Aqui está um jornal atento à actualidade

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Para quem hoje procura notícias sobre o Caso Freeport e o envolvimento ou afastamento do Engenheiro Civil J Sócrates nesse pequeno problema, aqui segue a capa do jornal que, para tal, se deve recomendar em primeiro lugar.

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22 respostas a Aqui está um jornal atento à actualidade

  1. ai isto eu chamo “tapar o sol com a peneira”

    chega a ser ridiculo

  2. almajecta diz:

    Um professor universitário a vender jornais on line, in Blogging ? Ou é mais uma das tuas provocações de vanguarda e neo-vangurda aos bons dos nossos cientistas de estimação? Não é necessário, basta aguardar com tranquilidade e clicar no rato (femina).

  3. Carlos Vidal diz:

    Gostas da capa é Jecta?
    Lá atrás, se não me engano, está um Pomar.

  4. almajecta diz:

    Ora ora a image, a comunicação visual mais o cyborg , sou é muito pelo conteúdo dos substantivos próprios em nome. Gostei do comentário do Baden Powell.

  5. Carlos Vidal diz:

    Olha bem a image da image, ó Alma.
    (E acaba com os preconceitos contra os pictores.)
    Em cima, uma coisa sobre um Freeport, notícia pequena sobre coisa inglesa, não percebo.
    Depois, uma notícia sobre Centros de Ciência.
    A seguir, notícia sobre vendedores de banha da cobra. Já viste, ó Alma, lembraram-se de nós !!

  6. Da-se diz:

    “Engenheiro Civil J Sócrates”

    Como assim? A Ordem já ensandeceu e admitiu o licenciado por fax (a um domingo)?

  7. almajecta diz:

    As coisas que tu Lês. Pois eu vejo no alto centro uma espécie de vampiro tipo cyborg com um coraçãozinho na lapela símbolo da charada ” razão e coração “. Atrás do personagem, talvez um pomar, muito mexido, expressivo e tal, aquela facilidade de resolver a composição e os problemas de côr com o riscado a preto por cima, o velho truque expressivo-gestualeiro da atitude eu sou livre, mui sofredora e o eu quero é comunicar. Ultimamente a coisa está cada vez mais lavis, livre e autêntica. Como apenas se vislumbra um fragmento fico sem a leitura iconológica, mas também não faz mal, está a servir de pano de fundo, teatralidade flatness e para dar aquele”status”etc e tal. Mais acima reconheço um jogador de futebol feito no sporting , donde a saída da bola pela direita alta e compatriota do de baixo. Os respectivos dizeres são de um mau gosto confrangedor por dar a entender que estão a oferecer carne para canhão, grátis. O banner mui á la blog contem o símbolo de uma editora que muito aprecio -a fronteira do caos mais o desenho das gravuras do foz coa. Quanto ás 3 fotografias empihadas na direita baixa parece-me um anúncio a cores e a preto e branco de caricas ou caroços de azeitona Kosher. Contudo a FCG e a FCT têm feito grandes investimentos na ciência e centros de investigação. Com a crise o jornal já deve ter sido vendido ao grande Murdoch. Gosto dos números 24h e daquele sinal de mais, mas a minha empatia vai mesmo é para aquele azul Barclays com a águia bífida vinda da monarquia do centro da europa que me atinge no inefável como qual mosaico piscina da covina. Assim de repente e como não costumo nem ler as gordas, por causa da falta de vista e das nauseas, não estou a ver mais nada. Parece-me é que os designers da capa estão out e fazem magia simpática por ignorância.

  8. joao cardoso diz:

    Para compensar na edição online um socratista/salazarista escreveu isto:

    “o actual 1.º Ministro sobre o qual está correr outro filme, isto porque mexeu nos interesses de algumas classes priveligeadas (sic) que ao verem-se atingidas não perderam o ensejo de procurar atingi-lo na sua dignidade, dado que politicamente seria muito difícil. Estas situações não eram possíveis no tempo de Salazar. Atenção que as coisas podem mudar, não é possível governar assim.”
    http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?button=Voltar&p=stories&op=view&fokey=ex.stories%2F493873

    É nas horas de aflição que o que lhes vai na alma vem ao de cima

  9. Carlos Vidal diz:

    Ó Alma, vou ter que te citar:

    « Atrás do personagem, talvez um Pomar, muito mexido, expressivo e tal, aquela facilidade de resolver a composição e os problemas de côr com o riscado a preto por cima, o velho truque expressivo-gestualeiro da atitude eu sou livre, mui sofredora e o eu quero é comunicar. Ultimamente a coisa está cada vez mais lavis, livre e autêntica. Como apenas se vislumbra um fragmento fico sem a leitura iconológica, mas também não faz mal, está a servir de pano de fundo, teatralidade flatness e para dar aquele”status”etc e tal. »

    Nunca tinha lido uma análise de um Pomar tão perfeita, congruente, sintomática e pertinente.
    Ó Alma, vou já pôr-te a escrever aqui (em meu lugar) ou na OCTOBER, Rosalind Krauss e tal.

    De facto, estam aqui os estereótipos todos:
    – resolver a composição cromática com um riscado negro por cima
    – a relação gestualidade/emoção/interioridade com a comunicação dessa interioridade insondável e indizível (ou só dizível pela arte, que é para isso que ela serve)
    – a teatralidade flatness a substituir a leitura iconológica como que a dizer que a forma é conteúdo.
    Muito bem, muito bem, quem me dera ter visto isto!

  10. almajecta diz:

    Livra! jornalismo político?
    O diabo mora nos detalhes.
    E quem paga o estacionamento e as idas á Gomes Freire para tão clara e distintamente desambiguar conceitos sobre o progresso da ciência e do discurso pseudo-cientifico?
    Prefiro aquele blog de ambiente imaculado, plotiniano, quadrado branco sobre fundo branco, quais mães do deserto, não do real mas do de areia branca da de coral, hospitalar, frio de uma lividez que só as proposições refutáveis permitem, clean tão clean que até faz doer os gluteos, disciplinado, organizado, racional e hiper-racional.
    Imagino as touradas fora do Blog.
    Parece-me que a revelação das lógicas implicitas do discurso científico já foram feitas aí pelo teu comentador o grande Silencio Absoluto.

  11. Carlos Vidal diz:

    Deus é que mora nos detalhes – e foi um louco que disse isso!
    Ora, os cientistas costumam ir buscar dinheiro não à Gomes Freire, mas a dois outros lugares: ao Largo dos Ratos e, etc.
    O Silêncio Absoluto vê bem as coisas. Pode chegar a primeiro-ministro.
    Por mim, já comecei, no meu último post com foto dos irmãos Chapman, a defender o direito do PM ao bom nome.
    Vê acima.

  12. almajecta diz:

    Finalmente vamos ter um amigo 1º ministro, já não era sem tempo, de seguida fazemos um blog e então desataremos a apoiá-lo incondicionalmente, ou a colaborar para.

  13. Carlos Vidal diz:

    Ó Alma, eu estou nessa.
    Quando começamos?
    Quando nos deixam fazê-lo?
    A democracia deixa?

  14. almajecta diz:

    Logo que o Silêncio Absoluto tomar posse. Mas ainda antes convêm ler o Eduardo Sintra Torres. A foto dos chapman é um grande imbróglio não devido ás similaridades apropriativas e subliminares atitudes desdobradas mas pela representação. Ao fim de contas muito frontal, simétrica, equilibrada e de significação muito determinada. Enfim verdadeiramente académica apesar da abjecção avulsa. É mais uma revanche contra o blog do pénis do que uma incisão no facies do primeiro ministro. Talvez a côr por ser muito importante para ti, possa indiciar a luva de pelica, mas não me parece. Não vai resultar.

  15. Carlos Vidal diz:

    Os Chapman, os irmãos, mereciam uma homenagenzita.
    Pelo esforço, já ultrapassam o vigarista do Damien Hirst.
    É melhor assim.
    Não resultariam os Chapman nem o Hirst. Mas os Chapman são melhores. Aqui, pelo menos.

  16. almajecta diz:

    Tu não mandas fora o bébé com a água do banho, atiras é com os progenitores e o mais que aparecer. Como bem sabes a jovem arte inglesa dos 80’s e 90’s promovida adquirida e divulvada pelo grande Saa…, não o nosso poeta, em boa hora foi convenietemente trafico-exportada para o novo mundo. Os abjecto-ilustradores da essencia das coisas já lá estavam a dar opiniões sobre as mesmas em infinitas interpretações ou perspectivas, tanto se libertaram do absoluto que acabaram por levar com um messias tipo D. Sebastiao regressado de Chi cago.

  17. almajecta diz:

    E também para dilucidar umas trapalhadas conceptuais anteriores.
    na gomes freire não há bancos, apenas perguntinhas daquelas muito simples e directas, em que o vorticismo atinge o nível da resposta, sim ou não. O contexto filosófico é aquele do: Se não sabe porque é que pergunta? Um ar fresco tipo av. de roma em cima em dia de ventanía antropologico-pragmática. Apenas conceitos puros e distintos, nada de pré-conceitos, generalizações e universalismos. Sentaditos nos corredores nomes e mais nomes de ardinas da nossa praça já habituados, “hades” experimentar.

  18. Carlos Vidal diz:

    Quanto à Gomer Freire, vou passar por lá.
    Quanto à YBA, há um percurso, um só, que eu tenho de reter, queiras ou não, Grande Alma – regista: é o Douglas Gordon.
    Os outros dispenso quase todos.

  19. Raquel diz:

    O estado a salvar mais um &%$%&#”$. Porquê? Porque o éfe da pê do &/%$#%& sabe muita coisa. Se o estado soubesse o que o &%$%& sabe poderia arrumá-lo em Caxias. Uma máfia política, este país de merda.

  20. Carlos Vidal diz:

    Raquel, como sabe, nunca dispenso os seus comentários. Três dias sem comentários seus é um tédio.
    Mas, para a próxima, mande-me coisas que eu consiga ler.
    Olhe bem para as duas linhas que acima me enviou.
    Vá lá, um pequeno esforço.

  21. almajecta diz:

    em O Fetichismo da Música e a Regressão da
    Audição, Adorno em resposta a Benjamin – que aponta a regressão do
    olhar e da percepção trazida pela reprodução técnica da produção estética
    e pela conseqüente perda da aura – levanta a questão da regressão da
    audição vinculada à indústria cultural. Embora não explicitada, é inegável
    em Adorno que a regressão dos sentidos irá corresponder a uma regressão
    na eticidade do homem moderno, domado como sujeito, individualista
    antes que indivíduo. Deste modo a regressão física dos sentidos irá corres-
    ponder à regressão ética da sociedade marcada pelo “cárcere de ferro”
    imposto pela razão instrumental, base da violência. Braço quê?

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