvir todas as notas. Como eu por vezes só tocava trinta por cento das notas, sentiram-se enganados. Os críticos toparam-me.”

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

9 Responses to Ainda a propósito de notas e partituras

Os comentários estão fechados.