Oliveira e Costa, animado pela década de cavaquismo absoluto entusiasmou-se com (e como) tantos outros. O facto de estar preso e de, aparentemente, se preparar um juízo que lhe atribua todas as falcatruas permite-lhe olhar com superioridade e responder com um irónico silêncio, às perguntas dos seus companheiros do bloco central que na Assembleia da República se preocupavam em esconder a audição parlamentar dos olhos dos portugueses. Armando Vara, depois de ser demitido de Ministro por fazer umas quantas falcatruas, depois de ter sido premiado com diversas nomeações para diferentes conselhos de administração e depois ter sido promovido na CGD uns quantos dias depois de já não constar dos seus quadros, utiliza o mesmo silêncio altivo e de desdém perante todos os portugueses.




É tudo farinha do mesmo saco!
Tiago,
O Armando Vara, na minha opinião, é um dos casos mais espantosos da política portuguesa. O exemplo claro de como a política pode ser algo de muito negativo. Como é que um simples caixa passa a administrador em tão pouco tempo?
Certamente, nunca irá muito longe na política, dado o seu passado. Está queimado! Mas se fosse, penso que nos iríamos divertir muito a analisar o que têm sido os seus últimos anos.
Pode não ir longe na política, mas já tem o seu futuro garantido, isso é certo. E, como é óbvio, a justiça nunca lhe tocará. O Oliveira e Costa paga por todos.
E o Dias Loureiro?
Não se podem comparar as duas situações.
O Oliveira e Costa era presidente de um banco e está pronunciado de vários crimes.
O Armando Vara é um habilidoso, que se encostou para fazer carreira, e tratar da vidinha dele, mas que ao contrário de outro, ainda não teve tomates para fazer uma falcatrua a sério.
Um é vilão a sério. É um fall guy, apesar de tudo com alguma dignidade no momento da queda (pelos menos por enquanto) porque não denuncia o resto da família.
O outro, é um artista de terceira (cá estou a desclassificar os artistas, espero que o C. Vidal não esteja a ouvir). Se fizesse parte da família do Tony Soprano, quando muito era moço de recados para lhe ir comprar os charutos e a quem de vez em quando lhe atiram um osso para roer.
Miguel, não me parece que tenhas razão no que diz respeito à desvalorização de Armando Vara.
Ainda hoje reli algumas coisas que se escreveram sobre ele em 2000/01… Era dado como morto politicamente.
Lê este artigo do António Filipe sobre o processo que o levou a sair do governo:
http://www.pcp.pt/avante/20010517/433e7.html
Sempre este ódio aos concursos… Percebe-se porquê!
ainda há-de chegar a vez do soba da mota-engil
Ó Tiago, as falcatruas do Vara são mesquinhas. Uma fundaçãozeca para desviar uns cobres. A chico-espertice da reforma.
O Oliveira e Costa, não. Gamou mais (muito mais) e com mais estilo. Até deu para financiar uma das maiores colecções de arte do país.
A minha mãe costuma dizer: Meu filho, se quiseres ser ladrão óptimo, mas não me apareças aqui com carteiras de velhinhas.
Miguel, se para ti é um problema de escala para mim é um problema de alvo da acção.
Poderá ser como dizes, um problema de escala (deformação profissional, será?).
De facto, Varas há muitos. Oliveiras, por enquanto, só conheço este.
Mas olha que eu concordo contigo, também gosto mais do Oliveira do que o Vara. Sem comparação.
Quanto a mim, o autor do texto sofre de uma doença muito popular cá pela nossa terrinha, que dá pelo nome de INVEJA.
Quando se faz uma opção clara entre um vigarista e um outro que por merito profissional proprio está onde está, só a inveja e dor de corno podem dar aso a tal disparate.
bos: não conheço de lado nenhum o AV. Haja mais dignidade.
Mérito profissional?
Onde está o mérito profissional de alguém que passou automaticamente de caixa ao balcão para administrador da Caixa Geral de Depósitos, só porque se meteu pelos meandros da política? Onde está o mérito profissional de quem foi promovido quando já nem tabalhava na empresa? Haja mais dignidade não. Haja mais juizo.
Bem,
pelo menos o Vara ainda não roubou banco nenhum que diabo, ele sempre ha diferenças.
Francisco, venha de lá esse brilhante curriculum de Vara. E já agora até o pode comparar com o de Oliveira e Costa.
Francisco, deixe-me que lhe diga outra coisa um pouco paralela ao post. Não pretendo avaliar o nível ou escala de falcatruas que um e outro fizeram e… se as fizeram! Isso deveria ficar para os tribunais.
O que se analisa é o carácter dos silêncios a que as duas figuras se remetem.
Pudera… há silêncios que são sumamente convenientes para muitos!
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E agora Socrates tambem é inveja?