Novos Castelos: Embaixada dos EUA, no Iraque


What embassy architecture really shouldn’t be, is like the new US embassy in Baghdad. Opened this week, this monster of a modern fortress designed by Berger Devine Yaeger , has been described by at least one US commentator as the “imperial mother ship dropping into Baghdad.” It could, I suppose, be seen as a latter-day, Wild East-version of a 7th Cavalry fort, with the Iraqis playing the role of Native Americans.

“The architecture of diplomacy”, Jonathan Glancey

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9 respostas a Novos Castelos: Embaixada dos EUA, no Iraque

  1. GL diz:

    É patético. É estúpido. Mas a História algumas vezes repete-se.

  2. Tiago Mota Saraiva diz:

    É revelador.

  3. miguel dias diz:

    Ó tiago eu aconselho-te a tirar rápidamente este post não vão os nossos valorosos autarcas encomendar pérolas destas a 5 milhões cada uma (projecto e iva incluído).

  4. Tiago Mota Saraiva diz:

    Miguel, as embaixadas, pós-concurso da embaixada de Berlim, são sempre feitas por concurso por prévia-qualificação, para não se dar o caso de aparecer alguém mais jovem com um bom projecto…
    Eu acho que, ainda assim, estas imagens são mais perigosas:
    http://5dias.net/2008/12/05/sobre-cidadania/

  5. Pingback: O novo Saddam de Baghdad - A política Imperialista dos EUA « O Vigia

  6. Tiago, fui ao link no teu comentário. Sou visitante recente deste blog e não conhecia o post. Alíás, nem te conhecia a ti até há bem pouco tempo, pelo que aproveito para felicitar o teu trabalho como arquitecto.
    O comentário que me apraz relativamente ao referido post é o seguinte:
    1- As imagens
    O Sócrates do ínicio dos anos 80 ,ou eu do princípio dos 90 e tu mais recentemente, somos, para o mal e para o bem, produto das nossas gerações. Existe alguma demagogia nesta coisa das casas do arquitecto Sócrates. É uma forma enviesada de atacar o homem sem ir ao fundamental. Como diria o Pacheco Pereira, a questão não é essa.
    Em 1980 havia menos de mil arquitectos em Portugal. Na província contavam-se pelos dedos. As pessoas precisavam de casas e não havia arquitectos para as projectar. Recorriam a quem estava à mão. E entre as quais estavam as do recém-bacharel Sócrates. É, apesar de tudo, injusto olhar para essas imagens sem contextualizá-las no seu tempo.
    O rapaz assinava os projectos, o povo agradecia (suponho que também lhe pagavam) e ninguém se chateava com isso. Depois como não gostava nem tinha muito jeito fez-se à vida para outras bandas. Inscreveu-se num partido, não gostou, mudou para outro, igual mas mais aprazível ao seu temperamento. Fez carreira, subiu na vida pela maneira mais provável de o fazer em Portugal e pronto chegou aonde chegou, um verdadeiro self made man. Deixe lá o homem e as suas casitas. Isso são trocos.

    2- O 73/73 também são trocos. A coisa aqui pia mais fino, eu sei. Entâo a revisão do 73/73 são trocos?! Vamos por partes.
    Quanto mais não seja, por uma questão de imagem o raio do decreto devia ser revisto. Um país minimamente apresentável já há muito que devia ter espremido essa borbulha. Mas o dito cujo não passa disso, uma borbulha, um fátuo que cheira mal, mas que no fundo não faz mal. O cancro está elsewhere. E grande parte dele está explicado no exemplo do teu contra comentário. O problemazinho da coisa pública.
    Num país que para o bem ou para o mal, vive autofágicamente do Estado, tu e eu, e todos os nossos colegas, sabemos perfeitamente que sem encomenda pública a coisa não vai lá. Todos nós queremos ter acesso à encomenda pública, é aí o que big money (à nossa escala) está. É com isso que se paga a renda e o tabaco. E nisso, salvaguardando as devidas distâncias, somos iguaizinhos ao jovem Sócrates. O alarde, justo é certo, feito à proposta de nova lei, em especial no que dizia respeito à questão dos espaços exteriores não passa de fogo de artíficio para entreter a Ordem, com requerimentos, petições, propostas, contra-propostas e contra-contra-propostas. Enquanto isso…
    Enquanto isso, a Ordem (e estou à vontade para falar porque estive dois mandatos no Conselho Nacional de Delegados eleito pela lista da H. Roseta), que nem capacidade tem para organizar decentemenete meia de dúzia de concursos por ano, ignora olimpicamente a questão. Ele é ajustes directos, concurso de concepção/construção, parcerias público-privadas, prévias qualificações, concurso por convites e o mais que houver. A ordem? nicles. Uma cartita indignada aqui ou acolá e pronto.
    Não estou a dizer que todos os concursos devem ser abertos, mas que diabo, os que não são deviam ser a excepção e não a regra.

    um abraço

  7. ezequiel diz:

    Tem casa de banho? LOL

  8. Tiago Mota Saraiva diz:

    Viva Miguel, conheço-te de nome mas julgo que já teremos estado em muitas coisas juntos – também fiz parte dos dois CDNacionail nos mandatos que referes.
    O que penso sobre a questão que levantas no ponto 1, podes ler num artigo que escrevi para a “Construir”: http://rb02.blogspot.com/2008/03/arquitectura-ou-um-futuro-desperdiado.html.
    A “questão fundamental” nos “projectos de Sócrates” não é a sua estética mas a honestidade do procedimento. As pessoas não pagavam nada a JSócrates, mas a um técnico da Câmara local que lhes garantia a aprovação!

    “E nisso, salvaguardando as devidas distâncias, somos iguaizinhos ao jovem Sócrates”
    Explica isto melhor, por favor. Eu nunca assinei projectos de outrém, nem me fiz valer da minha posição na administração pública (na qual nunca estive empregado) para facilitar projectos.

    Sobre o que dizes da Ordem, o facto de lá ter estado durante 6 anos e os últimos 3 como tesoureiro nacional, obrigou-me a um período de nojo e desintoxicação.

    Ainda estou para perceber se esse período já terminou e se me apetece falar da Ordem aqui no 5dias.

  9. Somos iguaizinhos ao jovem Sócrates até ao ponto em que tal como ele sabemos que dependemos do Estado.
    A partir desse ponto, divergimos.
    Nós achamos que teremos sucesso trabalhando naquilo que que gostamos e aprendemos a fazer.
    Ele achou que o melhor caminho era o cartão do partido.

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