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Momentos de lucidez

12 de Janeiro de 2009 por Ricardo Santos Pinto

Mário Soares, num dos momentos de lucidez que ainda vai tendo, veio chamar a atenção do Governo, na última semana, para a voz da rua. A lucidez, uma das suas maiores qualidades durante uma longa carreira política.

>A lucidez que lhe permitiu escapar à PIDE e passar um bom par de anos, num exílio dourado, em hotéis de luxo de Paris. A lucidez que lhe permitiu conduzir da forma «brilhante» que se viu o processo de descolonização. A lucidez que lhe permitiu conseguir que os Estados Unidos financiassem o PS durante os primeiros anos da Democracia. A lucidez que o fez meter o socialismo na gaveta durante a sua experiência governativa. A lucidez que lhe permitiu governar sem ler os «dossiers». A lucidez que lhe permitiu não voltar a ser primeiro-ministro depois de tão fantástico desempenho no cargo. A lucidez que lhe permitiu pôr-se a jeito para ser agredido na Marinha Grande e, dessa forma, vitimizar-se aos olhos da opinião pública e vencer as eleições presidenciais. A lucidez que lhe permitiu, após a vitória nessas eleições, fundar um grupo empresarial, a Emaudio, com «testas de ferro» no comando e um conjunto de negócios obscuros que envolveram grandes magnatas internacionais.

A lucidez que lhe permitiu receber do Estado, ao longo dos últimos anos, donativos e subsídios superiores a um milhão de contos. A lucidez que lhe permitiu receber, entre os vários subsídios, um de quinhentos mil contos, do Governo Guterres, para a criação de um auditório, uma biblioteca e um arquivo num edifício cedido pela Câmara de Lisboa. A lucidez que lhe permitiu receber, entre 1995 e 2005, uma subvenção anual da Câmara Municipal de Lisboa, na qual o seu filho era Vereador e Presidente. A lucidez que lhe permitiu que o Estado lhe arrendasse e lhe pagasse um gabinete, a que tinha direito como ex-Presidente da República, na… Fundação Mário Soares. A lucidez que lhe permite que, ainda hoje, a Fundação Mário Soares receba quase 4 mil euros mensais da Câmara Municipal de Leiria. A lucidez que lhe permitiu fazer obras no Colégio Moderno, propriedade da família, sem licença municipal, numa altura em que o Presidente era… João Soares. A lucidez que lhe permitiu silenciar, através de pressões sobre o director do «Público», José Manuel Fernandes, a investigação jornalística que José António Cerejo começara a publicar sobre o tema. A lucidez que lhe permitiu candidatar-se a Presidente do Parlamento Europeu e chamar dona de casa, durante a campanha, à vencedora Nicole Fontaine. A lucidez que lhe permitiu considerar José Sócrates «o pior do guterrismo» e ignorar hoje em dia tal frase como se nada fosse. A lucidez que lhe permitiu passar por cima de um amigo, Manuel Alegre, para concorrer às eleições presidenciais uma última vez. A lucidez que lhe permitiu, então, fazer mais um frete ao Partido Socialista. A lucidez que lhe permitiu ler os artigos «O Polvo» de Joaquim Vieira na «Grande Reportagem», baseados no livro de Rui Mateus, e assistir, logo a seguir, ao despedimento do jornalista e ao fim da revista. A lucidez que lhe permitiu passar incólume depois de apelar ao voto no filho, em pleno dia de eleições, nas últimas Autárquicas. No final de uma vida de lucidez, o que resta a Mário Soares? Resta um punhado de momentos em que a lucidez vem e vai. Vem e vai. Vem e vai. Vai… e não volta mais.

Comentários

Comentário de Antónimo
Data: 12 de Janeiro de 2009, 16:55

Conversa da treta, este post. O tipo terá muitos defeitos, e tem, mas dizer que passou um exílio francês em hotéis de luxo parisiense é, além de injusto, falso. Nos anos em que por lá andou viveu em dois modestíssimos apartamentos, com um pequeno salário como professor universitário convidado e a contas com a necessidade de recorrer a um empréstimo de 500 contos para salvar o Colégio Moderno. Quanto às subvenções à Fundação Mário Soares mais uma vez estamos no campo da conversa pour épatter le bourgeois. A dita é uma entidade de actividade e investigação digna e de mérito e merece muito mais ser subsidiada, do que muitas outras instituições que para aí andam. Faz muito mais do que os gabinetes popuadinhos dos outros presidentes da república todos juntos fizeram até hoje.

Comentário de Antónimo
Data: 12 de Janeiro de 2009, 17:30

Citar também o ministro da comunicação social angolano como modelo de virtudes mostra uma fé nos governos cleptocráticos que não compreendo. Curioso que no caso da queda na Jamba nunca ninguém refira outros dois ilustres passageiros do avião, nogueira de brito e rui gomes da silva, e um outro observador do congresso da unita que só não viajou no teco-teco por ter medo de voar – e tem nome pedro santana lopes. curiosa também a fonte que indica diamantes quando em regra se fala é de marfim. a cedência do edifício da FMS não foi aprovada também pelo PCP, pouco dado a cedências corruptas? e qual é o problema de os presentes de Belém serem expostos na Casa João Soares, em Cortes, Leiria? Mania lisboócêntrica? Acaso tem tudo de ir parar ao museu da Presidência? até me parece bem a descentralização cultural. E não será mais democrático ele ter ido a votos com a senhora Fontaine, sabendo que perderia mas quebrando o consenso que havia que levava a um sistema rotativo, e não votada, da presidência do Parlamento europeu?

Comentário de Adolfo Contreiras
Data: 12 de Janeiro de 2009, 17:49

A lucidez e coragem de jamais ser o Kerensky dos Alvaros bolcheviquezinhos portugueses, o que está na base da dor de cotovelo que este post revela.
Conversa da treta, mas sobretudo conversa trocada.

Comentário de Luis Serpa
Data: 12 de Janeiro de 2009, 18:53

Eui sou assumidamente de direita e não partilho as opiniões de Mário Soares – mas não posso deixar de pensar que este post é um chorrilho de bullshit do princípio ao fim.

Pense-se o que se pensar de Mário Soares, ele merece melhor do que isto.

Comentário de Spartakus
Data: 12 de Janeiro de 2009, 18:58

Aplauso. O pai fundador da farsa democrática. Deste atoleiro pantanoso de compadrios, influências, corrupção, podridão absoluta. Do bloco central dos interesses. O Padrinho de Macau.Desta República que fede e usa ” avental “. O esplendor do oportunismo e do arrivismo.
Haja coragem para apontar a dedo. É raro.

Comentário de Su
Data: 12 de Janeiro de 2009, 19:39

Ricardo, isto está visto que trabalho de fundo é consigo. :-)
Não lhe escapa nada. Diria que desmontar um “monstro” da democracia não é tarefa de bases, but well done!

ps – Tudo farei para que não me tome assim de ponta!

Comentário de Carlos Fernandes
Data: 12 de Janeiro de 2009, 20:06

Eu, como português e democrata, não me interessa se Mário Soares é de esquerda, de direita ou do centro, e que pertença ao partido A ou B, G ou H. O que me interessa são factos. Ora estes factos aqui elencados são incontornáveis e objectivos, e acrescento, vergonhosos. È certo que se deve a Mário Soares Portugal não ter ido de um extremo ao outro, não ter ido de uma ditadura salarazista para uma ditadura comunista. Mas os factos enlecados, a somar às casas pias e afins, fazem com que todos os candidatos a treinadores de bancada e a “ditadores” ( de e squerda ou direita, não interessa, porventura na esmagadora maioria uns narcisistas e f.da.p. de primeira), sintam o terreno favorável para avançar…

Meus caros, é muito triste escrever e constatar isto, mas o facto é que a Democracia, sem uma justiça eficaz e independente de mafias (maçonarias e afins) e sem uma C. Social verdadeiramente independente e não “comprada” por este ou aquele partido, está doente e moribunda a (médio, ou se calhar, curto) prazo…

Comentário de Carlos Fonseca
Data: 12 de Janeiro de 2009, 20:07

Parabéns pelo ‘post’. Os críticos nem sabem do que falam. Viver em Paris, amparado pelo ‘mon ami Mitéééran’ e por fundos de alguns amigos (Lúcio Tomé Feteira, por exemplo), garanto que não foi vida de cidadão de ‘bidonville’. Perguntem no Bd. Saint-MIchel, one ele vivia.
O apregoado grande animal político, Soares, foi sempre aquilo que a lucidez – eu diria, a grande lata – lhe valeu. O Edmundo Pedro poderá falar com mais conhecimento e propriedade do dito.
Uma das últimas representações públicas de Soares foi, há dias, na ‘Sic Notícias’, com a Ana Lourenço. Espero que o senhor se mantenha vivo por muitos anos, mas em termos de actos públicos de diletantismo e mentira (a elegia de Sócrates foi vergonhosa) tenha sido o derradeiro.
Já sei que, eventualmente, uns quantos vão replicar com o epíteto de ‘comuna’. A todos esclareço que nem ‘comuna’, nem ‘maçon’, nem da ‘opus dei’. Simplesmente cidadão sem partido, mas de coluna vertebrada.

Comentário de joaõ XXI
Data: 12 de Janeiro de 2009, 20:20

A lucidez que o Sr. Ricardo Santos Pinto, nunca terá em toda a sua vida, que desejo longa e frutuosa…

A maior lucidez de Mário Soares foi a luta ganha contra um PCP ortodoxo no pós 25 de Abril, sendo graças a ele que ainda hoje Portugal não é uma CUBA da Europa Ocidental.

Depois está na primeira linha da integração europeia.

Ainda quer maior lucidez…

Comentário de macaco adriano
Data: 12 de Janeiro de 2009, 20:45

Vocês a engolirem essa do PCP no PREC são campeões. O PCP nunca teve tomates para confrontar a burguesia como se impunha, o PCP é tão amigo do 25 de Novembro como a Igreja, o Soares, o Sá Carneiro, os Melo e os Espírito Santo. Quando é que deixam de papar ideologia como se fosse uma descrição da realidade? Tanta boçalidade enjoa. Foda-se

Comentário de Joana Lopes
Data: 12 de Janeiro de 2009, 20:46

Já aqui vim duas vezes na esperança de que tivessem retirado o post.
Ainda tive ilusões de que as pessoas com bom senso que ainda estão neste blogue tivessem convencido o autor a fazê-lo.

Comentário de Antónimo
Data: 12 de Janeiro de 2009, 21:25

Ricardo Santos Pinto junta quase todos os lugares comuns e a sabedoria de café sobre o clã Soares e afinfa-lhes de força. Não falta quase nada, tirando a bandeira pisada e a entrega estipendiada das colónias. Os gajos têm defeitos, muitos, um dos quais é andarem a fazer fretes aos Sócrates e outros figurões “socialistas”, mas os que por aqui se elencam andam paredes-meias com a calúnia e a difamação e, claro, com o aplauso das direitas. Até podem ser verdade, mas que nunca foram provados, lá isso não foram.

Comentário de j
Data: 12 de Janeiro de 2009, 22:07

«lucidez…» que se confunde, por vezes, com esperteza, apesar de lhe reconhecer (alguns) méritos.

Um dia vi este senhor a disparatar com os membros da concelhia aqui da minha terra, quando numa campanha eleitoral, de que já não me lembro para quê, se deparou com meia dúzia de gatos pingados na assistência.
Nem sequer chegou a entrar no salão, fazendo uso de uma linguagem pouco comum, usando um adjectivo simpático, porque tenho respeito pelos mais velhos.
Eu vi e ouvi, caso contrário, não acreditaria.

Aliás, a esperteza é comum ao perfil dos políticos dos últimos vinte anos, pelos menos.
E a educação também, porque tive a oportunidade de conhecer bem de perto um outro político, este que “tem sete vidas” e que já conseguiu a proeza de ser PM, e que beijava a mão das senhoras, e pelas costas arrasava quem não fosse da sua cor.
Este, porque é bem mais novo (precisamente da minha idade), ainda vamos ter que o gramar durante uns anos, a não ser que a “formiga” o encoste de vez ás boxes.

Comentário de joaõ XXI
Data: 12 de Janeiro de 2009, 22:13

Uma vergonha este Blog bateu no fundo… Até nunca mais

Comentário de Spartakus
Data: 12 de Janeiro de 2009, 22:17

Tirar o poste?

O debaixo, o anterior, serve de tese a este. É um pequeno exemplo do legado…

Sai também?

Comentário de Carlos Vidal
Data: 12 de Janeiro de 2009, 22:45

«Já aqui vim duas vezes na esperança de que tivessem retirado o post.
Ainda tive ilusões de que as pessoas com bom senso que ainda estão neste blogue tivessem convencido o autor a fazê-lo.» JOANA LOPES, às 20:46.

O que é isto? Li bem? Quem é esta Joana?
Fundou ou comprou alguma democracia?

Comentário de Nuno Ramos de Almeida
Data: 12 de Janeiro de 2009, 22:46

Ricardo,
Não estou nada de acordo contigo. Não concordo com Mário Soares, mas nunca lhe faltou coragem e determinação. Resistiu à ditadura fascista e te garanto que não havia muitos a fazê-lo. Acho que podias expressar a tua oposição às ideias dele, sem necessariamente denegrir o caracter da pessoa de quem não concordas.

Comentário de Nuno Ramos de Almeida
Data: 12 de Janeiro de 2009, 22:48

Joana Lopes,
Nós não censuramos posts de pessoas. Deixamos esse tipo de comportamentos para gente que costuma ter uma memória muito selectiva.

Comentário de nuno castelo-branco
Data: 12 de Janeiro de 2009, 22:55

Incrível…

Há uns dias o Virgílio Castelo declarava a república morta. Subitamente, reconheço que parece que ter razão. Este seu post, recorda-me de imediato uma certa “obra” de há uns cem anos, cujo nome de capa era “O Marquês da Bacalhoa”, escrito por um tal Lêndea (ou Miquéque). Consistia numa colossal amálgama de embustes, insultos de baixíssimo calibre e mentiras infamantes. Veio tudo à luz do dia, com o beneplácito do prp e aliás, o Teófilo Braga dizia ao autor, que …”a sua obra foi fundamental para a implantação (sublinhe-se a palavra, convém não esquecer) do regime republicano em Portugal”… Era esta a gente impoluta e de grande elevação moral!

Se o Ricardo tem provas daquilo que afirma, então avance. No entanto, tudo isto tem o inefável odor do boato, conversa de café ao sábado de manhã. Há provas factuais e documentais? Processem o homem…

Nunca tendo sido, não sendo nem com alguma remota perspectiva de um dia vir a ser “republicano”, creio que apesar do que se diz, quando comparamos Soares com o que “por aí vai”, não vale a pena tecermos muitos comentários. Fico apenas satisfeito por JAMAIS ter lido em qualquer um dos numerosos blogs pró-monarquia, um desfiar destes. Repito, incrível…

Comentário de Joana Lopes
Data: 12 de Janeiro de 2009, 22:57

Nuno Ramos de Almeida,

Eu nao falei de «censurar» mas de «convencer», o que é completamente diferente. Folgo em ler, escrito por si: «Acho que podias expressar a tua oposição às ideias dele, sem necessariamente denegrir o caracter da pessoa de quem não concordas.»

Comentário de Nuno
Data: 12 de Janeiro de 2009, 23:05

Nem bom nem mau- um retrato do país.

Comentário de Nelson E.
Data: 12 de Janeiro de 2009, 23:06

Muitos excertos do post são manipulados, outros são meias-verdades, outros ainda meramente demagógicos. Outros até atestam, de facto, defeitos de Soares. Mas aquele em que mais ecoam sapos mal digeridos e dores de cotovelo é sem dúvida este:

“A lucidez que lhe permitiu pôr-se a jeito para ser agredido na Marinha Grande e, dessa forma, vitimizar-se aos olhos da opinião pública e vencer as eleições presidenciais.”

Comentário de Ricardo Santos Pinto
Data: 12 de Janeiro de 2009, 23:12

Caros comentadores:

Só duas ou três notas:
1 – Não tenho por hábito fiar-me no «diz-que-disse» ou em conversas de café, caso contrário, como sabem, iríamos muito mais longe;
2 – Factos, factos e mais factos – eis o meu «post». Podem não gostar deles, mas são factos. Recolhidos, maioritariamente, do livro proibido, os «Contos Proibidos» de Rui Mateus; e do extenso artigo publicado pelo jornalista Joaquim Vieira na «Grande Reportagem» em 2005. Não escrevi nada que a História não tenha já confirmado.
3 – Fiz algumas interpretações pessoais de determinados factos, mas de factos reais. Apenas isso.
4 – Não escrevo, e apenas para dar um exemplo, que fez tráfi8co de diamantes. Escrevo que o Governo de Angola o acusou disso (ele negou e a Assembleia da República e o Governo de Portugal protestaram oficialmente).
5 – Sobre as pressões sobre José Manuel Fernandes e J. A. Cerejo, estou pronto para prová-lo em tribunal.
6 – Parcial? Certamente podia ter arranjado algo de positivo, como a influência que teve na integração europeia. Mas o balanço que faço da sua carreira é muito negativo e decidi ir por aí.
7 – Não sou comunista. Não tenho Partido. Até já votei PS (primeiro Governo Guterres), mas jurei que nunca mais (e nem a Elisa Ferreira, para pena minha, me fará mudAR de ideias.

Obrigado por todos os comentários. E gostava de vê-los a discutir, um por um, os factos que apresentei.

Comentário de Pedro
Data: 12 de Janeiro de 2009, 23:35

Ricardo, eu não tenho acesso ao livro do Rui Mateus, nem á reportagem do Joaquim Vieira. Não se importa de nos elucidar sobre os hoteis de luxo em que o Soares viveu em Paris? Quais foram? E não estaria ele melhor em Portugal, a gozar os rendimentos do seu colégio, do que fora do seu país, seja em hoteis de luxo, seja num apartamento?

Comentário de Nuno Ramos de Almeida
Data: 12 de Janeiro de 2009, 23:47

Ricardo,
Para início de conversa. Começas com duas afirmações que não são verdadeiras, já para não ir às outras. Vamos por partes, Soares participou, desde a sua juventudes como militante do PCP, em anos de luta contra o fascismo. Foi preso e esteve exilado. Não creio que tenha passado o seu tempo em hoteis de luxo.
Ninguém controlou o processo de descolonização. Nem Soares nem ninguém.
Eu se fosse a ti, não retirava de alguns livros a verdade absoluta, por cada livro há um livro que diz o contrário. A verdade exige mais pesquisa.

Comentário de GL
Data: 13 de Janeiro de 2009, 1:06

Não há dúvidas, ele é mesmo o mais lúcido da classe política.

Comentário de mf
Data: 13 de Janeiro de 2009, 1:37

Muito bom. Isto é que é lucidez. Não sei a sua idade , mas nâo deve ser velho e acrítico. É muito esquisito ver pessoas louvar pessoas que mostraram não ser louváveis assim que adquiriram poder. E louvam por causa daquela coisa esquerda/direita . Como se palavras contassem alguma coisa. É bom que conte e avalie as acções , são essas que têm consequências.

Comentário de Bjorn Pal
Data: 13 de Janeiro de 2009, 8:48

Sempre se confirma que o 5dias está uma cloaca.

Comentário de ezequiel
Data: 13 de Janeiro de 2009, 8:50

então o Dr. Mário Soares orquestrou as agressões na marinha grande!!???

ena, investigação deste calibre…nem nos tabloids brit.

Deixem o velhote em paz.

Comentário de m&m
Data: 13 de Janeiro de 2009, 9:32

lixo puro

Comentário de Pedro
Data: 13 de Janeiro de 2009, 10:17

A questão é esta: O Mário Soares já tem defeitos suficientes; não precisa que lhe inventem outros. Essa de que ele esteve refastelado em hoteis de luxo em Paris, como qualquer milionário que vai lá às compras pelo Natal, é de morrer a rir, se não fosse tão triste. Há mesmo aqui alguém que “denuncia” que um amigo do Soares, o Tomé Feteira, o ajudou, o que, como toda a gente sabe, é uma indecência.
Ah, e o Ricardo diz mesmo que poderia ir mais longe com coisas que ouviu em “conversas de café” para logo a seguir (pasme-se) dizer que não se fia nas tais “conversas de café”. Ele até faz o favor de não revelar q

Comentário de Pedro
Data: 13 de Janeiro de 2009, 10:19

Dizia eu que o Ricardo até faz o favor de não revelar que o Soares fez tráfico de diamantes, segundo o governo angolano. Vejam a finura do Ricardo.

Comentário de Antónimo
Data: 13 de Janeiro de 2009, 11:07

Ricardo, bulshit, bulshit, bulshit.

Já o disse aí para cima antes, nuno ramos de almeida também e há mais quem lho tenha dito. O seu texto começa logo com asneiras e intervim. Os exílios de Soares estão longe de ser dourados e em hotéis de luxo. Se acredita tanto em livros, pode confirmá-lo nas entrevistas, estão publicadas, que deu a Maria João Avillez. Mesmo que não faça fé em Mário Soares, tem dezenas de depoimentos de outras pessoas, em dezenas de perfis jornalísticos, onde se dá conta das condições desse exílio, bem longe do luxo que descreve. Por cá, Mário Soares esteve detido em Caxias, em regime de balde sanitário comum e em espaço aberto para os muitos outros detidos da cela.

As acusações de Rui Mateus são as acusações de Rui Mateus, que não sai limpo da questão Emaudio. Mário Soares, a meu ver mal, nunca responde a essas questões, que no entanto também não passam do diz que disse. Basílio Horta, que o confrontou com o caso em debate para as presidenciais, não tirou grandes resultados nem ecos junto da opinião pública e, mais importante, da justiça. Eanes e o PCP tinham razões para não gostar dele e nunca forçaram nada.

Os trabalhos de Joaquim Vieira, em 2005, fundam-se nos conteúdos desse livro. Talvez valha a pena, sim, verificar os contornos do fim da Grande Reportagem.

Mas isso das pressões sobre jornalistas (JMF e Cerejo) tem muito que se lhe diga. Sabe-se bem o que muitas vezes consideram ser pressões.

Fiar-se nas acusações de um Governo, esse sim, consabidamente plutocrático – não se juntam as fortunas pessoais daqueles senhores e a miséria generalizada sem roubar, e muito – revela dois pesos e duas medidas.

Comentário de Sofia Ventura
Data: 13 de Janeiro de 2009, 11:55

«Comentário de Nuno Ramos de Almeida
Data: 12 de Janeiro de 2009, 22:48

Joana Lopes,
Nós não censuramos posts de pessoas. Deixamos esse tipo de comportamentos para gente que costuma ter uma memória muito selectiva.»

Correndo o risco de parecer um daqueles figurantes que nos habituámos a ver no canal Parlamento, muito bem.

Comentário de Sofia Ventura
Data: 13 de Janeiro de 2009, 11:55

«Eu nao falei de «censurar» mas de «convencer», o que é completamente diferente. »

Is it?

Comentário de Spartakus
Data: 13 de Janeiro de 2009, 12:32

Bom. Então aí vai outra provocação. Pensada.

E a pessoa tem crácter?

Comentário de Almajecta
Data: 13 de Janeiro de 2009, 13:15

mais jornaleirismo:
O mecanismo da “cunha”, ou seja, o recurso a conhecimentos que se têm com pessoas dentro da profissão, “é o modo de acesso mais frequente” à carreira de jornalista, embora em Portugal os estágios ganhem cada vez mais importância. Estas são algumas conclusões de um estudo sobre o perfil sociológico dos jornalistas portugueses, realizado desde 2005 por uma equipa coordenada por José Rebelo, do ISCTE (Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa), e amanhã debatido no Sindicato de Jornalistas, em Lisboa.

Uma entrevistada bastante jovem é citada sobre a forma de “arranjar trabalho nos jornais de Lisboa”: “É com cunhas, nomes de família, amizades com figuras públicas, pertença a clãs jornalísticos.”

Já as relações familiares surgem “com pouca importância” neste domínio, mas o autor menciona laços de parentesco com outros jornalistas em 15 dos 41 entrevistados, em especial aqueles que “adquiriram ligações já no interior do grupo, através do casamento e da união de facto”. Exemplos? “Dois irmãos jornalistas, filhos de um casal de jornalistas”; outro que é “um jornalista filho e sobrinho de jornalistas, primo de jornalistas e casados com [uma] jornalista”.

Fonte: Público

Comentário de pcarvalho
Data: 13 de Janeiro de 2009, 21:06

Também não se fala do tráfico de armas para son ami ,grand democrate,Jonas Savimbi,mas é um tabú nesta liberdade de informação e da massa arrecadadas

Comentário de Ricardo Santos Pinto
Data: 14 de Janeiro de 2009, 2:07

Caro pcarvalho,

Depois de tudo o que escrevi e e tudo o que me acusaram, nunca me passou pela cabeça – juro! – vir a ser acusado de ter tabús «nesta liberdade da massa arrecadadas». Quem diria!

Comentário de anonimo
Data: 14 de Janeiro de 2009, 5:22

Deixei de ler o 5dias.
De há uns tempos para cá que o blog se converteu numa merda.
Parabéns, Nuno Ramos de Almeida, mas não, obrigado.

Comentário de Luís
Data: 14 de Janeiro de 2009, 16:56

Confesso que achei este texto exagerado. Parece que o autor ficou amargurado perante o político, o “empresário”, o advogado, o cidadão Mário Soares. Muito do aqui exposto, ressalva para um exagero que se perde perante tantas coisas por onde pegar no Soarismo, uma vertente política deste país, com as suas coisas boas e más.
Todavia, isso não invalida a liberdade de avaliação que cada um de nós tem perante o “pai” da Democracia. Nem de lutar contra esses atentados à nossa memória. Aliás, que protesta por estas lufadas de história recente mas apagada desta comunidade “quasi”-acéfala é porque tem interesse nisso ou odeia alterações no status-quo. Conservadores. Anti-evolucionistas. E isso tem um preço a pagar. Chama-se subdesenvolvimento. De mentalidades. E, consequentemente, do país. É essa a herança que querem deixar?

Comentário de Joaquim Silva Barreto
Data: 24 de Janeiro de 2009, 13:05

Inebriando p povo com os fumos da democracia, à moda dos apicultores, elei fazendo o que muito bem entende.

Portugal merece o que tem e ninguem refila muito porque neste pequeno País à beira-mar plantado todos os licenciados (aqueles que tiveram a sorte de poder estudar) são mais os menos primos e primas e ninguem quer ser o patinho feio dafamilia

Comentário de Agostinho Vaz
Data: 25 de Janeiro de 2009, 14:56

Em minha opinião este post deveria ser antes : vamos contar mentiras.

É o que de facto é o artigo intitulado “momentos de lucidez”. Provavelmente inspirado nas calunias habituais daqueles “democratas” que a seguir ao 25 de Abril, queriam transformar Portugal na “Cuba da Europa”. Se tivessem conseguido os seus intentos ainda hoje andariamos em carochas ou minis dessa época, como os cubanos que mantém ainda hoje uma sociedade miserável e amordaçada, com milhares de prisioneiros políticos.

O autor desse artigo na sua “ignorância”, esquece que M. Soares foi exilado pela ditadura para São Tomé, esquece que esteve preso no Aljubre, esquece que teve que ir para o exilio. Só não se esquece de o difamar.
Esquece também, o autor daquelas linhas, que no essencial, a descolonização não foi conduzida por M.S., mas gosta, como os retornados, de lhe lançar as culpas. O M.S. tem as costas largas.

Estas calúnias são inspiradas por aqueles que apoiaram o Gonçalvismo, uma marioneta do PC, com a sua política de subordinação aos sovieticos, e uma política de destruição das bases económicas que fez com que a inflação disparasse para valores como os do Zinbabué actual. Alguns já se esqueceram?

Foi Mário Soares que não se conformou e que aliado a Eanes impediu que isto caísse noutra ditadura. Por isso alguns não lhe perdoam. Como também não lhe perdoam não ter permitido a unicidade sindical.

Foi Mario Soares que teve que mais tarde tirar o País da quase bancarrota e negociar com o FMI uma dívida externa monstruosa herdada dos governos provisórios. Alguns já se esqueceram que nos tirou da bancarrota.

Foi Mario Soares com a sua visão, que nos colocou na CEE, fazendo a proposta mesmo antes de Espanha. Se não estivessemos na CE, hoje seriamos um país miserável. Os autores das calúnias não lhe perdoam isso pois o que queriam era uma ditadura de um só partido, e isso na Europa da CE, não é possível.

Este post dá voz aos caluniadores e fazem dos leitores ignorantes. Vão ao ponto de referir um Ministro angolano, adversário da Unita, para caluniar a familia de M.S. , como se nós não soubessemos a corrupção que vai naqueles lados. Até denunciada já pela Amnistia Internacional. Um corrupto chama corruptos aos outros para que não lhe chamem a ele.

Mario Soares foi quanto a mim o maior político português do séc. XX.

A. Vaz

Comentário de nuno castelo-branco
Data: 25 de Janeiro de 2009, 22:14

Para o Senhor Agostinho

A desgraça deste país foi, em vez de ter recebido 500 ou 600.000 “retornados” (sou branco, de Moçambique e de 5ª geração…), não ter recebido 2 milhões de refugiados de África. pode crer que Portugal não seria o atraso de vida que ainda é. Vá fazer uma viagem numa máquina do tempo e não diga tolices.
E além do mais, não existe qualquer desculpa plausível. A descolonização foi feita daquela maneira, porque TODOS ELES assim quiseram. Até porque não existia uma única localidade ocupada pelos “libertadores” e o país sabia bem o que se passara na Argélia etc. Nada de branqueamentos apressados. Os ditos “retornados”, na sua esmagadora maioria, não querem dinheiro. Apenas insistem na justiça da História. Só isso. Bem dizia o António José Saraiva que eram os … novos judeus!

Comentário de Agostinho Vaz
Data: 26 de Janeiro de 2009, 13:41

Para o Sr. Nuno

Quando falei nos retornados se calhar não o fiz da forma mais correcta. Tem razão, muitos dos que regressaram das ex-colónias foram de facto uma mais-valia para este país, conheci e conheço alguns, muitos foram uma lufada de ar fresco e revelaram empreendorismo e iniciativa que são de louvar.
O que quis dizer é que circulou em muitas dessas pessoas, a ideia muito injusta de que Mário Soares foi o responsável pela má descolonização. Não é verdade. Antes de Mário Soares houve vários Presidentes e vários governos provisórios que descuraram a descolonização, tornando-a um facto (mal) consumado, antes que Mário Soares pudesse fazer alguma coisa. A descrição dos erros desses governos daria “pano para mangas”.

Comentário de nuno castelo-branco
Data: 26 de Janeiro de 2009, 18:52

Para o Senhor Agostinho Vaz

Compreendo muito bem o que quis dizer, quanto ao Mário Soares. Aliás, o Duque de Bragança, numa recente entrevista, dizia que questionando MS acerca do “processo de Moçambique”, este lhe respondeu: “como V.A. pode compreender, estava numa posição impossível, pois o coronel Otelo, durante as negociações, passou-se para o lado da mesa onde estava a Frelimo. Se as próprias F.A. actuavam assim, o que podiam os civis fazer?”

Entendo o dilema de MS, mas numa posição daquelas, eu tinha-me levantado da cadeira e deixava a batata quente na mão da tropa. simplesmente, sacudia o pó das mãos, eles que se “desenrascassem”! Era o que devia ter feito e hoje muito se deve arrepender de ter colocado a assinatura naquela “coisa” de Lusaka.
Contudo, o Agostinho tem razão: há muito exagero por aí e sabemos bem porquê. Para alguns, tinha dado imenso jeito o MS se ter tornado numa espécie de colónia do PC, como o SPD foi na Alemanha Oriental. No pior dos casos, tê-lo-iam feito voar por uma janela, como fizeram ao checo Masaryk, ou desferido um tiro no peito, como ao Imre Nagy.

* Nunca fui nem sou republicano (em sentido estrito) e a única vez em que votei para as presidenciais, foi em Mário Soares, para evitar um certo “chico-espertismo” pseudo-centrista-mas-que-aliás-é-tudo-e-mais-alguma-coisa-que-dê-poleiro. Fiz bem e voltaria a fazer exactamente o mesmo.

Comentário de João Carlos
Data: 2 de Fevereiro de 2009, 4:30

Não faço a mínima ideia, se os factos descritos correspondem 100% à realidade.
Realmente, não há fumo sem fogo. No fundo, gostaria é de ter matemáticamente a percentagem correcta, não para avaliar ou julgar, mas sim, e só apenas, por curiosidade pura. (Como podem ser os Homens, e em especial a evolução dos políticos portugueses).
Sou da Àsia, e custama-se ouvir um ditado, por estas bandas:
Antes de julgar alguém, ponha na balança de dois pratos, os “sim” e os “não” do indivíduo.
No caso, Mário Soares terá a balança a pesar para qual lado???
Terá oferecido mais ao povo português ou terá beneficiado mais à custa do povo português (no caso do Estado Português)???

Comentário de MMarques
Data: 18 de Fevereiro de 2009, 20:39

Vim aqui ter por um mail que me enviaram…vim curiosa e com a pulga atrás da orelha e qual não é o meu espanto vejo aqui reunidos à má fila toda a comunidade nacional de seguidistas que existe actualmente em Portugal.
Se o senhor MS está assim acima de qualquer suspeita como querem fazer crer os acólitos que aqui o vieram defender com unhas e dentes, fico sem perceber porque raio é que ele não ganhou a ultima corrida à PR.
O Nuno Castelo-Branco escreveu tudo aquilo que eu gostaria de aqui ter escrito, também eu sou natural de Moçambique, branco e de 5ª geração, se querem tirar algumas duvidas sobre esse senhor MS façam o favor de ler “Os dia do fim”de Ricardo Saavedra, é só mais um livro com relatos sérios de alguém que “as” passou.
A Historia e o tempo encarregar-se-a de desmascarar esta corja que nos anda a comer vivos.
Não sou de esquerda nem de direita, sou apenas mais um cidadão que tem que trabalhar até aos 40 anos de descontos para ter direito a uma reforma de trampa…
Não defendam o indefensável…
Este post é do mais lucido e corajoso que li até hoje.

Comentário de MMarques
Data: 18 de Fevereiro de 2009, 21:08

Antes que se crie aqui algum imbróglio onde se lê “curiosa” deve ler-se CURIOSO.
Obrigado

Comentário de Luís Antunes
Data: 25 de Março de 2009, 12:52

Soares é fixe! Cunhal? É o tal que acreditava que o futuro estava no gulag e no kgb.

Comentário de nuno castelo-branco
Data: 25 de Março de 2009, 13:30

Pois é, Luís, arrisca-se a que lhe colem já o adesivo “fascista”. sabe como é: quem não usa trapinho vermelho de “pioneiro” ao pescoço, é facho. Para eles, claro, coisa que significa 90% da população.

Comentário de Luís Antunes
Data: 26 de Março de 2009, 10:49

José Saramago também tem uma fundação . Ninguém critica . Ou vocês acham que a fundação saiu – lhe do bolso?

Comentário de julio murraças
Data: 15 de Abril de 2009, 23:51

Como é que este texto circula na net como sendo um artigo da Clara Ferreira Alves no Expresso?
Não tenho simpatia política, nem pessoal, pelo visado, mas algo não cheira bem …

Comentário de Ricardo Santos Pinto
Data: 16 de Abril de 2009, 0:19

Parece-me que vou ter de processar a Clara Ferreira Alves.
O texto é meu e só meu, Júlio Murraças. E assumo-o da primeira à última linha.

Comentário de Luís Antunes
Data: 25 de Abril de 2009, 2:19

O único erro que aponto ao Bochechas , é o de ter sido advogado de gente do PCP.

Comentário de Luís Antunes
Data: 25 de Abril de 2009, 2:26

Ricardo Santos Pinto , escreve mas é mal dos que levaram o regime do Leste ao colo….

Pingback de MOMENTOS DE LUCIDEZ DO GRANDE GRÃO-MESTRE DO PS (mas não só) « Barreiro por Sensei
Data: 17 de Maio de 2009, 19:39

[...] a lucidez vem e vai. Vem e vai. Vem e vai. Vai… e não volta mais. Texto retirado do blogue: http://5dias.net/2009/01/12/momentos-de-lucidez/ Da autoria de Ricardo Santos [...]

Comentário de Luís Antunes
Data: 21 de Maio de 2009, 14:03

Obrigado , Zita Seabra , pelo teu livro.

Comentário de André
Data: 22 de Maio de 2009, 13:24

A insanidade de uma reportagem feita por uma jornalista que mal conseguiu passar o 12ºano.
Quando somos encobertos pela nuvem do desrespeito e da falta de ética, movidos pelas palavras repulsivas e que possivelmente podem chocar a população, ganhando popularidade, o jornalismo está perdido.
Será esta jornalista LÚCIDA ao ponto de ter o mínimo de noção do que é a realidade? Não. É apenas uma analfabeta funcional – a demolidora da verdade; uma das muitas oportunistas cujo único objectivo é chocar e utilizar tal choque para mobilizar a sociedade. A sociedade ingénua, naif, inculta que acredita em tudo e em nada.
Sorte que a idade avançada não signifique uma menor lucidez. Mas quando utilizamos a disponibilidade e as portas-abertas de uma casa-fundação de um político alegando grande respeito e admiração e utilizar tal visita para fazer uma crónica repugnante e suja, o carácter ou melhor, a falta de carácter do entrevistador é bem notória.

André Carmona

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