Sobre as convergências de Esquerda

Já escrevi aqui o que penso sobre o assunto. Luís Fazenda fá-lo aqui e Paulo Pedroso parte para o ataque.

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8 respostas a Sobre as convergências de Esquerda

  1. Carlos Vidal diz:

    (Este comentário foi para o link do teu texto, mas pertence tb aqui:)

    Tiago, duas ou três coisas: o PSOE, neste momento, está, digamos, muito mais à esquerda que o PS-JSócrates. Mas acho que é só neste momento e com este secretário-geral. Depois, não sei. Na Europa do Sul, não te esqueças do antigo PS de Betinno Craxi, um horror dos maiores. E, por último, não esquecer que o PS pode ser colocado ao centro com um grande esforço e favor: desde Soares que sempre preferiu alianças com o CDS que com qualquer coisa que à esquerda se situasse. O presente do PS é filho do passado do PS. Não branquear Soares, sff. Um abraço.

  2. Carlos Vidal diz:

    E vamos deixar o P. Pedroso fora disto. É um indivíduo que não tem nada a ver com esta conversa.

  3. Tiago Mota Saraiva diz:

    Carlos, tens razão na primeira mensagem. Seja o PSOE de Gonzalez ou o PS de Craxi, eram muito próximos do PS-Soares.(curiosamente ambos acabaram os respectivos reinados com gigantescos processos judiciais)
    Contudo, quem representa actualmente esse espaço em Itália e, até mesmo em Espanha, tem demonstrado um pouco mais de sensibilidade social-democrata que o “nosso” PS. O “nosso” PS só gosta do social das revistas e da gravata do democrata.
    Quanto ao P. Pedroso, é visto como um dos representantes da ala esquerda, e parece-me uma opinião importante entre aqueles que procurarão vestir o PS-eleitoral com roupagens de esquerda.

  4. Como até às próximas Eleições não irá ser criada, com toda a certeza, uma verdadeira alternativa de Esquerda, na hora de votar, os eleitores de Esquerda irão ter de escolher entre um P. S. forte, ou seja, com maioria absoluta (o que poderá levar à re-eleição de Cavaco), ou então um Governo P. S. fraco, que eventualmente abrirá campo à eleição de um Presidente de Esquerda, mas também ao regresso da Direita, a prazo, ao Poder. Isto é mais do que certo e seria trágico para o nosso País.

    Enquanto aguardo, sentado, por essa verdadeira alternativa de Esquerda, que proponha mesmo uma nova forma de governar e não apenas críticas (ainda que muito justas), prefiro um Governo socialista, ainda que centrista, ao regresso em força da Direita.

    Para mim, esta é que é a atitude mais coerente para quem se reclamar de Esquerda. O resto é mais do mesmo do que tem sido a estratégia defensiva da “Esquerda” portuguesa, ININTERRUPTAMENTE, desde o 25 de Novembro…

  5. Carlos Vidal diz:

    Por isso, cuidado com P. Pedroso, porque “roupagem de esquerda-bloco central” todos nós a conhecemos.
    Quanto a Zapatero eu disse o mesmo: é um homem bem mais à esquerda que qualquer figurão deste P”S”.

  6. Também subscrevo a lúcida análise de Paulo Pedroso quanto à política de alianças pós-eleitorais do P. S. e concordo com a necessidade de se fazer passar uma claríssima, não só clara, mensagem ao eleitorado de que com este CDS nunca haverá acordos de incidência governamental. Mais, nem com o CDS, nem com o PSD (já que parece ser inequívoca essa mesma disposição face ao BE e à CDU)!

    O P. S., nas actuais condições políticas do País, deve ambicionar apenas governar sozinho. Mesmo que com maioria “apenas” relativa.

    Nada justifica, de momento, um projecto de governação conjunta do P. S. com qualquer outra força política. A menos que uma solução do tipo Sá Fernandes volte a ser intentada, algures, com sucesso…

  7. Carlos Vidal diz:

    Caro António,
    Mas o que se está aqui a falar é de uma convergência à esquerda, e não de um nova maioria absoluta renovada do PS. Repare, quer o post, quer a minha posição à esquerda não pressupõem nenhum tipo de ligação à linha dominante no actual PS. Nenhuma mesmo.
    Não sei se o Tiago pensa o mesmo que eu num ponto, mas deixe-me afirmá-lo: entre o actual PS e o PSD eu não me movo um milímetro nem para um lado nem para o outro. É-me indiferente que vença em Novembro (acho que é em Novembro) o PS ou o PSD. É apenas a minha posição ou opinião.

  8. Tiago Mota Saraiva diz:

    António

    Carlos, concordo com o que escreves.
    Que diferenças há entre Valentim Loureiro e Fátima Felgueiras, Fernando Ruas e Joaquim Raposo, Marco António e Marcos Perestrelo ou Ferreira Leite e Sócrates? Nada.
    Para mim é óbvio que o PS, caso não consiga a maioria absoluta, terá sempre de juntar o CDS ou o PSD. Aliás esse acordo do bloco central existe desde Soares para garantir que ninguém fica no desemprego – veja-se as administrações das empresas públicas, da CGD, etc…
    António, lamento desapontá-lo mas, não tendo dúvidas que Sócrates dirá em breve que não fará um governo de coligação com a direita, também não tenho dúvidas que caso isso lhe seja favorável rapidamente se desdirá.
    A solução Sá Fernandes ou a do deputado Limiano, é sempre uma possibilidade.

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