Outra língua, os mesmos “enganos”

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Henrique Cymerman também vende a sua peculiar modalidade de jornalismo a uma estação televisiva espanhola. E também por lá chama “mísseis” aos foguetes com que Israel é atacado. Mas não se trata da mesma coisa.

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12 respostas a Outra língua, os mesmos “enganos”

  1. j diz:

    Ó Luís, eu entendo o que escreve e não quero tomar partido, mas acha que os tipos do Hamas também querem negociar alguma coisa?
    E as vítimas civis não são, afinal, vítimas do próprio Hamas, que usa a população, onde se entrincheira, como escudos humanos e depois se vitimiza.

    E ao tomar partido não estamos a ser fundamentalistas?
    É claro que se percebe que esta intervenção israelita vem num contexto muito próprio para o actual poder político, mas, convenhamos, que a ala fundamentalista islâmica é isto que quer. Se não é, parece.
    E o comportamento cínico de muitos países árabes que ficariam satisfeitos se o Hamas fosse eliminado?

    Este conflito já enjoa.

  2. Su diz:

    Confesso que não posso com o Cymerman, que nem em esforço consegue ser minimamente imparcial…
    Estranho é haver canal espanhol que lhe dê troco.

  3. Spartakus diz:

    Cada vez percebo mais os motivos porque fui dispensado do meu trabalho de pisteiro, porque não recebo o que me devem algumas redacções ou porque não consigo nenhum buraco nem vender o trabalho ” censurado “. E nem é sobre isto nem eu sequer existo ” oficial ou oficiosamente “…falar de jornalismo em Portugal começa a soar mal. Muito mal. Uma questão de carácter, aqui, como em quase tudo no País. Mas, tratando-se da SIC, percebe-se. Talvez ” O Crime ” pega nos saneados e incómodos do Sistema. Pois.

  4. LR:
    “E também por lá chama “mísseis” aos foguetes com que Israel é atacado. Mas não se trata da mesma coisa.”

    Se a coisa for bem investigada serão apenas supositórios de elefante.

    Caro Luís Rainha. Já não encontra mais tremoços? Acha que os israelitas andam a levar com canas de foguete na mona?

    http://en.wikipedia.org/wiki/Missile
    “A guided missile (see also pronunciation differences) is a self-propelled projectile used as a weapon. Missiles are typically propelled by rockets or jet engines. Missiles generally have an explosive warhead, although other weapon types may also be used.”

    O foguete é o mecanismo de transporte da carga explosiva ou letal, de alguma forma. A ambos, chama-se míssil.

    .

  5. LR diz:

    Não. Um míssil é guiado, um foguete é cego. Cai onde calha. Nem a wikipedia consegue entender?

  6. Luis Rainha diz:

    J,
    O único partido que se deve tomar aqui é o dos inocentes apanhados entre dois bandos de assassinos: o Hamas e o governo de Israel.

  7. João diz:

    Pois, não são a mesma coisa, e vamos lá então explicar a diferença em termos perceptíveis (isto é, tentar encarnar o Nuno Rogeiro, mas sem o penteado:

    – os mísseis são guiados ( por rádio, laser, radar, por radiação IR, para citar os sistemas mais usuais), o que os permite atingir alvos com maior precisão , e possibilitando menos “danos colaterais”

    – os foguetes não são guiados; os “Qassam” (ou Kassam”) e os “Katiuska” usados pelo Hamas ( Chamem-lhe “Grad”, se quiserem , mas ” Grad” é um sistema de lançamento de foguetes não guiados, de concepção soviética, consistente num lançador múltiplo montado em cima de um camião) . São usualmente disparados em trajectória parabólica, muito menos precisos do que projécteis de artilharia convencional, e alguma estabilidade na trajectória é assegurada por aletas, ou por rotação. Foram concebidos para fogo de saturação ( que é o mesmo que dizer – que se lixem os “danos colaterais”).

    No caso do mísseis exibidos na foto que ilustra o “Post” (nos suportes do AH-64 “), parecem tratar-se de AGM 114 Hellfire, que são guiados por laser ou por radar,e são conhecidos por ser extremamente precisos, ao ponto de, para certos objectivos, dispensarem a montagem de ogiva, bastando-se com o efeito dó impacto.

    De resto, a carga explosiva do Hellfire e dos “Qassam” é semelhante, aproximadamente 10 Kg.

    Agora, é só tirar conclusões.

  8. lucklucky diz:

    Tem toda a razão e por isso devia elogiar o Jornalista… Cymerman ao dizer isso está a proteger o Hamas e a Jihad , está dizer os gajos até que não querem matar muitos vejam enviaram 4500 mísseis nos últimos 3 anos e há poucas mortes…com os Israelitas salvos pelas sirenes não fazem parte da contabilidade das vítimas…
    Como o João diz os mísseis são guiados por definição, os rockets não são guiados são armas de área em vez de serem de precisão. Lançá-los sobre uma cidade ou vila indiscriminadamente é um crime de guerra.
    A função militar é atingir “alvos área ” como grandes aeroportos e óbviamente grandes concentrações de tropas ou para fazer contra-bateria(isto é disparar contra a artilharia do inimigo). Pela sua propulsão e vulnerabilidade aos ventos são inerentemente menos precisos que a artilharia convencional. Mas são muito mais baratos de fazer, não precisam de ser resistentes a tanta força de G’s como um projectil de artilharia , nem é preciso da maquinaria para fazer um tubo de artilharia e o mecanismo de disparo e fabricar cargas propulsivas, basta um rail. A única complicação técnica é o motor de rocket/combustível mas não coloca problemas de maior.

    João: Os lançadores de Grad existem em muitas configurações. Desde rampas de 40 em camiões, a rampas de um em tripé passando pelas versões intermédias para forças páraquedistas.
    Na prática como é só colocar rails a imaginação é o limite.
    Os países que fabricam os Grads são a Rússia, algumas ex-Repúblicas Soviéticas , Países de Leste e a China no meio disto há uma data de variantes, cópias e modificações incluíndo com granadas em cluster.
    Os mais recentes com alcance melhorado 40km(os originais têm 15-20km dependendo da carga explosiva) que atingiu Israel era de origem chinesa que os tinha vendido ao Irão e foi “contrabandeado” para Gaza.

  9. LR:

    “Não. Um míssil é guiado, um foguete é cego. Cai onde calha. Nem a wikipedia consegue entender?”

    Portanto, o foguete (foguetão – foguete grande) Saturno V não era guiado? E os Arianes também não?

    O foguete é o transportador.

    .

  10. Nosferatu diz:

    O seu comentário teve piada, João. Quem o ler vai concluir que os rockets do hamas são uns bichos insensíveis cujo lema é “que se lixem os danos colaterias”; já os mísseis israelitas são humanitários e nada lhes pesa mais do que ferir uma avezinha colateral. O que não se percebe, assim sendo, é como é que os rockets assassinos do Hamas, tão ávidos de sangue inocente, fizeram até agora… quantas vítimas? Três? cinco? Enquanto os escrupulosos mísseis israelitas, tão precisos como um mata-moscas, já mataram… quantas crianças? 90? 100?
    Mas o que conta é a intenção, não é? Dir-se-ia que este conflito ilustra a historinha dos gigantes bondosos contra os anões malévolos. Os pérfidos anõezinhos gostariam de exterminar os humanitários gigantes, enquanto estes seriam capazes de dar a vida para proteger os primeiros. Mas, ironicamente e para infelicidade de todos, o que acontece é exactamente o contrário: os monstruosos anões mal conseguem fazer mal a uma mosca, porque lhes falta forcinha nos braços, ao passo que os caridosos gigantes tanto querem proteger os anões que acabam por exterminá-los às centenas. Oh infeliz contradição!

  11. Jose Simoes diz:

    E também por lá chama “mísseis” aos foguetes com que Israel é atacado”

    “os mísseis são guiados”

    Que confusão.

    Os misseis podem ser guiados ou não guiados.

    O Hamas tem enviado misseis (não guiados) empurrados por foguetões (ou foguetes, prefiro o primeiro).

    O Cymerman estava a usar o termo de maneira correcta. Falhou um pouco, na letra, a tradução, mas acertou o espírito e usou o termo de modo correcto.

    Aliás isto vem razoavelmente bem explicado no link que há no post original que no entanto não tira a conclusão de modo correcto.

    José Simões

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