Em louvor de J. P. Simões

O judaísmo (que primeiro “desenfeitiçou” o mundo, Lévinas dixit, muito antes que a modernidade o tivesse desencantado) está para o cristianismo (principal fornecedor de religião à humanidade durante pelo menos dois milénios) tal como o português de Portugal está para o português do Brasil, que é o seu futuro – e não faz perder a graça ao português antigo, que é o nosso. Isto é mais fácil escrevê-lo do que dizê-lo; a falar, o único que parece entendê-lo inteiramente é o nunca sobrestimado J. P. Simões (pronunciar gêpê, não me perguntem porquê).

Sobre António Figueira

SEXTA | António Figueira
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4 respostas a Em louvor de J. P. Simões

  1. Paula Telo Alves diz:

    Pronto, está o jêpê canonizado. Acho bem, o santinho fez a conta certa de milagres – incluindo o de ser um dos poucos portugueses a cantar em inglês em tom suficientemente self-deprecatory para poder ser levado a sério. Já era assim quando o ouvi pela primeira vez, no Festival de Paredes de Coura, em 1998, antes de o “Fossanova” dar à costa. An instant classic.

  2. Spartakus diz:

    Um blogue a citar Lévinas?
    Está linkado.

  3. manfio diz:

    esse gajo (pronunciar gaijo) é o maior!!!

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