Houve muita coisa mas os sokalianos-jugulares paralisaram-se antes de Altamira

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Pois, houve muita coisa no século XIX: houve Barbizon (um sokaliano diz: o que?? – calma amigo, para o ano explico-te), quando o plein air foi descoberto numa das suas primeiras formas formosas. Depois, e com eles, os meus queridos Corot, Millet e, sobretudo Gustave Courbet (o que descobriu o “Nascimento do Mundo“, o segundo pai do realismo, se aceitarmos Caravaggio como o primeiro – o que é redutor, mas enfim). Houve ainda Moureau, o mestre de Matisse, houve a descoberta de que a luz e a matéria iluminada eram responsáveis pelas cores e pela espacialização na pintura (os impressionistas desprezaram a perspectiva), houve Manet (o verdadeiro “pintor da vida moderna”, sem desmerecimento para Baudelaire e Constantin Guys), houve, claro, Monet, Pissarro, Gauguin, Signac, Renoir, Van Gogh e, o expoente e a guarda avançada de tudo isso, houve Cézanne, acho eu. Ao mesmo tempo, quem houve mais? SOKAL, o físico, pois claro, Sokal. E quem foi o Sokal da pintura? O meu amigo William-Adolphe Bouguereau, aqui muito bem representado com uma “Admiração” de 1897. Ah pois, contra as fraudes dos Monets que achavam que de óptica (uma coisa para físicos jugulares) percebiam alguma coisa também havia este jugular-Sokal: o belo Bouguereau. Os franceses chamam a isto estética “Pompier”, belo nome. Mas os jugulares chamam SOKAL. Desculpa, bom Bouguereau, vales mesmo assim por 100 Sokais (e mil jugulares). E depois, bom Bouguereau, estavas-te nas tintas para o século XX (muito bem, até porque o XIX é que era o de Marx).

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