O PS em SP (o Partido Socialista em Silêncio Profundo)

O blogue Do Portugal Profundo organiza os factos. Pacheco Pereira chama a atenção para as diferentes formas como os media vêm o Caso Freeport – especial destaque para a RTP que, com algum atraso e com frequentes qualificadores de dúvida, referiu a entrevista ao tio de Sócrates como “alegada entrevista”.
Ao invés, a blogosfera próxima do governo prefere destacar coisas pueris e belas da vida em geral. Mas há dois estóicos activistas que não me desiludem. Para Vital Moreira, num parágrafo discreto, o caso fica arrumado se não foi Sócrates que se “locupletou” com o dinheiro. Para a mente iluminada de André Salgado, o Caso Freeport é uma cabala montado pelos quatro partidos da oposição parlamentar.

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7 respostas a O PS em SP (o Partido Socialista em Silêncio Profundo)

  1. Curiosa a posição de Vital Moreira (que, para mais, é jurista). Vejam lá se este discurso não vos lembra qualquer coisa:

    – Portanto, se eu agir em prejuízo do interesse público para receber uns trocos, é crime?
    – Naturalmente, que sim.
    – E se eu agir em prejuízo do interesse público para render uns trocos ao amigo x ou ao familiar y, é crime?
    – Ah, isso… já não.
    – Mas o prejuízo não é o mesmo?
    – Sim.
    – O responsável não é o mesmo?
    – Sim.
    – Então, e o crime não é o mesmo?
    – Não.

    Pensando bem, tenho certeza que isto há-de fazer sentido. Eu é que não estou a ver.

  2. Spartakus diz:

    Antes fosse só isso. Do Aníbal ao Bloco, reina um silêncio putrefacto.

  3. antónimo diz:

    Acho curioso que ainda há dias andassem aí cheios de denúncias na boca e que entretanto ainda não tenham aproveitado a identidade de um advogado já referido para mais uns considerandozitos. Não deram pelo nome, ou no café que andavam a frequentar não sabem quem é o senhor?

  4. antónimo diz:

    Numa coisa, a RTP terá razão. Aquilo da Felícia e do tio terá mesmo sido uma entrevista? Das bandas de onde vem tenho sérias dúvidas, mas isso são juízos de valor meus. Ainda há tempos andava tudo a discutir a bondade de pedir ou não pedir para gravar depoimentos (até acho que não tem de se pedir nada, de contrário também teria de se pedir para tomar notas num bloco), ou não andava? Alguém terá dito ao tio dos offshores que aquilo era uma entrevista? É que as coisas não tiram responsabilidades, nem culpas, nem ligações, se as houver, mas devem fazer-se com lisura.

  5. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Antónimo,
    O seu argumento é muito interessante: não interessa o que o tio do senhor disse, o que interessa é que ele não terá autorizado a entrevista. Se a entrevista não fosse gravada você acredita que ele hoje confirmava o que tinha dito?

  6. antónimo diz:

    NRA, Claro que interessa o que ele disse. Aliás, até digo que não vejo motivo nenhum para ter de pedir a alguém para gravar uma coisa destas. No limite, teria de se pedir para tomar notas num bloco. O que não me parece é que aquilo seja uma entrevista. é uma recolha de depoimentos, conversa com fonte, vendida como entrevista

  7. ana diz:

    Puéreis? Qu’é isso?

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