Biblioteca de Lisboa, a urgência dos ajustes directos ou crónicas do país relativo

João Soares invocando urgência para não haver discussão ou concurso público, nomeou por ajuste directo quem deveria projectar a nova Biblioteca de Lisboa. Santana, deu-lhe gás, fez avançar o projecto, e deu-o a conhecer como mais uma das “suas obras”. Agora, os vereadores do PS, chamam-lhe de “megabiblioteca” e, sem dar cavaco aos cidadãos e aos projectistas, dizem que a Câmara desistiu de fazer o projecto.

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4 respostas a Biblioteca de Lisboa, a urgência dos ajustes directos ou crónicas do país relativo

  1. ana diz:

    Não devia acreditar em tudo o que lê nos jornais. É que a história não é nada assim.

  2. Tiago Mota Saraiva diz:

    Ana, lamento mas normalmente escrevo sobre o que é público indicando as fontes.
    É público que João Soares fez um ajuste directo. É público que Santana apresentou os projectos. Ontem foi tornado público que a CML desistiu do projecto. Que eu saiba, passadas 24horas, a CML não desmentiu a notícia.
    Se nos quiser dar a sua história aqui fica um canal aberto.

  3. ana diz:

    O Joao Soares contratou normalmente a equipa de arquitectos. Para este tipo de obra, é o que se faz. Procura-se uma boa equipa de arquitectos, com provas dadas, e o preço estava tabelado…quem quer que fosse o arquitecto, recebia o mesmo. O projecto foi feito e anunciado publicamente, ainda no tempo do João Soares, para a Bela Vista. O Santana, quando entrou, decidiu que queria um projecto novo, e no Vale de Sto António, e contratou a mesma equipa, que tinha feito um excelente trabalho, para redesenhar o projecto para a nova localização. E foi pedindo mais valências, até transformar a Nova Biblioteca Central num mega projecto. Não sei se o projecto foi abandonado. Agora, o que é certo é que Lisboa necessita de uma Biblioteca Pública. Se ali é o local mais correcto, isso é que eu duvido, assim como duvida toda a gente que percebe do assunto…não forma a sua opinião apenas no que lê nos jornais…Ah, e não me parece que os jornalistas tentassem falar com alguém da CML para esclarecer o assunto, limitaram-se a atirar a pedra, como uns e outros…

  4. Tiago Mota Saraiva diz:

    “O João Soares contratou normalmente a equipa de arquitectos. Para este tipo de obra, é o que se faz.”
    Sabe-me a pouco.

    Veja como se fez na Biblioteca de Paris ou na Ampliação da Biblioteca de Estocolmo (em que os arquitectos da BL também entraram). Grandes concursos internacionais dão discussão pública e melhor qualidade nas propostas.
    Não ponho em causa os projectistas escolhidos, mas ponho sempre em causa o critério de escolha ser a pessoa e não a proposta.
    Quanto ao que diz sobre a época Santana, acredito no que diz.
    Sobre o facto da CML não ter sido contactada, leia bem a notícia. São citados dois vereadores que aparentemente falaram com o jornalista.

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