<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
		>
<channel>
	<title>Comentários em: Sokal e Dorgelès, ou a hemenêutica e o burro</title>
	<atom:link href="http://5dias.net/2009/01/08/sokal-e-dorgeles-ou-a-hemeneutica-e-o-burro/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://5dias.net/2009/01/08/sokal-e-dorgeles-ou-a-hemeneutica-e-o-burro/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 10 Feb 2012 08:42:54 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
	<item>
		<title>Por: M. Abrantes</title>
		<link>http://5dias.net/2009/01/08/sokal-e-dorgeles-ou-a-hemeneutica-e-o-burro/comment-page-1/#comment-80835</link>
		<dc:creator>M. Abrantes</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 19:38:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=12792#comment-80835</guid>
		<description>É indissociável da fecundidade de uma ideia, ou de uma teoria, que um grande número de pessoas, das mais diversas áreas, se pronuncie sobre ela ou a utilize de alguma forma. Se há muita gente a procurar usar os teoremas de Gödel, isso deve-se ao valor intrínseco desses resultados. É natural que os que não são especialistas o façam com menos rigor ou até de forma absurda.

Provavelmente, parte daquilo a que alguns poderão chamar &quot;abuso do conhecimento científico&quot; é não apenas inevitável, como também um meio de divulgação. Se calhar, a presença no imaginário das pessoas de uma coisa chamada teoria da relatividade, criada por um tipo muito inteligente chamado Einstein, deve-se mais aos que especularam de forma inconsequente sobre a teoria do que aos que a usaram para produção científica. O assunto foi (e continua a ser) tão falado que as pessoas têm sentido que está ali algo importante.

Não estou a querer dizer que os abusos do conhecimento científico não devam ser denunciados (até porque essa denúncia faz parte da elucidação da identidade dos próprios conhecimentos científicos). Devem sê-lo, desde que não se confunda procura de rigor com perseguição.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É indissociável da fecundidade de uma ideia, ou de uma teoria, que um grande número de pessoas, das mais diversas áreas, se pronuncie sobre ela ou a utilize de alguma forma. Se há muita gente a procurar usar os teoremas de Gödel, isso deve-se ao valor intrínseco desses resultados. É natural que os que não são especialistas o façam com menos rigor ou até de forma absurda.</p>
<p>Provavelmente, parte daquilo a que alguns poderão chamar &#8220;abuso do conhecimento científico&#8221; é não apenas inevitável, como também um meio de divulgação. Se calhar, a presença no imaginário das pessoas de uma coisa chamada teoria da relatividade, criada por um tipo muito inteligente chamado Einstein, deve-se mais aos que especularam de forma inconsequente sobre a teoria do que aos que a usaram para produção científica. O assunto foi (e continua a ser) tão falado que as pessoas têm sentido que está ali algo importante.</p>
<p>Não estou a querer dizer que os abusos do conhecimento científico não devam ser denunciados (até porque essa denúncia faz parte da elucidação da identidade dos próprios conhecimentos científicos). Devem sê-lo, desde que não se confunda procura de rigor com perseguição.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Vidal</title>
		<link>http://5dias.net/2009/01/08/sokal-e-dorgeles-ou-a-hemeneutica-e-o-burro/comment-page-1/#comment-80782</link>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 13:41:03 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=12792#comment-80782</guid>
		<description>Caro Pedro,
Eu até já estava admirado da coisa estar a ficar só pelos usos peculiares da matemática por Lacan (e Deleuze, etc), e não estar a passar para a arte contemporânea, campo propício para todas as brincadeiras.
Duas noções para já: uma coisa é um quadro, outra é uma obra.

Quanto a Sokal: o seu papel é mais o de um Torquemada que de um Molière, quanto ao episódio do burro é molièresco, sim, mas só na aparência, pois não chega a ser &quot;episódio&quot;; pelo seguinte: 
quando aqui falei no pintor Cy Twombly - http://5dias.net/2008/11/08/cy-twombly-um-gigante-da-montanha/
tive de ler das boas sobre aquela pintura de &quot;infantário&quot; e de &quot;manicómio&quot;.
Passa por esse post e pelos seus mais de trinta comentários, se me fizeres esse favor. Depois continuamos. Porque eu não sou (não quero ser, nem tais entidades precisam de mim para nada) &quot;advogado&quot; nem da arte contemporânea nem de Lacan.

Quanto ao facto de saber se a notação matemática adianta ou não alguma coisa aos argumentos de Lacan e outros, pedi num comentário ao post do Luís por ti citado, que me falassem primeiro de Lacan e depois, sim, poderiam (poderíamos) concluir para que serve ali a matemática. E, além disso, que matemática é aquela.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Pedro,<br />
Eu até já estava admirado da coisa estar a ficar só pelos usos peculiares da matemática por Lacan (e Deleuze, etc), e não estar a passar para a arte contemporânea, campo propício para todas as brincadeiras.<br />
Duas noções para já: uma coisa é um quadro, outra é uma obra.</p>
<p>Quanto a Sokal: o seu papel é mais o de um Torquemada que de um Molière, quanto ao episódio do burro é molièresco, sim, mas só na aparência, pois não chega a ser &#8220;episódio&#8221;; pelo seguinte:<br />
quando aqui falei no pintor Cy Twombly &#8211; <a href="http://5dias.net/2008/11/08/cy-twombly-um-gigante-da-montanha/" rel="nofollow">http://5dias.net/2008/11/08/cy-twombly-um-gigante-da-montanha/</a><br />
tive de ler das boas sobre aquela pintura de &#8220;infantário&#8221; e de &#8220;manicómio&#8221;.<br />
Passa por esse post e pelos seus mais de trinta comentários, se me fizeres esse favor. Depois continuamos. Porque eu não sou (não quero ser, nem tais entidades precisam de mim para nada) &#8220;advogado&#8221; nem da arte contemporânea nem de Lacan.</p>
<p>Quanto ao facto de saber se a notação matemática adianta ou não alguma coisa aos argumentos de Lacan e outros, pedi num comentário ao post do Luís por ti citado, que me falassem primeiro de Lacan e depois, sim, poderiam (poderíamos) concluir para que serve ali a matemática. E, além disso, que matemática é aquela.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>

