Do ambiente que se respira:

Armando Vara foi promovido na Caixa Geral de Depósitos (CGD) um mês e meio depois de ter abandonado os quadros do banco público para assumir a vice-presidência do Banco Comercial Portugal (BCP).

“Ruptura familiar” e manutenção de um certo “padrão de vida” foram os fundamentos que justificaram a atribuição de uma casa municipal a Isabel Soares, actual chefe de gabinete do vice-presidente da Câmara de Lisboa, Marcos Perestrello, em 1991. A responsável devolveu a chave do T1 de Telheiras em Dezembro, após 17 anos de ocupação.

Não pediam um tostão que fosse a mais pela inscrição no curso e, em dia de exame, os directores das duas escolas náuticas ainda brindavam os alunos com mensagens por telemóvel a dar as respostas certas. Objectivo: garantir taxas de aprovação a roçar os cem por cento e atrair centenas de clientes de Norte a Sul do País. Arrasando a concorrência. Só que o crime foi denunciado à Polícia Judiciária e, apurou o CM, entre os 40 alunos suspeitos de corrupção está Joaquim Ferreira do Amaral – o actual presidente da Lusoponte que foi ministro de Cavaco Silva e candidato à Presidência da República.

A dívida total de 20 empresas do sector público empresarial, que integraram uma amostra feita pelo Tribunal de Contas para a realização de uma “auditoria aos débitos e ao prazo médio de pagamento das Empresas Públicas” atingia em 31 de Dezembro de 2007, cerca de 17.500 milhões de euros, o que significa 17 por cento por cento do total do Orçamento do Estado aprovado para aquele ano.

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.