«Jugulai» a senhora ministra!


Sei que muitos professores nos lêem. Ainda não temos os leitores do «Umbigo», mas lá chegaremos.
É para eles este texto.
Com todo o respeito, chegou a hora de «decapitar» a senhora ministra. «Jugulai-a» de vez! É agora ou nunca. Mesmo que hoje em dia já não seja ministra de nada, que simbolicamente tenha morrido há muito, a carcaça do simbólico cadáver, com o devido respeito, continua por aí. Envergonhada. Escondida. Inexistente. Fantasmagórica. Mas continua por aí.
É preciso, pois, dar a estocada final.
Chega de humilhações públicas. Chega de maus-tratos constantes. Chega de todo um programa que só visou partir a espinha da classe docente.
Não partiu, reforçou-a. Conseguindo transformar pequenas reuniões de professores em mega-manifestações de 25 mil pessoas. De 100 mil. De 120 mil. Conseguindo adesões de 90% a greves habitualmente pouco concorridas. Conseguindo unir uma classe tradicionalmente pouco activa.
Afinal, o que é que está em questão? Sinceramente, já não interessa. Foram anos a ouvir que «quando se dá uma bolacha a um rato, ele a seguir quer um copo de leite!» (Jorge Pedreira, Auditório da Estalagem do Sado, 16/11/2008); que «vocês [deputados do PS] estão a dar ouvidos a esses professorzecos» (Valter Lemos, Assembleia da República, 24/01/2008); que «caso haja grande número de professores a abandonar o ensino, sempre se poderiam recrutar novos no Brasil» (Jorge Pedreira, Novembro/2008); que “admito que perdi os professores, mas ganhei a opinião pública” (Maria de Lurdes Rodrigues, Junho/2006); que
«[os professores são] arruaceiros, covardes, são como o esparguete (depois de esticados, partem), só são valentes quando estão em grupo!» (Margarida Moreira – DREN, Viana do Castelo, 28/11/2008).
No que me diz respeito, estou completamente à vontade. Na blogosfera em geral, no meu blogue e no «5 Dias», já disse o que tinha a dizer sobre a senhora ministra, já fiz as críticas e já propus as alternativas. Percebo mais destas coisas do que a senhora ministra, que, à excepção dos anos em que fez o Curso do Magistério para poder ser professora primária com o 9.º ano, nunca entrou numa sala de aulas. Nunca teve trinta miúdos problemáticos à sua frente. Nunca se viu entregue à sua própria sorte. Nunca foi insultada olhos nos olhos.
A senhora ministra não aguentava uma semana.
Por isso é que digo que, chegados a este ponto, nada interessa. Mil propostas pode a senhora ministra fazer e mil propostas os professores recusarão. Pode a senhora ministra cobrir-se de ouro que os professores irão ver não mais do que latão.
É a guerra. A guerra total. E, por mais que digam, não há maneira de salvar a face das duas partes. Não há. Ou os professores ou a senhora ministra.
Quanto aos professores, nada têm a perder. Após uma campanha de intoxicação da opinião pública de quatro longos anos, os portugueses continuam a confiar muito mais nos professores (42%) do que nos políticos (7%). E os alunos confiam nos seus professores. É o que interessa. Podem ameaçar com processos disciplinares e com tudo o que quiserem – todos sabem que a lei nada prevê para quem não entregar os objectivos individuais.
Mas se os professores não têm nada a perder, já os senhores da governação estão aflitos. Há eleições daqui a cinco meses e aquela gente, que nunca fez mais nada na vida, não sabe viver sem o poder. Adoece. Definha. Morre.
O exemplo vem de cima e a melhor escola pública do país, a Infanta D. Maria, de Coimbra, voltou a reunir e voltou a decidir que o processo de avaliação vai continuar suspenso. As 458 escolas e agrupamentos que já tinham decidido a suspensão da avaliação irão certamente reafirmar a sua posição. Irão certamente manter a suspensão.
E no Sábado, na reunião dos Presidentes dos Conselhos Executivos, estou em crer que vai sair uma nova posição de força. De muita força. A demissão em bloco se necessário for. E os professores, acredito, sairão em socorro dos seus Presidentes.
Chegou a altura de acabar com isto de uma vez por todas. Antes que os alunos saiam prejudicados. Antes que isto se torne completamente ingovernável.
Os próximos dez dias serão decisivos. Os professores vencerão se não se amedrontarem. Se continuarem unidos. «Há momentos em que a única solução é desobedecer», disse em Abril de 74 aquele que nunca quis cargos. Nem poder. Nem dinheiro. E que pagou por isso. Sigam o seu exemplo.

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48 respostas a «Jugulai» a senhora ministra!

  1. Nuno Pissarra diz:

    Quem tudo quer tudo perde. Os alunos não perdem nada, porque hoje em dia, tal como os alunos não aprendem os professores (na sua maioria) não sabem ensinar. Se não for em casa ou com explicações, os alunos não vão lá. É disto que os professores têm receio. Que se perceba o nível da coisa… O resto é conversa.

  2. manuela diz:

    Enquanto algumas escolas ainda estão a tomar posição, outras já começaram a ‘confirmar os votos’.

    Sempre que a D. Lurdes ou o Pedreira abrem a boca, mais uma dúzia de escolas aprovam a suspensão. Com inimigos destes, os amigos bem podem resguardar-se para melhor oportunidade.

    Será que aquela gente não pára com os tiros nos pés? É que nem se acredita que não haja na 5 de Outubro alguém, um único, vá lá, com sensibilidade à dor.

  3. GL diz:

    A confusão é tanta que nesta contenda já não se sabe quem é que levou a estocada.

  4. filinto diz:

    Sou jornalista, nunca tive trinta miúdos problemáticos à minha frente, será que posso escrever sobre educação?

  5. Ricardo Santos Pinto diz:

    Toda a gente pode. Eu também posso escrever sobre jornalismo.
    Mas a um ministro da Educação, pede-se que conheça minimamente a realidade das escolas. Ora, sem lá pôr os pés, antes e durante a passagem pelo Ministério, é um bocado difícil.

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  7. O problema, meu caro, é que os professores já atiram a tudo o que mexe:
    progressão por mérito? Jugulai a ministra!
    carreira em categorias? Julgulai a ministra!
    avaliação do desempenho? Jugulai a ministra!
    disponibilidade para o trabalho durante as horitas que passam na escola? Jugulai a ministra se não considerar as aulas de substituição como trabalho suplementar!
    Quando a ministra ainda se lembrar que os professores terão de estar na escola mesmo nas férias lectivas… Jugulai a ministra!!!

  8. manuela diz:

    Mas a um ministro da Educação, pede-se que conheça minimamente a realidade das escolas.

    Ricardo, e tu achas que isso interessa? Já viste a caricatura final proposta pela D. Lurdes? Avaliação sobre tudo, dentro e fora das escolas, menos sobre a docência.

    Este modelo tanto se pode aplicar a um professor como a um bancário, salvo ligeiras diferenças de meio. Podes ser alegremente classificado de muito bom ou excelente e continuares um péssimo professor a transmitir conhecimentos, que ninguém se aperceberá nunca disso.

    • Ricardo Santos Pinto diz:

      Tens toda a razão, Manuela. Este modelo «simplex» ainda consegue ser pior do que o original, porque a componente científico-pedagógica simplesmente não é avaliada.
      Felizmente que não vai haver qualquer avaliação.

      Sejeiro Velho, quando se vê o tipo de medidas que foram tomadas, tem de se chegar à conclusão que nem percebe nada do assunto nem está rodeada de quem perceba. Só um pequeno exemplo: as aulas de substituição. Lembrou-se e lesgislou acerca das aulas de substituição em Outubro. O ano começara em Setembro. Ela não disse: no próximo ano vão começar as aulas de substituição. Disse: as aulas de substituição vão começar já. Os horários dos professores e das turmas tiveram de ser completamente alterados, foi o caos completo. Tive 5 horários diferentes nesse ano e estava sempre a mudar. Isto é de quem não conhece como funciona uma escola. Ou legislava em Agosto, antes de se fazerem os horários; ou então, só no ano lectivo seguinte e deixava o resto do ano para as escolas se prepararem. Isto é um exemplo mesmo muito pequenino.

      Bernardo, meu caro. No que me diz respeito, são mais as atitudes, o discurso, a humilhação constante, do que as medidas em si. Os princípios de partida (necessidade de avaliar os professores e de pôr uma certa ordem nas escolas) eram bons, a prática é que os estragou. O exemplo que deixei ao Sejeiro Velho mostra bem a falta de respeito para com as escolas.
      Se a ministra quisesse ter deixado um bom legado às escola,s ter-lhes-ia dado os instrumentos para a sua autonomia quase total. O Ministério devia intervir o mínimo possível. Autonomia máxima para as escolas, até, se calhar, na colocação de professores. Mas tem sido tudo ao contrário. Agora, vai passar a ser o Governo a nomear um Director por cada escola, quando antes era a comunidade educativa que escolhia o seu Conselho Executivo.

  9. Sejeiro Velho diz:

    R.S.P. e filinto
    É tão absurda a idéia de que a Ministra da Educação deva ser uma professora, como o das Obras Públicas dever ser um eng. civil, o da Saúde ser um médico, o da Justiça ser um magistrado, etc. O lugar de Ministro/a é um lugar político, não técnico. A acessorar tecnicamente a Ministra da Educação, estão professores experientes, pedagogos, psicólogos, sociólogos, economistas, etc.

  10. Luis Moreira diz:

    Não há razão nenhuma para o ministro da Educação ser um professor.Tambem pode ser mas não é obrigatório.Veja a actual ministra da saúde.Médica de mãos atadas enquanto ministra.E é uma óptima pediatra.

  11. filinto diz:

    Caro Ricardo,
    não tenho opinião formada sobre o assunto, nem conhecimentos, nem dados, nem…
    Queria apenas apontar um argumento perigoso, desculpa se desviei a conversa.

  12. Nuno Oliveira diz:

    O meu apoio à vossa luta é total, é altura de provar a esta “classe” política que tem de respeitar e ouvir aquele que é o sector mais importante de uma sociedade: o ensino e os seus intervenientes. Agora não vale negociar em termos ambíguos, nem tão pouco desistir da luta, agora que se aproxima do fim: peço-vos isso como pai, como ex-aluno (e grande orgulho tenho de TODOS os meus professores, alguns menos bons é certo, mas que fizeram de mim o homem que hoje sou, e a quem estou eternamente grato) e como cidadão de uma pátria entregue a um bando de gente mentalmente débil, e que precisa de entender de uma vez por todas, que com assuntos sérios, e com a vida das pessoas, não se brinca.
    Força, Não desistam!

  13. manuela diz:

    E este ano o caos com os horários foi o mesmo. Agora sai uma alteração, amanhã outra, toca a remexer tudo de alto a baixo. E uma equipa ministerial tem pelo menos que saber que, ao puxar por um, provoca o efeito de dominó sobre os outros todos.

    E ainda não acabou. Se este absurdo de avaliação fosse para diante, nova reviravolta e desta vez bem mais funda, provocada pela alteração dos horários dos avaliadores. Nenhuma escola conseguiu até hoje conciliar as horas dos avaliadores e avaliandos para que a assistência às aulas pudesse efectuar-se. Por isso tornaram essa componente facultativa, já viram que é impraticável, mas o ónus fica sempre com os avaliados.

    É uma desonestidade de processos que nunca observei em mais governante nenhum ao longo dos anos. Por isso, e não pelo resto, perderam o respeito da quase totalidade dos professores. O Adriano Moreira chama-lhe eufemisticamente ‘quebra de confiança’. Mas não é, é quebra de respeito mesmo pelos golpes de baixa política que utilizam. E logo com uma classe normalmente pouca dada a contestações radicais.

  14. Adolfo Contreiras diz:

    Foda-se, o cinco dias parece o Hamas.

  15. Adolfo Contreiras diz:

    Outra vez. Foda-se o cinco dias parece filho dilecto do Hamas.

  16. M. Abrantes diz:

    Se tudo me correr bem não vou ficar no sistema de ensino por muito mais tempo. Estou cansado de ver o ensino prostituido. Nada disto é sério. Por mim, bem que podem ir ao Botafogo buscar brasileiros.

  17. Carlos Fonseca diz:

    Rodrigo,

    Estou indefectivelmente com os professores.
    Tenho, porém, uma dúvida: antes de ser ministra, o que fazia a D.Lurdes profissionalmente?
    De facto, julgo que a pergunta é pertinente: se um bom médico não é infalivelmente um ministro da saúde competente, se a um óptimo advogado não corresponde um ministro da justiça de qualidade, se um general de excelente desempenho militar não se revela um ministro da defesa eficaz, e por aí adiante, então qual é a bitola por que devemos usar para avaliar a D. Lurdes. O que é que a senhora fazia antes de ser ministra?
    Alguém responde, com a indicação da carreira, trabalhos, resultados e méritos efectivos que a levaram a ser seleccionada pelo Eng.º – a ordem dos engenheiros ainda me processa – Eng.º, dizia eu, Sócrates de nome, que não de carácter.

  18. GL diz:

    “Se tudo me correr bem não vou ficar no sistema de ensino por muito mais tempo.”

    Entretanto se tudo correr-lhe mal, os alunos têm de continuar a levar consigo. Pobres diabos.

    “Por mim, bem que podem ir ao Botafogo buscar brasileiros.”

    Ao Botafogo? O que tem contra o bairro do Flamengo?

  19. GL diz:

    “O que é que a senhora fazia antes de ser ministra?
    Alguém responde, com a indicação da carreira, trabalhos, resultados e méritos efectivos que a levaram a ser seleccionada pelo Eng.º – a ordem dos engenheiros ainda me processa – Eng.º, dizia eu, Sócrates de nome, que não de carácter.”

    Pergunte à PIDE.

  20. j diz:

    «Mas a um ministro da Educação, pede-se que conheça minimamente a realidade das escolas…»

    Talvez esta opinião se deva aplicar também ao prof. Mário Nogueira que já não dá aulas há muitos, muitos, mas mesmo muitos anos.

  21. Patricia Costa diz:

    Descobri agora ao fim de 35 anos de Democracia que a regulamentação em matéria de disciplina só se aplica aos funcionários públicos que não são professores.Esses estão acima da lei e gozem de impunidade geral.Ouvi o Sr.Nogueira na RTP a aconselhar os Srs.professores a não cumprir a legislação emanada do Governo,porque se não cumprirem não lhes acontece nada.Estranho conceito de Democracia tem este sindicalista,talvez fosse bom o ME transferi-lo para a Madeira podia ser que lá tivesse um bom futuro politico.

  22. ... ZÉ DO POVO ... diz:

    Os dentistas já cá estão com boas provas profissionais, chefes de churrascarias também estão aprovados, jogadores de futebol upa upa, por quê não professores?

  23. Dalila Silva diz:

    Os portugueses estão profundamente preocupados com a situação económica e com as consequencias para o próximo ano de uma recessão a nivel global,que nunca houve nenhuma igual,e ainda ontem o presidente eleito dos EUA disse que é preciso actuar já,e mesmo assim esta situação tem tendencia para durar vários anos.No nosso País todos os dias fecham empresas e deixam trabalhadores á porta das fábricas,o desemprego neste momento é a ameaça mais grave dos portugueses.Os Srs.professores até agora ainda não disseram uma palavra sobre a forma como podem contribuir para minimizar os efeitos da situação actual,sobretudo em relação aquelas pessoas que já se encontram em situações muito dificeis.As sondagens que há uns meses largos consideravam os professores uma das profissões mais apreciadas pela opinião pública não duram sempre.Neste momento já há muitas pessoas que mudam de canal quando nos noticiários aparecem os representantes de uma classe que considera que as suas promoções,avaliações,carreiras,diz que disse com a ministra e assessores,é o problema mais importante da sociedade portuguesa.Começamos a estar todos fartos das vossas guerras,tem emprego certo,ordenados muito razoáveis pagos com os nossos impostos,façam alguma coisa de útil pela sociedade em que vivem.Nem os mineiros,os trabalhadores da recolha do lixo,fazem ou fizeram as tristes figuras dos professores nas vossas manifestações.

  24. manuela diz:

    os Srs.professores a não cumprir a legislação emanada do Governo

    E que lei é essa que os srs professores não cumprem?

  25. manuela diz:

    Os Srs.professores até agora ainda não disseram uma palavra sobre a forma como podem contribuir para minimizar os efeitos da situação actual

    Boa! Também ainda não ouvi uma palavra dos médicos, dos magistrados, dos secretários e secretárias, dos empregados de balcão, dos polícias, dos veterinários, etc.

    E vendo bem, porque haveria de ouvir? Que tem uma coisa a ver com outra?

  26. Ricardo Santos Pinto diz:

    Ó Gilson (GL), pergunte à PIDE??? Agora só falta dizeres que a senhora foi uma lutadora pela liberdade.
    O que é que andou a fazer nos últimos 20 anos? Para além de uma curta experiência como professora primária, para poder dar aulas com o 9.º ano (Magistério Primário), durante a qual dizia que os professores não deviam ser avaliados, andou a fazer estudos e relatórios, estudos e relatórios. Muita teoria, muita teoria, mas prática nenhuma. Trabalhar a sério, infelizmente, nada.

    J, é verdade que o Mário Nogueira não dá aulas há muitos anos. Mas conhece bem a realidade das escolas. Pertence a uma escola e todos os dias está nas escolas para se reunir com os professores. Sabe bem o que é o dia-a-dia de uma escola, não aparece lá a medo e com escolta.

    Patrícia, lei? Qual lei? O ECD? O primeiro DR? O segundo DR simplex? É que a confusão já é tanta que ninguém percebe. E umas leis anulam-se às outras, e uns princípios anulam os outros! Seja como for, «há momentos em que a única solução é desobedecer», dizia o nosso Salgueiro Maia. Quanto ao facto de nenhuma dessas leis prever sanções para quem não quiser ser avaliado, a culpa, há-de convir, não é dos professores, mas de quem fez a lei. quem não for avaliado não progride na carreira – o Governo até devia ficar todo contente.

    Dalila, os professores é que têm de saber como é que se resolve a crise económica? Os professores não são políticos. Eles que a resolvam, que é para isso que são pagos. Não sei qual é a sua profissão, mas já contribuiu para a resolução da crise económica?

  27. GL diz:

    “Ó Gilson (GL), pergunte à PIDE??? Agora só falta dizeres que a senhora foi uma lutadora pela liberdade.”

    Trazer para o debate os detalhes do percurso profissional da Ministra não acrescenta nada. O que é que interessa o que ela fez ou deixou de fazer? Interessa é o que está em discussão. Isso é uma técnica fascista de debater. É puro fascismo. Imagine se o governo fosse escrutinar a vida do Mário Nogueira.

    Mas eu percebo, isso é desespero e falta de argumentos. Quando acontece isso, toca a agir como a PIDE. É mais fácil.

    • Ricardo Santos Pinto diz:

      Ó Gilson, não fui eu que falei no percurso profissional dela. Nem fui eu que falei da PIDE. Foste tu. Só te respondi.

  28. GL diz:

    Eu sei, Ricardo. Fica a resposta para o Carlos Fonseca (Data: 8 de Janeiro de 2009, 18:11).

  29. Martins de Oliveira diz:

    “…façam alguma coisa de útil pela sociedade em que vivem.” Em resposta a este comentário pergunto, quem é que ensinou esta senhora a ler, a escrever, a ser um “ser socialmente responsável”. Para comentários destes, mais valia nunca lhe terem ensinado a escrever.

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  33. anónimo diz:

    “Antes que os alunos saiam prejudicados.”???
    Os alunos já estão a sair prejudicados há muito tempo!

  34. Ricardo Ferreira diz:

    Infelizmente considero que a saída da ministra é uma prioridade pública.
    Digo infelizmente porque não sou adepto de soluções que humilhem publicamente pessoas que exercem cargos políticos de relevo.
    Digo-o também porque a sua saída irá ser interpretada como o resultado da “força da rua” com o que tudo isso implica…
    Mas se assim acontecer será o resultado de uma política cega que procurou soluções sem diálogo e isso é tudo menos democrático.
    Espero que muito em breve se possa lançar um debate nacional que permita compreender que a educação não pode ser partidariamente tutelada, tem de haver algo como um pacto de regime que a ponha a salvo de “pequenos interesses”…

  35. Carlos Fonseca, diz:

    Ricardo,

    Apenas hoje acedi ao 5 dias e vi a resposta à minha intervenção, por parte de um tal GL (Grande Labrego?).
    Eu lancei a interrogação sobre o desempenho, mérito e carreira profissional da ministra. Não sobre o uso das liberdades de expressão, da opinião e incondicionável, correcto e responsável dos direitos da cidadania, ainda que sob pontos de vista contraditórios.
    A PIDE, e algum dos seus dirigentes ou elementos, serviram para me vigiar, perseguir e castigar.
    A relação do GL com a PIDE, pelos vistos, é muito distinta da minha. Veja-se a naturalidade e o automatismo da sugestão do citado. Ele, segundo se pode inferir, conhece os interlocutores a quem questionar. Eu nunca fui, nem nunca irei, por esse caminho.
    Os PIDE’s querem-se uns com os outros, e eu sempre fui adversário deles!!!
    É tudo o que tenho a comunicar sobre o assunto – a seguir a esta mensagem deixo o GL na lixeira que é o seu ‘habitat’ natural. Vai apodrecendo, no atoleiro, ao ritmo dos valores e referências em que chapinha com gáudio e satisfação. Coitado!

  36. GL diz:

    Mas que perda de tempo. Não percebem que a Ministra NÃO vai sair, até um dia antes da tomada de posse do governo da próxima legislatura???

  37. GL diz:

    “Os PIDE’s querem-se uns com os outros, e eu sempre fui adversário deles!!!”

    Mas queria escrutinar o passado profissional da Ministra. O seu caso é patológico. Você já nasceu PIDE, Carlos Fonseca, esse é o seu problema.

  38. ze manel diz:

    O seu comentário só prova que os professores já perderam.
    O senhor não devia escrever sobre nada , falta-lhe o jeito e o bom senso.
    Provavelmente vai medir o seu sucesso pelo numero de respostas.Erro.
    Só espero que não seja seja professor.
    Estes já têm problemas em explicar como exigem tanta coisa sem terem qualidade nenhuma e serem parte da causa de um ensino mediocre.
    Só eles é que não compreendem que tambem fazem parte do problema.

  39. Ricardo Santos Pinto diz:

    «O senhor não devia escrever sobre nada , falta-lhe o jeito.»

    É vossa senhoria que escreve bem…

  40. Joaquim Bernardo diz:

    Vocês estão a dicutir o que nem tem discussão, porque esta avaliação partiu desde o início de pressupostos errados, logo não exixte discussão nem “remendos” de última hora; é hora de nos mentalizarmos e estarmos unidos nesta luta, de forma ordeira, séria, e acima de tudo “inflexiveis” perante esta avaliação (relembro, nós não somos contra a avaliação)… Pensem um bocadinho e não exponham a classe ao ridículo, porque foi isso que a ministra fez perante o senso comum e vai reforçar se não nos unirmos de forma séria… Nós somos PEDAGOGOS, deixem os comontários jucosos para a geração rasca… e no dia 19 demonstremos a nossa força: GREVE.

  41. Fátima Inácio Gomes diz:

    Há muito que clamo pelo mesmo. Não posso deixar de manifestar aqui o meu respeito pela lucidez e verdade visíveis no texto.
    É uma constatação tão evidente, que só o espesso nevoeiro do medo e dos interesses pequenos pode ocultar.
    Um abraço

  42. TODAS ESTAS FRASES SÃO MUITO GRAVES. NUM REGIME POLITICO DECENTE TODOS ESSES INDIVIDUOS: MINISTRA DA EDUCAÇÃO, SECRETÁRIOS DE ESTADO, DIRECTORA DA DREN ETC. SERIAM IMEDIATAMENTE E LIMINARMENTE SÓ POR DIZEREM UM DÉCIMO DAS ASNEIRAS QUE DIZEM, MAS PORTUGAL NÃO TEM UM REGIME POLITICO EM CONDIÇÕES.
    ACRESCENTO OUTRA FRASE DO MINISTRO DAS FINANÇAS TEIXEIRA DOS SANTOS SOBRE OS PROFESSORES:
    ESTAS REFORMAS TEM QUE IR PARA A FRENTE “PORQUE NÃO HÁ DINHEIRO PARA LHES PAGAR”.
    MAS EXISTE DINHEIRO PARA TGVs, AEOROPORTOS, ROTUNDAS E OS FUNDOS ESPECULATIVOS DO BANCO BPP.
    ESTE PAÍS JÁ DEIXOU DE EXISTIR, SÓ QUE ALGUNS DE NÓS AINDA NÃO NOS APRECEBEMOS.

  43. TODAS ESTAS FRASES SÃO MUITO GRAVES. NUM REGIME POLITICO DECENTE TODOS ESSES INDIVIDUOS: MINISTRA DA EDUCAÇÃO, SECRETÁRIOS DE ESTADO, DIRECTORA DA DREN ETC. SERIAM IMEDIATAMENTE E LIMINARMENTE DEMITIDOS SÓ POR DIZEREM UM DÉCIMO DAS ASNEIRAS QUE DIZEM, MAS PORTUGAL NÃO TEM UM REGIME POLITICO EM CONDIÇÕES.
    ACRESCENTO OUTRA FRASE DO MINISTRO DAS FINANÇAS TEIXEIRA DOS SANTOS SOBRE OS PROFESSORES:
    ESTAS REFORMAS TEM QUE IR PARA A FRENTE “PORQUE NÃO HÁ DINHEIRO PARA LHES PAGAR”.
    MAS EXISTE DINHEIRO PARA TGVs, AEOROPORTOS, ROTUNDAS E OS FUNDOS ESPECULATIVOS DO BANCO BPP.
    ESTE PAÍS JÁ DEIXOU DE EXISTIR, SÓ QUE ALGUNS DE NÓS AINDA NÃO NOS APRECEBEMOS.

  44. Filipe diz:

    É lamentável. Realmente vivemos num país que se caracteriza pela inveja. Não sou professor mas sou cidadão atento que se fartou de ser governado por pessoas arrogantes, inúteis e incompetentes. Temos um prazer sádico quando ouvimos dizer mal de um grupo profissional que não é o nosso, provavelmente porque gostaríamos que fosse. Complexo? Eu pessoalmente quando sei que alguém tem privilégios sinto vontade de lutar para também os ter. Provavelmente esta é a diferença que justifica o nosso deficit de desenvolvimento económico, social e humano. Como somos invejosos não queremos chegar lá queremos sim que os outros venham para cá. Não acham que assim é fácil nos governarem mesmo que muito mal? Gastamos energias uns contra os outros e, pelos vistos, ficamos cansados. Já verificaram por onde andam os antigos ex ministros dos partidos da alternância? Algum de vocês se preocupou com isso? Se calhar é altura de crescermos enquanto povo e aumentarmos o nível de exigência em relação a quem nos governa.

  45. Filipe diz:

    É lamentável. Realmente vivemos num país que se caracteriza pela inveja. Não sou professor mas sou cidadão atento que se fartou de ser governado por pessoas arrogantes, inúteis e incompetentes. Temos um prazer sádico quando ouvimos dizer mal de um grupo profissional que não é o nosso, provavelmente porque gostaríamos que fosse. Complexo? Eu pessoalmente quando sei que alguém tem privilégios sinto vontade de lutar para também os ter. Provavelmente esta é a diferença que justifica o nosso deficit de desenvolvimento económico, social e humano. Como somos invejosos não queremos chegar lá queremos sim que os outros venham para cá. Não acham que assim é fácil nos governarem mesmo que muito mal? Gastamos energias uns contra os outros e, pelos vistos, ficamos cansados. Já verificaram por onde andam os antigos ex ministros dos partidos da alternância? Algum de vocês se preocupou com isso? Se calhar é altura de crescermos enquanto povo e aumentarmos o nível de exigência em relação a quem nos governa…

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