O ano de 2008 através do olhar do«5 Dias», ou uma homenagem a todos os autores e comentadores que por aqui passaram no último ano (IV – Outubro a Dezembro)

O mês de Outubro começa com Ana Matos Pires, «cantando e rindo», e com um texto sobre o cozinheiro portador de HIV que foi despedido do restaurante de um hotel. É um tema que tem despertado paixões, mas, que porra!, no hotel inteiro, não poderiam arranjar um emprego para o homem que não pusesse em risco os clientes? Como dizia a «blogger», parecem estar a dizer a quem tem SIDA que deve esconder a doença.
Fernanda Câncio, que poderia muito bem subscrever a opinião anterior, ficou consternada pela forma como Baptista-Bastos e Ana Sara Brito justificaram a entrega das casas camarárias a preços irrisórios.
Por falar em António Costa, João Galamba repara que o Presidente da Câmara considera toda a blogosfera, por junto, um covil de irresponsáveis e caluniadores. E até Pacheco Pereira, que por sinal tem um blogue dos mais concorridos, pôs-se à parte nesse antro que é a blogosfera.
Ezequiel elabora sobre as questões da identidade em França. Ou como Le Pen influenciou toda a Direita francesa durante a última campanha eleitoral.
No texto «Da ignorância voluntária», Fernanda Câncio critica João Carlos Espada e José António Saraiva, que haviam tecido considerações bem negativas acerca do casamento entre homossexuais. João César das Neves diz que a maior parte da população considera a homossexualidade uma depravação e João Galamba anota tão lúcida opinião. Mário Crespo também é contra o casamento de pessoas do mesmo sexo, por uma questão de tradição, e desta vez é Fernanda Câncio que volta a estar de serviço. Está visto que os anti-gays não podem abrir a boca – o «5 Dias» estará atento. Ainda bem.
Mais tarde, a jornalista dará à estampa um texto do jurista Luís Duarte d’Almeida, num «post» intitulado «Algumas considerações para uso dos prínicpes», leia-se, deputados. E noticia uma sondagem, na qual 42% dos portugueses dizem-se a favor da igualdade total no casamento para hetero e homossexuais.
Ainda Fernanda Câncio, que concede a medalha de ouro da ironia a Eduardo Lourenço. «Que posso dizer? põe-se ao pescoço. É creio a primeira medalha que tenho com as cores de portugal. de modo que não sei se sou eu que tenho portugal pendurado ao pescoço se sou eu que estou pendurado ao pescoço de Portugal». Como diria Carlos Tê, «Quem és tu donde vens / Conta-nos lá os teus feitos / Que eu nunca vi pátria assim / Pequena e com tantos peitos» (o que não é o caso de Eduardo Lourenço, claro).
Após mais um debate sobre o casamento dos homossexuais em que participa Mário Crespo, Fernanda Câncio volta a zurzir no conhecido jornalista. E logo ela que tinha tão boa opinião dele. E na caixa de comentários, aí está ele, Mário Crespo, «himself», a dar o corpo ao manifesto e a discutir com Fernanda Câncio.
Quanto a Luís Rainha, declara-se farto deste assunto. «Já não há cú para isto do casamento entre homossexuais. No entanto, até eu, que lamento o facto de ninguém ter proibido o meu próprio casamento há umas décadas, aceito sem urticária que eles se casem. Querem atolar-se num huis clos de sofrimento, intolerância, claustrofobia e abjecção? Entrem, entrem, que o comboio não pára. »
A 8 de Outubro, Fernanda Câncio aborda um tema que se iria revelar bem quente para as bandas do «5 Dias»: a conversa narrada por José Manuel Fernandes, director do «Público», à ERC, no âmbito do inquérito às alegadas pressões exercidas pelo gabinete do Primeiro-Ministro sobre a comunicação social no caso da «licenciatura». Resumidamente, a jornalista contesta a versão do director do «Público» e , sobretudo, a frase que ele diz que o Primeiro-Ministro lhe disse: «Fiquei com uma boa relação com o seu accionista e vamos ver se isso não se altera».
No mesmo dia, João Galamba convida os colegas a comentarem o «post» de Fernanda Câncio.
A 12 de Outubro, no «post» «O furo, a inundação e o dique», Fernanda Câncio considera feiíssima a história das declarações falsas de José Manuel Fernandes à ERC, e critica o provedor do «Público», Joaquim Vieira, por não ter sido minimamente rigoroso na primeira análise que fez.
A 14 de Outubro, Luís Rainha critica a forma como o blogue «O Insurgente» interpelou o «5 Dias», sobretudo quando esse blogue diz que, no «5 Dias», ninguém se preocupou quando a ERC publicou o relatório em questão. Acrescenta Rainha que considera inapropriada a frase de José Sócrates, «fiquei com uma boa relação com o seu accionista», e, se se provar que acrescentou «vamos ver se isso não se altera», mafiosa mesmo. Termina assim: «A verdade é simples e triste: o nosso primeiro-ministro, depois de afanosamente procurar a forma mais expedita e menos trabalhosa de compor o currículo escolar, ainda teve o topete de mandar esconder a história, mal se viu apanhado.»
A 15 de Outubro, Fernanda Câncio publica o «post» «Dos filhos da puta».
A 17 de Outubro, Nuno Ramos de Almeida anuncia que vai sair do «5 Dias». Através do «post» «Até amanhã camaradas», diz que sai porque «estar num blogue exige prazer e comunhão».
Ainda a 17 de Outubro, António Figueira também anuncia que vai sair. «O Nuno saíu e eu achei que não fazia muito sentido ficar depois de ele sair. E isso é tudo, não tenho jeito para despedidas, gostei muito deste bocadinho.»
No mesmo dia, Maria João Pires anuncia o abandono de grande parte do «5 Dias». Era a cisão definitiva. «A partir de agora, vamos jugular:
Ana Matos Pires
Fernanda Câncio
Inês Menezes
João Galamba
João Pinto e Castro
Maria João Pires
Palmira F. Silva
Paulo Pinto.
Juntam-se a nós a Maria João Guardão, Miguel Vale de Almeida, o Vasco M. Barreto e o Paulo Côrte-Real».
No longo 17 de Outubro, Filipe Moura anuncia que também vai sair, embora faça um último «post». «Eu não poderia ir-me embora sem colocar isto». Mas 48 minutos depois, critica Fernanda Câncio pela obsessão que, já no «Jugular», continua a manifestar em relação aos senhorios. Agora sim, é a despedida: «Quem vier atrás que feche a porta».
A 18 de Outubro, Luís Rainha, que planeava sair com Nuno Ramos de Almeida e António Figueira, mesmo que preferisse «acreditar que aquilo do «filho da puta» nada teve a ver com aqueloutra história da credibilidade», fica aflito: «Não me deixem aqui sozinho!» É que, de repente, o «5 Dias» não passava de meia-dúzia de «gatos pingados». Parecia ser o fim do blogue.
No final do «post», o lancinante apelo: «Não pode ser. Lanço aqui um pungente apelo ao Nuno, ao Filipe, ao Ezequiel e ao António: voltem para casa, ovelhinhas tresmalhadas. Voltem, que este lar, modesto mas acolhedor, precisa de quem vá recolher a lenha, enxotar os carrapatos e abrir as janelas a ver se entra aqui algum ar fresco. Please?»
É aqui que a fidelidade dos comentadores do «5 Dias» se revela em toda a sua dimensão.
A incontornável De Puta Madre, também ela uma figura carismática do blogue, acha bem a cisão. No seu português tão característico quanto indecifrável. «Do meu ponto de vista: a maçã podre foi atrás. Não vai durar muito a que não se dedique ao seu croché favorito: a intriga. ( Claro, que só vai fazer vassalagem a quem acha que vai fazer pingar encima dele … ehehehe que criatura medonha!). Rainha se ficares solo. Eu venho cá na mesma, dizer tonterias.»
A comentadora Milu diz: «Aplaudo de pé. E se o Luis Rainha ficar sózinho, ficará com certeza, melhor acompanhado.» E J diz: «Vocês andam é armados em parvos. Vocês têm o gozo enorme de escrever, sabem escrever, e são pessoas excelentes. E eu tenho o enorme gozo de vos ler. Continuem a escrever e deixem-se de coisas. Parecem uns putos amuados, chiça»
Nesse dia, amparado por Zé Nuno, com uma das suas descobertas youtubeanas, Luís Rainha publica mais cinco «posts». Nos dias seguintes, vai publicar quatro ou cinco textos de cada vez, para que não se note a falta de ninguém.
A 19 de Outubro, Nuno Ramos de Almeida regressa. «Vamos a isto», diz apenas.
No mesmo dia, António Figueira também regressa.
A 23 de Outubro, regressa Filipe Moura.
Mesmo com um número reduzido de autores, tudo parecia ter voltado à normalidade. Luís Rainha critica as «praxes merdosas». António Figueira revela que Nuno Ramos de Almeida quer que ele escreva coisas que as pessoas entendam (também eu queria que a malta escrevesse coisas que eu entendesse minimamente, e nada de Badiou, Sokal, Derrida, Bouguereau, Dorgelès e o raio que os parta, mas eles não me fazem a vontade…)
No final do mês, o «5 Dias» foi às compras. E de lá trouxe Jorge Mateus, Emídio Fernando, Francisco Santos, João Branco, Paulo Jorge Vieira, Rui Curado Silva, Filipe Gomes, Pedro Ferreira. Como disse Luís Rainha no dia 27, eram «as transferências do ano».
«Então malta, já cá estamos todos, prontos para a primeira jantarada?», pergunta Luís Rainha, sugerindo o «Kremlin Fried Chicken» como o local da patuscada. Este vosso escriba, qual «penetra», pergunta se os comentadores também estão convidados. Rainha manda-o dar uma volta: «Até podem pagar e tudo…» E De Puta Madre goza com ele: «Eh, eh, Ricardo, não te metas em coutadas.»
No mesmo dia, Jorge Palinhos questiona as ligações familiares de Álvaro Castelo Branco na Câmara Municipal liderada por Rui Rio. No iníco do mês, também criticara a postura de Rui Rio no que toca ao Metro do Porto e à polémica Linha da Boavista / Linha do Campo Alegre.
Nuno Ramos de Almeida está imensamente feliz com as melhorias na educação: «97 por cento das escolas com as notas positivas! Quase um terço das escolas passou de besta a bestial. As más linguas, muitas das quais insultaram o Magalhães, insinuam que isso seja à custa de uma facilitação abrupta dos testes de matemática. Profetas da desgraça, velhos do Restelo, saibam que não têm lugar nas estatísticas do governo do grande líder. Percebam a verdadeira estrutura da realidade: as estatísticas melhoram. A comunicação social divulga. A maioria absoluta fica mais perto.»
Entretanto, o mês termina com a polémica dos contentores de Alcântara e com o incrível alargamento da concessão ao grupo… Mota-Engil de Jorge Coelho (a propósito, já terá encontrado o tabuleiro de xadrez?)
Miguel Sousa Tavares é insultado à entrada de uma reunião na Câmara de Lisboa, para gáudio de alguns «bloggers» da concorrência, e Nuno Ramos de Almeida proclama: «Quem se mete com a Mota-Engil… leva». É isso tudo.
No último dia do mês, José Sócrates gasta o tempo de Portugal na Cimeira Ibero-americana com publicidade à empresa J. P. Sá Couto. No próximo ano, assegura Nuno Ramos de Almeida, «fará propaganda às cervejas do Sousa Cintra».
4 de Novembro. O «5 Dias» segue em directo o dia das eleições americanas. E mesmo sem Palmira Silva, a cobertura é intensa. Barack Obama faz história. «Já falta pouco para o gajo [George Bush] se ir embora», respira, aliviado, Nuno Ramos de Almeida. «É hora de festejar», celebra o enviado especial do «5 Dias», David Ávila. «Agora não nos Obandones», brinca com as palavras outra das contratações de Inverno do blogue, Tiago Mota Saraiva.
Entretanto, no nosso Portugal, o caso BPN vai atingindo as mais altas esferas do panorama financeiro e político nacional, em especial Dias Loureiro, Conselheiro de Estado. O Banco acaba por ser nacionalizado e Afonso Candal assegura que «o objectivo não é confiscar tudo a quem errou e que deve ser punido por isso. Há que ser justo e proporcional». Referia-se aos banqueiros, esses coitados…
Eis que aparece em cena um novo «blogger», Carlos Vidal, que vai dar muito que falar. Tiago Mota Saraiva assinala que o Secretário de Estado do Tesouro quer trucidar os funcionários públicos que não estão com ele, e Luís Rainha dedica-se à bandeira nazi mostrada no Parlamento madeirense por um deputado do PND. Emídio Fernando dedica «posts» à morte de Samora Machel e à comemoração da independência de Angola. Pelo meio, mais uma grande Marcha dos Professores e as deambulações de Luís Rainha à volta do assunto.
No dia 13, um «post» de Zé Nuno que fez e faz história no «5 Dias»: «Stand by me», ou a música de rua por esse mundo fora. No momento em que escrevo, já vai com 146 comentários, provavelmente um «record» absoluto no blogue. Em dois meses, mais de 20 mil pessoas viram «Stand by me». Dois meses depois, continuam a chover comentários, muitos deles vindos do estrangeiro.
Este vosso escriba escreve o primeiro texto psara o «5 Dias», correspondendo a um gentil convite de Luís Rainha: «Requiem pela Ministra da Educação», dividido em três partes, aborda as políticas educativas da sinistra criatura e do cadáver ambulante em que já se tornou. Consegue mais de 40 comentários.
Provocador, Carlos Vidal refere: «Sempre preferi George W. Bush a José Sócrates». E começa aqui mais uma fricção entre elementos do «5 Dias». Filipe Moura escreve «Um bushista no 5 Dias», respondendo directamente a Carlos Vidal. «Eu bushista-comunista me confesso», responde Vidal. «Do Messenger», responde Filipe. «O que eu desejo para a Esquerda em Portugal», responde Vidal.
Tréguas por uns dias.
Pelo PSD, Manuela Ferreira Leite não há dia em que não cometa uma «gaffe». Bem fazia a velha senhora na altura em que não abria a boca para nada. Agora, defendeu a interrupção da democracia durante seis meses. E Teixeira dos Santos é considerado o pior Ministro das Finanças da União Europeia.
Na sequência do caso BPN, José Oliveira e Costa é detido preventivamente. E Nuno Ramos de Almeida mostra a fotografia de um belo rabo, ao que parece pertencente a Vitalino Canas. A Byblos fechou. E agora se percebe por que razão Dias Loureiro foi tão elogioso para José Sócarates no lançamento do livro do nosso menino de ouro.
E Carlos Vidal de novo ao ataque. Contra Fernanda Câncio, contra o Jugular, contra a ministra da Educação e o seu momento tocante. Mais «Magalhães» e um «post» de sugestões para a caixinha de comentários.
O mês de Dezembro inicia-se com o Congresso do PCP no Campo Pequeno. Ou como, na altura, se perdeu a oportunidade de meter uns quantos nesse recinto de tortura animal. «Para mim, o Congresso termina com a Internacional», refere Tiago Mota Saraiva.
Deambulando entre democracia e liberdade, Filipe Moura decide acabar com as tréguas e, no «post» «Da desobediência», volta a discordar de Carlos Vidal. 40 comentários. «Pura e simplesmente, há que desobedecer», responde-lhe Carlos Vidal a propósito da ministra da Educação.
«Não esqueçam que, para ele, isto é uma linda mansão», recorda Luis Rainha a propósito de uma das obras do Triângulo Monumental Rapoula – Valhelhas – Covadoude. E diz Francisco Santos que o Estado também vai salvar o BPP. «Vamos falar de política» – António Figueira segue a sugestão de Nuno Ramos de Almeida e escreve para o povo. Obrigado, António!
Novo «post» polémico. Carlos Vidal compara Sócrates a Pinochet num «post» todo marado, cheio de fotografias, cores e letras gigantescas. «Expliquem-me a diferença entre a democracia socratista-jugular e a «democracia singular» de Pinochet. 131 comentários!
«Aimez-vous Brahms?» – pronto, António Figueira voltou ao mesmo.
«Da vontade da maioria» – Filipe Moura não desarma no confronto com Carlos Vidal.
Parece a «silly season». Um australiano é condenado por divulgação de sexo com um boneco dos Simpson (serão anões?) e Laurinda Alves é a candidata do MEP ao Parlamento Europeu.
Cem anos de Manoel de Oliveira. Filipe Moura acha os seus filmes chatos. Carlos Vidal não gosta. «Uma obra de arte não pode nem deve estar acessível a qualquer pessoa», afirma com sobranceria. E no «post» seguinte volta a meter-se com Filipe Moura. «Uma obra de arte pode e deve estar acessível a qualquer pessoa», contraria Luís Rainha.
Estamos em meados de Dezembro e, na Grécia, a temperatura começa a subir. Inicia-se uma excelente cobertura dos acontecimentos por parte do «5 Dias». Nuno Ramos de Almeida destaca-se.
No Iraque, George W. Bush quase que leva com um sapato. «Reescrever a sapatada», descobre Zé Nuno.
As Esquerdas voltam a reunir-se. PCP e Bloco, a união será, apesar de tudo, possível? E Alegre, onde fica? «O que faz crescer o voto na Esquerda?», pergunta Tiago Mota Saraiva. «Os poetas ainda são uns sonhadores», ironiza Emídio Fernando a propósito de Manuel Alegre.
Véspera de Natal. O Menino Jesus trouxe a José Sócrates um vale de compras de mais de 500 contos em roupa. Sim, que o senhor primeiro-ministro é muito chique. E a este vosso escriba, o Menino Jesus trouxe o convite para escrever no «5 Dias». Andará mal ajambrado, porque não lhe dão 500 contos em roupa, mas escreve no «5 Dias»!
Depois do Natal, Luís Rainha vai de férias e Nuno Ramos de Almeida preocupa-se em encher a chafarica. A morte dos concursos públicos, o diferendo entre Cavaco e Sócrates e o regresso da guerra na Palestina rematam o ano de 2008. «Exaltemos a coragem», diz Nuno Ramos de Almeida.
«2009», a dez minutos da meia-noite, é o último «post» do ano. Ou como quem escreve para o «5 Dias» nunca tira a camisola.
O blogue iria entrar no seu quarto ano. 4109 «posts», 39307 comentários, 22 comentadores no activo (ainda estou a contar contigo, Filipe!), 15 nos arquivos. É este o nosso «curriculum». É este o nosso mundo.
Bom ano para todos!

Ricardo Santos Pinto

P. S. – Agradecimentos especiais à minha mulher, que viu o computador (e a companhia) confiscados durante horas a fio para escrever estes longos textos; à minha filhinha de 5 meses, que se portou muito bem ao colo enquanto o pai escrevia; e a quem me convidou para esta experiência única que é o «5 Dias».

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4 respostas a O ano de 2008 através do olhar do«5 Dias», ou uma homenagem a todos os autores e comentadores que por aqui passaram no último ano (IV – Outubro a Dezembro)

  1. Carlos Vidal diz:

    Caríssimo amigo Ricardo,
    Depois desta tua imperdível história do 5dias-2008 acho que estamos mesmo a precisar de uma jantarada – propôr à administração e chefias (não sei os trâmites). Parabéns pelo conjuntos dos textos, e quanto aos chatos do Derrida e Badiou, é pá desculpa pois eu também os acho uns chatos de primeira, porque me obrigam a trabalhar sobre eles que é coisa que eu não gosto (ser obrigado a fazer o que quer que seja). Olha, gostava mais da jantarada. Temos de ver isso. E falar com o Nuno.
    De qq forma, não metas aqui o pobre do Bouguereau, pintor académico do final do século XIX – sou a única pessoa que fala no senhor, ninguém lhe liga pois só se pensa nos impressionistas (outros sacanas que me dão trabalho e há que aproveitar). O Bouguereau era um fascinado pelo classicismo e, como diz o meu amigo almajecta, era conhecedor de Marx e Proudhon, sejamos justos. Quanto à pintura dele, só pretendia a clareza de uma manhã grega. Parou no tempo, paz à sua boa alma. Mas não figura na história da arte, em nenhuma história da arte, os pintores de salão não figuram em lado nenhum. Tirando isso, perdoa o Bouguereau, mas não perdoes os Derridas. Eu é que tenho que andar por essas bandas, porque enfim …..
    Grande abraço e obrigado pelo relato bem escrito e humorado.

  2. Su diz:

    Ricardo, gabo-lhe a paciência para fazer a resenha e aplaudo o resultado. Estava mortinha para ver como apresentava a zanga de comadres, e fá-lo com muita urbanidade, parabéns! 🙂

  3. Ricardo Santos Pinto diz:

    Obrigado aos dois. Nunca pensei, realmente, que desse tanto trabalho.

    Carlos,

    Concordo totalmente com isso do jantar, mas a verdade é que não sei como funciona. Não sei se fazemos requerimento ao Comité Central do «5 Dias», se à Comissão Política. Sei que alguns Renovadores já tentaram e até conseguiram, na altura, organizar um jantar. Mas não sei se foi à revelia do Comité.

  4. Yyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyy tens que agradecer tb aos teus alunos!!! Qualquer dia não Têm prof.

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