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	<title>Comentários em: Diálogo com Michael Fried e uma longa digressão pela história da arte, de Giotto a Caravaggio e de Caravaggio à fotografia actual</title>
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		<title>Por: cinco dias &#187; Poussin, pintura, morte e quietude</title>
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		<dc:creator>cinco dias &#187; Poussin, pintura, morte e quietude</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 02:30:16 +0000</pubDate>
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		<description>[...] paradigma de uma modernidade pós-Comuna de Paris), um conhecedor ao nível de Clark, dizia eu, só Michael Fried (sobre quem já postei). Este The Sight of Death propõe-se responder: porque é que voltamos vezes [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] paradigma de uma modernidade pós-Comuna de Paris), um conhecedor ao nível de Clark, dizia eu, só Michael Fried (sobre quem já postei). Este The Sight of Death propõe-se responder: porque é que voltamos vezes [...]</p>
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		<title>Por: ligações (pouco) perigosas @ 20.03.2009 &#124; abitpixel</title>
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		<dc:creator>ligações (pouco) perigosas @ 20.03.2009 &#124; abitpixel</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 19:36:08 +0000</pubDate>
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		<description>[...] &#8220;Porque é que a fotografia é hoje mais importante do que nunca?&#8220;  Introdução à entrevista de Carlos Vidal a Michael Fried, a propósito de história de arte, da fotografia e do livro Why Photography Matters as Art as Never Before. [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] &#8220;Porque é que a fotografia é hoje mais importante do que nunca?&#8220;  Introdução à entrevista de Carlos Vidal a Michael Fried, a propósito de história de arte, da fotografia e do livro Why Photography Matters as Art as Never Before. [...]</p>
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		<title>Por: ligações (pouco) perigosas @ 20.03.2009 &#124; abitpixel</title>
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		<dc:creator>ligações (pouco) perigosas @ 20.03.2009 &#124; abitpixel</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Mar 2009 01:14:50 +0000</pubDate>
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		<title>Por: ligações (pouco) perigosas @ 20.03.2009 &#171; abitpixel</title>
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		<dc:creator>ligações (pouco) perigosas @ 20.03.2009 &#171; abitpixel</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Mar 2009 01:05:17 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Confetes &#171; O blog do Guaciara</title>
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		<dc:creator>Confetes &#171; O blog do Guaciara</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2009 16:06:42 +0000</pubDate>
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		<description>[...] as never before, me impressionou bastante. Atrás de comentários sobre o trabalho, encontrei uma leitura animada no site português 5 dias, reparos de James Elkins e uma entrevista com o [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] as never before, me impressionou bastante. Atrás de comentários sobre o trabalho, encontrei uma leitura animada no site português 5 dias, reparos de James Elkins e uma entrevista com o [...]</p>
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		<title>Por: confetes &#171; O blog do Guaciara</title>
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		<dc:creator>confetes &#171; O blog do Guaciara</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2009 03:37:46 +0000</pubDate>
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		<description>[...] as never before me impressionou bastante. Atrás de comentários sobre o trabalho, encontrei uma leitura animada no site português 5 dias,  reparos de James Elkins e uma entrevista com o critico.  Um [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] as never before me impressionou bastante. Atrás de comentários sobre o trabalho, encontrei uma leitura animada no site português 5 dias,  reparos de James Elkins e uma entrevista com o critico.  Um [...]</p>
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		<title>Por: Carlos Vidal</title>
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		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jan 2009 16:04:08 +0000</pubDate>
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		<description>Para já, na falta de mais tempo (que terei para continuar este diálogo, se lhe aprouver), apenas dois comentários:

- De Adorno para Greenberg (o do &quot;Avant-garde and kitsch&quot;, outra vez) não sei se há retrocesso, pois não sei como comparar um filósofo com um crítico de arte que reivindica a experiência como figura central do juízo do gosto. O que é diferente do filósofo, que não tem de passar pela, digamos, &quot;experiência da experiência&quot;.
É a experiência com a obra, uma quase co-autoria (Greenberg-Pollock, por exemplo: Greenberg tb fez Pollock), a mão que tacteia a obra que distingue Greenberg de Adorno (julgo eu).
- Quanto a Dan Graham - julgo que ele parte antes do Benjamin do Projecto das Arcadas (sirvo-me da edição inglesa: &quot;The Arcades Project&quot;).

Até breve.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Para já, na falta de mais tempo (que terei para continuar este diálogo, se lhe aprouver), apenas dois comentários:</p>
<p>- De Adorno para Greenberg (o do &#8220;Avant-garde and kitsch&#8221;, outra vez) não sei se há retrocesso, pois não sei como comparar um filósofo com um crítico de arte que reivindica a experiência como figura central do juízo do gosto. O que é diferente do filósofo, que não tem de passar pela, digamos, &#8220;experiência da experiência&#8221;.<br />
É a experiência com a obra, uma quase co-autoria (Greenberg-Pollock, por exemplo: Greenberg tb fez Pollock), a mão que tacteia a obra que distingue Greenberg de Adorno (julgo eu).<br />
- Quanto a Dan Graham &#8211; julgo que ele parte antes do Benjamin do Projecto das Arcadas (sirvo-me da edição inglesa: &#8220;The Arcades Project&#8221;).</p>
<p>Até breve.</p>
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	<item>
		<title>Por: nf</title>
		<link>http://5dias.net/2009/01/19/dialogo-com-michael-fried-e-uma-longa-digressao-pela-historia-da-arte-de-giotto-a-caravaggio-e-de-caravaggio-a-fotografia-actual/comment-page-1/#comment-82049</link>
		<dc:creator>nf</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jan 2009 13:58:40 +0000</pubDate>
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		<description>Só mais uma achega, que não quero maçá-lo mais com isto. A minha referência a Adorno visa apenas posicionar a autonomia da arte em relação ao seu estatuto mercadoria visto que o objecto de arte se coloca como um quase sujeito às custas do seu carácter eminentemente fetishista. É sempre através da mercadoria que a autonomia se articula. Dito isto, a passagem do Adorno para o Greenberg et al é, para mim, um retrocesso imenso.  O Adorno não é um &#039;formalista&#039; (basta ler o que ele tem a dizer relativamente à forma e material do objecto artístico) e o &#039;labor&#039; crítico da arte é activado pela negação. Parece-me também que a leitura de Dan Graham  (que é bastante corrente e que advém primariamente da correspondência trocada  entre Adorno e Benjamin) é um pouco básica. É bem conhecida a aversão dos artistas dos anos 60-70 à suspeita do Adorno relativamente à arte política. Esta é uma perspectiva que coloca o Benjamin &#039;aberto&#039; ao mundo à produção cultural e o Adorno &#039;fechado&#039; e elitista.  Para já não me parece ser conceptualmente viável ser &#039;pró Benjamin&#039; e ser &#039;anti-Adorno&#039;. Adorno toma muitas coisas de Benjamin e ambos vão beber muito ao romantismo alemão. Por outro lado, o marxismo de Adorno, por muito problemático que seja, é mais audaz (se esta é a palavra certa) que o de Benjamin que, para alguns pensadores, é inexistente. Isto para dizer que talvez Adorno não seja assim tão &#039;fechado&#039; e Benjamin tão &#039;aberto&#039;. É verdade que Benjamin está mais aberto ao mundo da produção industrial e capitalista da cultura, mas também é verdade que ele tende a ler objectos culturais como objectos de arte sendo que a abertura ao mundo faz-se pela sua absorção à lógica crítica e de verdade do objecto de arte (muito romântico). 
Relativamente a Ortega y Gasset, a questão do desfazer ou esvaziar a obra de arte do humano e da humanidade parece-me deveras interessante. Mas isto, levado ao extremo, não é autonomia mas antes anti-autonomia visto que é a ideia do auto-posicionamento do sujeito autónomo que está em causa quando o &#039;humano&#039; está sob ataque. Ou não fosse a identidade entre humanismo e subjectividade um dos busílis da questão da estética burguesa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Só mais uma achega, que não quero maçá-lo mais com isto. A minha referência a Adorno visa apenas posicionar a autonomia da arte em relação ao seu estatuto mercadoria visto que o objecto de arte se coloca como um quase sujeito às custas do seu carácter eminentemente fetishista. É sempre através da mercadoria que a autonomia se articula. Dito isto, a passagem do Adorno para o Greenberg et al é, para mim, um retrocesso imenso.  O Adorno não é um &#8216;formalista&#8217; (basta ler o que ele tem a dizer relativamente à forma e material do objecto artístico) e o &#8216;labor&#8217; crítico da arte é activado pela negação. Parece-me também que a leitura de Dan Graham  (que é bastante corrente e que advém primariamente da correspondência trocada  entre Adorno e Benjamin) é um pouco básica. É bem conhecida a aversão dos artistas dos anos 60-70 à suspeita do Adorno relativamente à arte política. Esta é uma perspectiva que coloca o Benjamin &#8216;aberto&#8217; ao mundo à produção cultural e o Adorno &#8216;fechado&#8217; e elitista.  Para já não me parece ser conceptualmente viável ser &#8216;pró Benjamin&#8217; e ser &#8216;anti-Adorno&#8217;. Adorno toma muitas coisas de Benjamin e ambos vão beber muito ao romantismo alemão. Por outro lado, o marxismo de Adorno, por muito problemático que seja, é mais audaz (se esta é a palavra certa) que o de Benjamin que, para alguns pensadores, é inexistente. Isto para dizer que talvez Adorno não seja assim tão &#8216;fechado&#8217; e Benjamin tão &#8216;aberto&#8217;. É verdade que Benjamin está mais aberto ao mundo da produção industrial e capitalista da cultura, mas também é verdade que ele tende a ler objectos culturais como objectos de arte sendo que a abertura ao mundo faz-se pela sua absorção à lógica crítica e de verdade do objecto de arte (muito romântico).<br />
Relativamente a Ortega y Gasset, a questão do desfazer ou esvaziar a obra de arte do humano e da humanidade parece-me deveras interessante. Mas isto, levado ao extremo, não é autonomia mas antes anti-autonomia visto que é a ideia do auto-posicionamento do sujeito autónomo que está em causa quando o &#8216;humano&#8217; está sob ataque. Ou não fosse a identidade entre humanismo e subjectividade um dos busílis da questão da estética burguesa.</p>
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		<title>Por: Carlos Vidal</title>
		<link>http://5dias.net/2009/01/19/dialogo-com-michael-fried-e-uma-longa-digressao-pela-historia-da-arte-de-giotto-a-caravaggio-e-de-caravaggio-a-fotografia-actual/comment-page-1/#comment-81995</link>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jan 2009 02:29:35 +0000</pubDate>
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		<description>nf, uma nota de concordância e, em seguida, uma variante, digamos assim, sublinhando um esforço alternativo. Lendo a entrevista a Fried percebe-se que se pode concluir que a autonomia da arte é inerente à subjectividade burguesa-iluminista. Fried parte de Diderot para nos mostrar o que é, era, e como é que a época de Diderot consolidou a autonomia da arte: caberia à pintura ficcionar a ausência do espectador. As figuras representadas são mostradas em actividades que nos ignoram por completo (no livro que se espera, Fried dirá que a invenção dessa ficção pertence a Caravaggio - o que é surpreendente, de certo modo). O tema da separação arte/vida é complexo, vem de Burger mas também pode vir de Ortega y Gasset e da sua tese da desumanização e impopularidade da arte moderna. Tem alguma razão quanto a Debord - ele valoriza as vanguardas históricas (Dada) e despreza as neovanguardas (suas contemporâneas - próximo portanto de Burger). Já quanto a Adorno, um dos protagonistas da arte das últimas décadas (Dan Graham)dizia-me há alguns anos que era totalmente anti-adorniano e totalmente pró-benjaminiano. Quer dizer, por esta via podemos reintegrar a cultura espectacular e a perda de aura no seio de uma nova forma de operar com os meios da criação. Benjamin vê nos novos meios novas oportunidades, o seu &quot;inconsciente óptico&quot; não é negativo, a &quot;indústria cultural&quot; adorniana é. 
Por fim, para fugir ao diagnóstico de Adorno (antecipando-o mesmo), Clement Greenberg vai tentar separar a vanguarda do kitsch num texto pioneiro de 1939 (&quot;Avant-garde and kitsch&quot;). Esta separação seria conseguida se o artista se apartasse simultaneamente dos ideais revolucionários e capitalistas, ou seja, da sociedade. É a perspectiva formalista. Uma &quot;ilusão&quot;, no fundo, como dirá depois o próprio Greenberg, mas uma &quot;ilusão útil&quot;, que proporcionou resultados artísticos importantes - provavelmente, os únicos a destacar no século XX.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>nf, uma nota de concordância e, em seguida, uma variante, digamos assim, sublinhando um esforço alternativo. Lendo a entrevista a Fried percebe-se que se pode concluir que a autonomia da arte é inerente à subjectividade burguesa-iluminista. Fried parte de Diderot para nos mostrar o que é, era, e como é que a época de Diderot consolidou a autonomia da arte: caberia à pintura ficcionar a ausência do espectador. As figuras representadas são mostradas em actividades que nos ignoram por completo (no livro que se espera, Fried dirá que a invenção dessa ficção pertence a Caravaggio &#8211; o que é surpreendente, de certo modo). O tema da separação arte/vida é complexo, vem de Burger mas também pode vir de Ortega y Gasset e da sua tese da desumanização e impopularidade da arte moderna. Tem alguma razão quanto a Debord &#8211; ele valoriza as vanguardas históricas (Dada) e despreza as neovanguardas (suas contemporâneas &#8211; próximo portanto de Burger). Já quanto a Adorno, um dos protagonistas da arte das últimas décadas (Dan Graham)dizia-me há alguns anos que era totalmente anti-adorniano e totalmente pró-benjaminiano. Quer dizer, por esta via podemos reintegrar a cultura espectacular e a perda de aura no seio de uma nova forma de operar com os meios da criação. Benjamin vê nos novos meios novas oportunidades, o seu &#8220;inconsciente óptico&#8221; não é negativo, a &#8220;indústria cultural&#8221; adorniana é.<br />
Por fim, para fugir ao diagnóstico de Adorno (antecipando-o mesmo), Clement Greenberg vai tentar separar a vanguarda do kitsch num texto pioneiro de 1939 (&#8220;Avant-garde and kitsch&#8221;). Esta separação seria conseguida se o artista se apartasse simultaneamente dos ideais revolucionários e capitalistas, ou seja, da sociedade. É a perspectiva formalista. Uma &#8220;ilusão&#8221;, no fundo, como dirá depois o próprio Greenberg, mas uma &#8220;ilusão útil&#8221;, que proporcionou resultados artísticos importantes &#8211; provavelmente, os únicos a destacar no século XX.</p>
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	<item>
		<title>Por: nf</title>
		<link>http://5dias.net/2009/01/19/dialogo-com-michael-fried-e-uma-longa-digressao-pela-historia-da-arte-de-giotto-a-caravaggio-e-de-caravaggio-a-fotografia-actual/comment-page-1/#comment-81959</link>
		<dc:creator>nf</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jan 2009 22:20:00 +0000</pubDate>
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		<description>Quero dizer que é a própria ideia de autonomia que é inerente à subjectividade burguesa. A autonomia de um auto-posicionado sujeito qualquer (como uma obra de arte individual) vem da burguesia-iluminismo. Por outro lado, dizer-se que foi o capitalismo que destruiu a autonomia da arte quer também dizer que nunca houve de facto separação entre vida e arte já que a arte que se coloca fora da via prática é inerente ao capitalismo (Para usar Marx, é uma daquelas contradições que é interna ao capitalismo). Neste sentido Guy Debord enganou-se já que mantém que houve de facto modernismo no sentido burguês do termo (Guy Debord reitera, avant la lettre, a teoria do Burger). Para usar o conceito de autonomia, no e através do capitalismo, só há uma saída: pensar, com o Adorno, que a &#039;autonomia&#039; existe somente através do estatuto de mercadoria das obras de arte.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Quero dizer que é a própria ideia de autonomia que é inerente à subjectividade burguesa. A autonomia de um auto-posicionado sujeito qualquer (como uma obra de arte individual) vem da burguesia-iluminismo. Por outro lado, dizer-se que foi o capitalismo que destruiu a autonomia da arte quer também dizer que nunca houve de facto separação entre vida e arte já que a arte que se coloca fora da via prática é inerente ao capitalismo (Para usar Marx, é uma daquelas contradições que é interna ao capitalismo). Neste sentido Guy Debord enganou-se já que mantém que houve de facto modernismo no sentido burguês do termo (Guy Debord reitera, avant la lettre, a teoria do Burger). Para usar o conceito de autonomia, no e através do capitalismo, só há uma saída: pensar, com o Adorno, que a &#8216;autonomia&#8217; existe somente através do estatuto de mercadoria das obras de arte.</p>
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		<title>Por: Carlos Vidal</title>
		<link>http://5dias.net/2009/01/19/dialogo-com-michael-fried-e-uma-longa-digressao-pela-historia-da-arte-de-giotto-a-caravaggio-e-de-caravaggio-a-fotografia-actual/comment-page-1/#comment-81919</link>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jan 2009 16:24:05 +0000</pubDate>
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		<description>Eu estou de acordo com a sua observação, num plano sociológico e político, e em teoria, genericamante. Por uma razão: a autonomia da arte separou a arte da vida social e acomodou-a na qualidade de representação (ou representação burguesa). Mas, enquanto sistema separado (como poderia dizer Guy Debord), a arte construiu a sua autonomia e, dentro dessa mesma autonomia, deu-se a edificação de estruturas também autónomas de legitimação. Hermenêuticas e especulativas (sem finalidade, portanto). 

A este campo &quot;inútil&quot; especulativo teremos hoje de denominar &quot;estética&quot;, que já não trata apenas de emoções e de juízo de valor. A modernidade auto-reflexiva, burguesa sem dúvida, trouxe uma legitimidade a essa auto-reflexão e deu-lhe vias teóricas de sobrevivência, de que o pensamento de Michael Fried e antes dele Greenberg são exemplos. Sociologicamente, o produto é burguês, formalmente a conversa é outra. E a obra, aí, nem é de natureza burguesa, nem anti-burguesa. Se falamos em forma separada, também podemos falar de valores formais separados. No campo da discussão estética isso é possível. Depois, o objecto, sim, é sempre apropriado pelo mercado burguês (coleccionadores, museus, etc). A consequência é bizarra: pois é possível falar-se de qualidades formais quase sem atendermos à presença do objecto. É uma outra fantasmagoria burguesa? Provavelmente, mas quase inesgotável.
Ou não totalmente assimilável.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu estou de acordo com a sua observação, num plano sociológico e político, e em teoria, genericamante. Por uma razão: a autonomia da arte separou a arte da vida social e acomodou-a na qualidade de representação (ou representação burguesa). Mas, enquanto sistema separado (como poderia dizer Guy Debord), a arte construiu a sua autonomia e, dentro dessa mesma autonomia, deu-se a edificação de estruturas também autónomas de legitimação. Hermenêuticas e especulativas (sem finalidade, portanto). </p>
<p>A este campo &#8220;inútil&#8221; especulativo teremos hoje de denominar &#8220;estética&#8221;, que já não trata apenas de emoções e de juízo de valor. A modernidade auto-reflexiva, burguesa sem dúvida, trouxe uma legitimidade a essa auto-reflexão e deu-lhe vias teóricas de sobrevivência, de que o pensamento de Michael Fried e antes dele Greenberg são exemplos. Sociologicamente, o produto é burguês, formalmente a conversa é outra. E a obra, aí, nem é de natureza burguesa, nem anti-burguesa. Se falamos em forma separada, também podemos falar de valores formais separados. No campo da discussão estética isso é possível. Depois, o objecto, sim, é sempre apropriado pelo mercado burguês (coleccionadores, museus, etc). A consequência é bizarra: pois é possível falar-se de qualidades formais quase sem atendermos à presença do objecto. É uma outra fantasmagoria burguesa? Provavelmente, mas quase inesgotável.<br />
Ou não totalmente assimilável.</p>
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		<title>Por: nf</title>
		<link>http://5dias.net/2009/01/19/dialogo-com-michael-fried-e-uma-longa-digressao-pela-historia-da-arte-de-giotto-a-caravaggio-e-de-caravaggio-a-fotografia-actual/comment-page-1/#comment-81917</link>
		<dc:creator>nf</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jan 2009 15:57:30 +0000</pubDate>
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		<description>A ideia de que a fotografia pode ressuscitar o jogo auto-reflexivo pictórico da pintura modernista  (agora que a pintura, parcialmente por causa da fotografia, se desligou do primado da não-teatralidade) parece não ter pés para andar. A autonomia da arte foi ao ar, e não foi por causa do minimalismo; foi por causa do capitalismo. É por isso que, na verdade, não foi ao ar. Foi simplesmente uma ilusão burguesa (tal como outras &#039;autonomias&#039;) que serviram o capitalismo num certo estado histórico.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A ideia de que a fotografia pode ressuscitar o jogo auto-reflexivo pictórico da pintura modernista  (agora que a pintura, parcialmente por causa da fotografia, se desligou do primado da não-teatralidade) parece não ter pés para andar. A autonomia da arte foi ao ar, e não foi por causa do minimalismo; foi por causa do capitalismo. É por isso que, na verdade, não foi ao ar. Foi simplesmente uma ilusão burguesa (tal como outras &#8216;autonomias&#8217;) que serviram o capitalismo num certo estado histórico.</p>
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		<title>Por: Diálogo com Michael Fried e uma longa digressão pela história da arte, de Giotto a Caravaggio e de Caravaggio à fotografia actual : filosofia</title>
		<link>http://5dias.net/2009/01/19/dialogo-com-michael-fried-e-uma-longa-digressao-pela-historia-da-arte-de-giotto-a-caravaggio-e-de-caravaggio-a-fotografia-actual/comment-page-1/#comment-81884</link>
		<dc:creator>Diálogo com Michael Fried e uma longa digressão pela história da arte, de Giotto a Caravaggio e de Caravaggio à fotografia actual : filosofia</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jan 2009 04:31:02 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Leia mais deste post no blog de origem: Clique aqui e prestigie o autor [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Leia mais deste post no blog de origem: Clique aqui e prestigie o autor [...]</p>
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