O caso Freeport de Alcochete

Nos últimos anos, têm-se sucedido diversos casos escandalosos que envolvem os Partidos da Direita na governação, seja a nível autárquico, seja a nível central.
Assim de repente, lembro-me do caso Parque da Cidade do Porto (PS, 2001); do caso Freeport de Alcochete (PS, 2002); do caso Portucale (CDS/PP, 2004); e do caso SIRESP (PSD, 2005).
O que têm em comum todos este casos? Têm em comum o facto de terem sido tomadas decisões políticas, em negócios de milhões, sem que houvesse legitimidade moral e até jurídica para tal: no caso Parque da Cidade, por Nuno Cardoso, quatro dias antes da tomada de posse de Rui Rio como novo Presidente da Câmara do Porto; no caso Freeport de Alcochete, pelo Ministro do Ambiente, José Sócrates, três dias antes das eleições legislativas que Durão Barroso acabou por vencer; no caso Portucale, pelo Ministro do Ambiente, Luís Nobre Guedes, a quatro dias das eleições legislativas de 2005 e num momento em que o Presidente já dissolvera a Assembleia da República há vários meses; e no caso SIRESP, pelo Ministro da Administração Interna, Daniel Sanches, já depois da vitória do PS nas eleições legislativas.
Fica desde já a promessa de me debruçar, a médio prazo, sobre todos estes casos e sobre muitos outros que, de quando em vez, abalam a democracia portuguesa. Como o caso Eurominas, por exemplo, a meu ver um dos mais escandalosos dos últimos anos.
Por uma questão de actualidade, começarei a publicar, a partir de amanhã, uma série de «posts» relativos ao caso Freeport de Alcochete.

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