Se o Lobo Antunes soubesse

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A CIA conseguiu o dar o prémio Nobel a Boris Pasternak

“A concessão do Nobel da Literatura a Boris Pasternak, em 1958, foi “a mais rápida e rocambolesca da história”, comentou ontem o jornal madrileno ABC, ao revelar documentos da Academia Sueca que até agora permaneciam secretos e que desvendam toda a trama, em plena guerra fria.
Os membros da Academia receberam a versão russa do livro Doutor Jivago na própria manhã de 25 de Setembro em que anunciaram ter decidido atribuir-lhe o Nobel, em detrimento do italiano Alberto Moravia e da dinamarquesa Karen Blixen, autora de África Minha.

O romance fora publicado em italiano quase um ano antes, mas o prémio não podia ser atribuído, se a obra não estivesse já impressa na sua versão original, em russo. E desse autêntico milagre encarregou-se a CIA, segundo uma investigação efectuada pelo jornalista Ivan Tolstoi, neto do autor de Guerra e Paz. Assim se ludibriou a proibição soviética.” Público, 6 de Janeiro

Conclusão: a CIA devia dedicar-se apenas à literatura.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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2 respostas a Se o Lobo Antunes soubesse

  1. Nuno Gouveia diz:

    É bom ver um elogio à CIA neste blogue… Eheheh

    Um abraço

  2. Manuel da Mata diz:

    Só não percebo porque vem António(?) Lobo Antunes à colação.
    Mesmo sabendo que tem um ego do tamanho do mundo, tem mérito suficiente para ganhar o galardão sueco

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