A realidade vista de muito longe

071205binoculars
Para o João Miranda, qualquer presidente americano dos dias de hoje teria de tratar cada prisioneiro da “Guerra ao Terror” como «combatente irregular, caso em que será julgado por tribunais especiais à margem do sistema constitucional.» Claro que nunca poderia um desses putativos terroristas ser visto como «prisioneiro de guerra comum», pois isso seria «dar direitos a quem não os tem nem oferece reciprocidade» (e sabemos que não se pode dar direitos a quem não os tem; ainda se habituavam). Equiparar uma tal maltosa a cidadãos podia resultar em «terroristas absolvidos por questões formais», o que está fora de questão – essas coisas só devem acontecer a gente civilizada. Bom, para JM, era mesmo recambiar os pensionistas de Guantánamo para Bagram – ao blasfemo, parece hospedaria menos «mediática».
Nunca cessa de me admirar a facilidade com que os defensores mais estrídulos da nossa liberdade tratam com tamanha displicência a liberdade dos outros.

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