O mínimo dos mínimos

cpml2

Qual é o mínimo [de coordenação] que se pode exigir a duas empresas de transporte urbano ferroviário a operar em Lisboa, fortemente subsidiadas pelo erário público?

Não é que coordenem a sua prestação de serviços, em frequência e horário.

Nem é que coordenem a construção da sua infraestrutura para melhor servir o transporte (note-se a situação em Roma Areeiro ou linha vermelha em si).

Também não é, por muito fácil que seja, que já que usam cartões de transporte com o mesmo nome e cor, que os façam inter-compatíveis. (ver “zapping” e comentários aqui)

Nem sequer é, por mais que mais que fácil que seja, apresentarem nos seus mapas da rede, de forma visível, as linhas operadas uma pela outra.

O mínimo dos  mínimos que se pode exigir a duas empresas de transportes público urbano ferroviário cujos prejuízos são suportados pelo erário público é que dêem às estações que partilham o mesmo nome!

Não há por aí uma Autoridade Metropolitana que trate disso?

metro

Para que conste:

A Metro de Lisboa chama Jardim Zoológico à estação que a CP chama Sete Rios.

A Metro de Lisboa chama Restauradores à estação que a CP chama Rossio.

A Metro de Lisboa chama Rossio a outra estação.

A Metro de Lisboa chama Olaias à sua estação junto à estação Chelas da CP.

A Metro de Lisboa chama Chelas a outra estação.

A Metro de Lisboa chama Areeiro à estação junto à que a CP chama Roma-Areeiro.

A linha vermelha do Metro serve principalmente para ligar o Oriente à Alameda. Aquando da sua construção, o Oriente já estava ligado por 3 linhas ferroviárias (da CP) ao centro da cidade. Dessas, uma passa na estação de metro das Olaias e a outra na estação de metro do Areeiro, vizinhas muito próximas da Alameda. (A outra ligava comboios de carga ao porto de Lisboa e a Santa Apolónia, passado pelo Cais de Cruzeiros do Beato, e está a ser desmantelada não sei bem porquê).

Adenda:  Horário em hora de ponta da linha da CP Oriente-Entrecampos, em seguimento com a conversa com o comentador Fado Alexandrino. Comboios de 10 em 10 minutos, uma frequência semelhante à do Metro, como disse. Horário extraído daqui.

horaponta

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

31 respostas a O mínimo dos mínimos

  1. Manuel da Mata diz:

    Que sirvam bem os utentes, “tout court”.

  2. João Branco diz:

    Tem razão Manuel da Mata, e também,já que são subsidiadas com o dinheiro de todos (e não só dos utentes), que façam para atrair mais utentes e melhorar a qualidade de vida na cidade, fomentar o turismo, etc.

    O que quero dizer neste post é que, porque recebe subsídios, a Metro de Lisboa não pode comportar-se como se a CP fosse um mero concorrente, não pode fazer linhas concorrentes para lhe roubar clientes, e não deve esconder informação de alternativas de transporte para ganhar vantagem no mercado.

    Falo com muitas pessoas que, para fazerem Oriente-JardimZoológico, se servem de 3 linhas de metro (45 minutos de percurso) por não saberem que há uma linha da CP que demora 10 minutos e tem comboios com frequência comparável à do metro nas horas de ponta. Lisboetas! Nem imagino os turistas “oh dear we would so much like to take the train to sintra in sete rios, but there is no metro line to get there”

    Como não encontro justificação nenhuma para este fenómeno das costas voltadas, só posso concluir que se trata do “cada um por si” do mercado ou questões de egos nas chefias.

    Enfim, as empresas de transportes públicos subsidiados têm o dever de servir bem os lisboetas, visitantes, e o país. “tout court”. Não só os seus utentes.

    Ah mas estávamos a falar do mínimo dos mínimos não era? Em planeamento de mobilidade e urbanístico em Portugal, até expectativas baixas já são demais.

  3. Pingback: Coisas que de tão absurdas se tornaram normais « BLASFÉMIAS

  4. utente da CP e do ML diz:

    O João Branco demonstrou com este post que não utiliza os transportes públicos. As estações a que se refere são distintas e existem razões geográficas para terem os nomes que têm.

  5. Sinceramente o Metro é que está mal. Por várias razões.

    O Metro teve uma estação chamada Sete Rios durante mais de 30 anos Sete rios. A estação mudou de nome para Jardim Zoológico após as obras de renovação que a ligaram à estação Cp de Sete Rios!

    O nome da estação CP de chelas está bem posto, pois a mesma fica em pleno vale de … Chelas. O Metro optou pelo nome Olaias na zona que na realidade se chama Picheleira,. Olaias é um nome inventado pelo empreiteiro Fernando Martins, para vender uma Taveirada de má qualidade como um empreendimento de luxo. Não existe qualquer ligação entre as duas estações pois estão a uma distância de 700 metros uma da outra.

    No caso da estação Roma-Areeiro, a mesma chamou-se sempre Areeiro. A alteração do nome ocorre após obras de remodelação que alteraram a sua localização inicial para uma zona mais próxima da avenida de roma, que passou a ter um acessso directo à estação. Não existe acesso directo da estação metro do areeiro à estação CP de Roma-Areeiro.

    A metro tem uma estação chamada Rossio, que na realidade fica na praça da figueira.

    A linha de metro vermelha foi uma inutilidade cara. Apenas o troço que está em construção entre a Alameda e São Sebastião é que tem utilidade. Maior escândalo é a ligação Oriente-Aeroporto, verdadeira arte de queimar dinheiro dos nossos impostos, quando na realidade o que era necessário era uma ligação à superpovoada Sacavém.

  6. Luis Moreira diz:

    Luis, a ligação escandalosa Oriente-Aeroporto mostra bem qual vai ser o fim daqueles terrenos quando o aeroporto se mudar para Alcochete. Espaço verde como nos andam a vender? Nem pensar! Mais um um monte de betão com gente lá dentro!

  7. Linha de cintura da CP: a quinta linha do Metro em Lisboa, com duas ramificações: uma na “linha da ponte”, com a recuperação do apeadeiro da Quinta do Jacinto, logo a seguir à saída da 25 de Abril, e outra com início em Alcântara.
    http://cidadanialx.blogspot.com/2009/01/quinta-linha-do-metro.html

    [editado por João Branco]: Nuno, esse artigo já está citado no post original. Foi uma conversa com o Miguel que inspirou a escrevê-lo.

  8. Nuno diz:

    Lisboa também precisava de um Andante para todos os transportes para além do reforço desta complementaridade.

  9. Pingback: Nomes das estações da cp e do metro | Cidadania Queluz

  10. GL diz:

    Porquê “A” Metro?

  11. Eu não posso acreditar no que estou a ler!!!!
    João, tu perguntas por uma autoridade!?
    No fundo, reconheces que o problema das empresas de transportes públicos em Lisboa é o seu excesso de autonomia e falta de acção concertada? É verdade, e por isso é preciso uma autoridade acima delas. Que emita os bilhetes, por exemplo. Que absurdo era, até ha poucos meses, bilhetes diferentes para autocarro e para metro, e que absurdo é serem diferentes para o comboio. Que absurdo é eu não poder andar dentro de Lisboa, na Linha de Cascais, com um bilhete de metro.

  12. m&m diz:

    só tem razão no caso de sete-rios; é a mesma estação, o mesmo interface. E o ridículo é que a estação de metro já se chamou sete-rios, não se percebe pq é que alteraram o nome. Quanto às restantes não tem razão nenhuma.

  13. há uma linha da CP que demora 10 minutos e tem comboios com frequência

    Não há.
    So tem comboios na hora de ponta.
    Luis Bonifácio esclarece o resto dos erros do post.
    No papel parece uma coisa quem anda lá é outra.

  14. filipa diz:

    Antes marquês de pombal não era “rotunda” e s. sebastião palhavã? Se mudaram o nome dessas estações n sei pq é que n se organizam.

  15. João Branco diz:

    Fado Alexandrino, isso é só vontade de implicar não é?

    é que a minha frase completa é há uma linha da CP que demora 10 minutos e tem comboios com frequência comparável à do metro nas horas de ponta

    Mas você decide citar só a primeira parte da frase. Não é forma de debater.

    Por outro lado, o Luís Bonifácio não “esclarece os erros no post” porque não há erros no post. O Luís complementa-os com informação mais pormenorizada. E concorda comigo quando diz que a culpa é mais do ML do que da CP. Repare, o mapa que ilustra o artigo está publicado pela CP no seu site e em algumas estações, mas o ML não faz o mesmo.

    Filipe:
    Não sou contra uma autoridade que regule a concorrência entre empresas públicas e garanta a sua coordenação. O cidadão deve poder regular um serviço que paga. Se falarmos em autoridades que limitem as liberdades individuais, aí é outra coisa.
    Mas falamos nisso num post sobre o assunto, pode ser?

  16. Parece-me que o João Branco mistura ligeiramente dois problemas distintos: a falta de coordenação, com a confusão nas designações.

    No plano das designações, o caso dos Restauradores é o mais difícil, porque decorre das operações de divisão da antiga linha azul em duas linhas (as actuais verde e azul). Contudo, o problema decorre precisamente de um bom exercício de coordenação das linhas da CP e do metro, que levou à criação do interface. Alterar o nome da Estação da CP do Rossio (em cuja fachada, curiosamente, apenas se encontra gravada a expressão Estação Central) seria impensável, dado o carácter histórico e simbólico da nomenclatura. Por outro lado, a estação mais próxima para proceder ao interface era claramente os Restauradores que, localizando-se mesmo nos Restauradores não faria sentido chamar de Rossio. Criar um mega-interface entre os dois Rossios e o Restauradores também não faria sentido, uma vez que na estação seguinte (Baixa-Chiado) as linhas verde e azul cruzam, assegurando-se aí o interface dentro do metro (aliás, a intenção era mesmo a de dividir ali as linhas).
    Talvez o melhorzinho ainda fosse uma solução que passasse a chamar aos Restauradores “Rossio-Restauradores” e ao actual Rossio “Rossio-Praça da Figueira”. Na verdade, os autóctones safam-se. O problema principal é para os turistas e outros visitantes.
    Sendo certo que, o Rossio nem sequer se chama Rossio, é a Praça D. Pedro IV…

    No caso de Chelas, o problema de designação apontado face às Olaias é um falso problema: as estações referidas não estão em interface. Lógico teria sido assegurar, durante a construção da linha vermelha, que algum interface existisse entre o metro e a CP, para além do Oriente. Aí reside o verdadeiro problema da coordenação. O problema de designação também existe, mas é em relação à estação do Metro que se chama Chelas, que nada tem geograficamente a ver com a estação da CP. Não tenho sugestões em concreto para este caso, mas mudar algum dos nomes poderia fazer sentido (apesar de tudo, para estas bandas, infelizmente, o turismo não é muito, e os autóctones vão-se safando porque sabem para ondem querem ir…). Já quanto à designação da estação das Olaias, por muito artificial que possa ter sido a invenção do nome, como refere o Luís Bonifácio, o que é facto é que hoje, naquele local, é a designação que assegura uma melhor identificação da zona (para além de que o núcleo central da Picheleira é significativamente mais longe da estação de metro do que as urbanizações das Olaias).

    No caso de Roma-Areeiro, a designação está mesmo correcta: a estação da CP está hoje praticamente equidistante entre as duas estações do Metro, e está previsto que venha a ter ligação a ambas (hoje só tem a Roma, mas faz parte do pacote da remodelação da do Areeiro).

    O mais gritante disparate quanto às designações consiste no caso de Sete Rios/Jardim Zoológico. Como muito bem refere Luís Bonífácio, a estação do metro chamava-se Sete Rios e mudou de designação há uns anos, na mesma leva que alterou os nomes da Rotunda para Marquês de Pombal, Palhavã para Praça de Espanha e Socorro para Martim Moniz. Se nos últimos três casos as novas designações se aproximam um pouco mais das expressões mais correntes para identificar os lugares em causa (ou da toponímia oficial), sempre lamentei a perda das designações históricas e por vezes ainda me apanham a dizer “sais na Rotunda” (ao que se segue um olhar de pasmo de quem anda de metro há menos tempo do que eu). Apesar desta intervenção actualizadora das designações, não deixa de ser curioso que uma das mais recentes estações do Metro adopte uma designação que, tendo deixado de ser toponímia oficial no século XVIII, é seguramente a que melhor identifica o local: o Terreiro do Paço (ficamos, pois, com uma situação semelhante à do Rossio…).

    Em suma, o que pretendo dizer é que o nome da coisa se torna relativamente irrelevante, desde que não cause maior confusão (como é o caso com os “Rossios” ou com as “Chelas”). Em Londres não se encontra nenhuma estação para Trafalgar Square, que é dos pontos mais centrais da cidade, e a malta sabe que deve sair em Charing Cross ou Leicester Square. Se estiverem na dúvida, perguntam ou vão ao mapa. Garantir que há quem dê uma resposta correcta e que o mapa existe e é coerente com as necessidades de transporte é que acaba por ser o mais relevante. E aí sim poderá entrar a Autoridade Metropolitana….

  17. Não me lembro exactamente de qual era, mas não houve no século passado uma qualquer lei arcaica que definia que nenhuma estação de metropolitano poderia estar a menos de 200 m de uma estação do comboio (e vice-versa)? Coisas da concorrência da altura, que hoje tornam caríssimas as obras de ligação entre estes dois modos de transporte pesado…

  18. João Branco diz:

    Pedro Salgado Alves:

    Antes de mais, obrigado pelo comentário.

    Concedo que ponho muitos assuntos diferentes à baila. O objectivo era mesmo chamar à discussão e por-nos a falar sobre isto. No entanto, acho que o problema das designações é mas um sintoma da grave descoordenação entre os dois serviços.

    O ponto de partida desta ideia partiu exactamente do caso Jardim Zoológico-Sete Rios, que é o mais chocante, seguido do caso Rossio.
    No caso Roma-Areeiro, o problema a sério não é a designação mas sim a ausência de um interface (que deveria ser às duas estações). A mesma coisa para o caso Olaias-Chelas, e neste caso há a mesma agravante da ML ter decidido chamar Chelas a uma estação longe da da já existente da CP. Repare que no post deixo claro que, por exemplo, a estações Olaias(ML)-Chelas(CP) não são a mesma, mas estão próximo o suficiente para permitir a coordenação, caso houvesse vontade para isso.

  19. Antónimo diz:

    Não sei se ainda existe (funcionar nunca funcionou) mas no tempo do Durão barros criou-se uma autoridade metropolitana de transportes. Mal concebida, mal estruturada, mal hieraquizada, etc.
    Obviamente, quando me dizem que o Estado gere mal, e que por isso é melhor privatizar os serviços rio, à gargalhada. A gestão pública criminosa, com objectivos dúbios, não é condenada por quê?

  20. Fado Alexandrino, isso é só vontade de implicar não é?

    Não, não é.
    Primeiro esclareço que cheguei aqui porque Helena Matos o citou, não conhecia o blog.

    A ligação Estação do Oriente – Sintra na realidade não existe.
    Os comboios vêm de Alverca e destinam-se a Mira-Sintra-Meleças que embora o nome seja sugestivo não tem nada a ver com Sintra.

    A frequência é apenas nas horas de ponta da manhã e começam novamente pela tardinha. Ou seja entra as 09:30 e 16:30 não há comboios.
    Mesmo no seu melhor período a frequência é de meia em meia hora.
    No resto do dia esta família termina em Roma-Areeiro.
    Aliás a CP fora das horas de ponta coloca comboios de vinte em vinte minutos.

    A única qualidade que têm é serem limpos, confortáveis e andarem à tabela o que com este horários não parece difícil.

  21. João Branco diz:

    Fico mais descansado 🙂

    Olhe realmente fui enganado pela designação “Mira-Sintra-Meleças”. Nunca vou até tão longe de comboio. Normalmente apanho o comboio da CP para ir do Oriente até entrecampos e sete rios. À hora que apanho o comboio a frequência é de 1 comboio cada 10 minutos, comparável à do Metro. Incluí uma imagem ilustrativa no fim do artigo.

    Cumprimentos.

  22. Antónimo diz:

    No metro a hora de ponta prolonga-se, prolonga-se, e não é por isso que há metros mantêm o ritmo. Às 21h as estações continuam cheias de gente e um tipo farta-se de esperar. E, para lá do campo grande (Campo Grande-Odivelas), só lá para depois das 18h (devem ter alargado sem avisar pois dantes era até às 17h) nem todos os comboios funcionam.

  23. Muito obrigado.
    Para terminar e como um dos assuntos do seu post eram os turistas que queriam ir para Sintra da estação do Oriente e como já vi que afinal utiliza apenas alguns metros das várias linhas noto-lhe que um dos comboios que eventualmente apanha só é comum ao outro até à estação de Sete-Rios, aí um vai para a tal Meleças e o outro para Alcântara o que leva a frequência a ser melhor que aquela que eu indiquei.
    As frequências são as seguintes, sempre ao mesmo minuto da hora, em bold as de Meleças.
    08 – 27 – 38 – 57
    Existem ainda no período da manhã quatro comboios com partida de Oriente (os outros vêm de Alverca e Castanheira do Ribatejo)
    07:17 – 07:47 – 08:17 – 08:47

    O perido da tarde é sensivelmente igual

    Tem muita sorte de morar onde mora.
    Este é um assunto muito interessante que merece uma ampla discussão.

  24. maradona diz:

    O post está muito bom, mas o caso do nome “roma-areiro” da CP não é “um caso”. Acontece que a estação da CP “roma aeeiro” dá mesmo ligação quer a Roma quer ao Areeiro, enquanto que da rede do metropolitano para esse mesmo local consta, efectivamente, de duas estações distintas: uma para acesso ao areeiro e outra para acesso a roma. Logo, faz todo o sentido manter a designação “roma areeiro” para aquela estação da CP. Percebo tanto de transportes publicos, é impressionante.

  25. maradona diz:

    só agora vi o comentário do perdro delgado alves, que pelos vistos percebe ainda mais disto que eu (estou a brincar). as minha desculpas pela repetição.

  26. Maradona, bem visto, já tinha pensado nisso e tenho uma justificação perfeitamente razoável:

    Antes de escrever este artigo discuti o assunto com o Miguel do Cidadania LX. Verificámos que apesar da estação da CP Roma-Areeiro ser aproximadamente equidistante das estações ML-Areeiro e ML-Roma, apenas oferece um esboço de interface (plaquinhas-setinhas com indicação) para a primeira. Da parte da ML , a mesma coisa. A estação de Roma não tem placas a dizer “CP-Roma Areeiro”.

    Ou seja, ambas as empresas informam os seus clientes que o interface natural da “CP-Roma Areeiro” é com “ML-Areeiro”.

    (para dizer a verdade eu pensava que era precisamente o contrário e a versão inicial do artigo correspondia com ML-Roma)

  27. João Vasco diz:

    Só discordo do texto num ponto: é que a estação a que a CP chama “Roma-Areeiro” está, de facto, entre as duas estações de metro com esses nomes: a estação de Roma e a estação do Areeiro, praticamente equidistantes. Nesse caso a nomeação conjunta de todas as estações envolvidas está perfeita.

    Quanto aos outros casos, têm toda a razão.

  28. Não há, em termos técnico, qualquer interface entre as estações de Metro de Areeiro e Roma com a estação da CP que leva o nome de ambas.
    O que há é em apenas num caso uma galeria que saia um bocadinho mais longe da estação da CP em direcção ao Areeiro mas fica-se a meio caminho e o resto é feito na rua.
    Ora isto é natural.

    Quando o metro foi construído a estação da CP praticamente não existia
    Era um simples apeadeiro com uns comboios que passavam de hora em hora e não dava ligação a coisa nenhuma.
    Não havia Parque das Nações não havia Fertagus, não havia nada.
    Foi só após a Expo 98 que se resolveu aproveitar toda a potencialidade da linha da cintura e nessa altura a CP modernizou e bem a estação e fez o que pode para criar uns acessos ao metro.
    No caso da estação Roma do metro foi o mesmo que aumentou um bocadinho o túnel de acesso mas parte ainda tem que ser feito na rua.

    O que se podia fazer de melhor era a sinalização que não existe.
    Este assunto é muito interessante a proponho aos autores do post que tentem descobrir na área de Lisboa quantas estações de Metro e da CP permitem o acesso de deficientes.
    Se fizerem um post destes avisem-me por favor para o mail.

  29. miguel diz:

    Tanta discussão à volta do Roma-Areeiro!
    Só mesmo para fazer gostinho ao dedo de mandar umas bocas, e cá vai mais uma crítica a um pormenorzeco sem a mínima importância no post.

    Para que não fiquem dúvidas, da saída do metro mais próxima até à linha do comboio:
    ML-areeiro até CP 300m
    ML-roma até CP 500m
    (medido no google earth)

    O Miguel, do CidadaniaLx

  30. Jose Miguel diz:

    Boas,
    Necessito de viajar do aeroporto até ao Areeiro sem ser de taxi, exite outra forma sem ser a pé ? existe algum site que eu possa consultar horários etc.etc.
    Obrigado

  31. João Carlos Costa diz:

    Não será função da Junta Metropolitana de Lisboa coordenar também a rede de transportes? É que se não é, devia. Em vez de ser apenas um instituto no papel. A sua intervenção parece nula. Ainda assim, quem compõe a mesma Junta são os autarcas dos concelhos que a compreendem. Ouvi falar na criação de uma Autoridade Metropolitana de Transportes. Será que é desta que sai do papel? Ou terá a mesma intervenção que a presente AML? É que para isso mais vale ficarem quietos, só representará mais dinheiro gasto. Por exemplo, aqui no Monte Abraão, algum iluminado lembrou-se de chamar à estação da CP de Queluz/Massamá (copiando o formato da de Queluz/Belas, sem perceber a lógica disso). Valeu-nos a presidente de junta para a estação ganhar o nome mais correcto. O pior foi as paragens da Vimeca no mesmo interface manterem o nome Queluz/Massamá. Assim, ninguém se entende! E agora pergunto: mas qual é o autarca que vive descansado sabendo que a rede de transportes da sua cidade é uma verdadeira confusão? Acho que a confusão só não é maior por as redes de transportes serem tão pequenas.

Os comentários estão fechados.