Bicicletas sem benefícios

Aqui temos o João Branco a particpar no programa “Nós por cá” da SIC.

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8 respostas a Bicicletas sem benefícios

  1. A reportagem passa no dia em que, depois de ter chumbado o as propostas de alargamento dos benefícios fiscais do bloco e dos verdes, a maioria aprova revisões ao código da estrada com vista a corrigir algumas injustiças anti-velocípedes.

  2. Acho que o maradona vai fazer posts a bater-me. Ele que note que eu não peço investimento nas bicicletas. Peço menos impostos e coerência. 🙂

  3. zenuno diz:

    Uma das coisas que gostei mais na conversa que aparece no vídeo foi na questão importante do exemplo e de a maioria das pessoas realmente não perceberem que há uma alternativa ao uso do automóvel individual como transporte na cidade.

    E a alternativa pode ser andar a pé e transportes. Claro que o uso da bicicleta tem um prazer inerente que só experimentando para se sentir e apreciar.

    Eu na realidade como continuação da agenda verde, gostava também de um incentivo à compra de e-bikes (bicicletas com motor eléctrico de ajuda), pois creio que em lisboa poderia ajudar muito gente a não ter medo de enfrentar algumas subidas que eventualmente imaginam mais complicadas.

  4. Na reportagem vê-se mais a bicicleta em cima de mim do que eu em cima dela, mas pronto …

    As e-bikes são designadas no código da estrada como velocípedes com motor eléctrico auxiliar.
    Estas também estão excluídas de benefícios fiscais. É giro porque uma mota eléctrica com bruto motor tem benefícios fiscais em 30% do custo de aquisição até 800 euros, mas uma bina a pedal ou com minimotor … nada de nada … arrotas iva a 20% e zero abatimento no IRS que te f…

    Por curiosidade, motor eléctrico tem uma série de curiosos constrangimentos:

    – Potência máxima 250 Watts (mais ou menos igual á exercida por um ciclista em patamar a 15 km/h)
    – A potência exercida tem que o ser só quando o utilizador pedala
    – A potência tem que ser reduzida gradualmente com a velocidade, e ser nula a partir de 25 km/h
    – Quanto se trava tem que haver um sistema de corte de corrente

    Há uma série de bicicletas que cumprem estes constrangimentos (a Órbita está para lançar uma há que tempos).
    Eu tenho uma que uso às vezes, tem a grande vantagem de não dar para andar “a rasgar” mas no entanto tornar as subidas manteiga.

    Há outra coisa que dá jeito para as subidas: mudanças. (E pouca pressa).

  5. Pingback: cinco dias » Vélib’: em Paris sempre a pedalar

  6. Pacóvio diz:

    João no teu primeiro comentário referes uma alteração ao codigo da estrada relativamente ao velocipede, podes dar-me um link sff que essa apanhou-me completamente a nora e pelo menos nas minhas pesquisas iniciais nao encontro nada.
    brigado

  7. zenuno diz:

    É verdade e por falar em código da estrada, deves saber até melhor que eu que outra alteração importante seria tornar a bicicleta um veículo com prioridade como acontece aqui nos Países Baixos.
    Isso é uma grande segurança quando pedalamos, em especial nos centros das cidades pois os carros se nos tocarem têm sempre culpa.

    Essa alteração na legislação também poderia ser um incentivo e uma demonstração de estratégia por parte do governo.

    Para mim isso faz muito sentido pois se pensarmos o nível de protecção de quem segue na bicicleta é incomparável com quem conduz um veículo automóvel tradicional. Suponho que deveria ser senso comum, mas desde que tive já mais do que uma discussão com carros que avançam para cima de pessoas a pé, já não sei que pensar… até sei… não deveriam ter carta as pessoas que não percebem o estrago que podem causar com o seu carro.

  8. “desde que tive já mais do que uma discussão com carros que avançam para cima de pessoas a pé”

    Zé Nuno, as pessoas estavam numa passadeira? Ou num semáforo com sinal verde? Eu e o João já tivemos uma grande discussão sobre isto.

    “não deveriam ter carta as pessoas que não percebem o estrago que podem causar com o seu carro.”

    Pois. E não deveriam ter pernas as pessoas que não se apercebem das consequências de se porem à frente dos carros quando não têm prioridade.

    Eu, como ciclista e peão, concordo totalmente com as vias para ciclistas, com as passadeiras e com a protecção a ciclistas e peões nesses espaços. Agora acho que o Código da Estrada deve pôr regras a todos, e todos as devem cumprir. Senão, mais vale ser coerente e acabar de vez com os carros (que em certas zonas – vejam o Bairro Alto – não me repugna nada), em vez de fazer salganhadas como a zona pedonal do centro de Almada, onde ninguém se entende.

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