Judith Butler

butler

Lawrence Summers,  actual chefe do Conselho Nacional Económico de Barack Obama e antigo Secretário do Tesouro de Bill Clinton, foi presidente da Universidade de Harvard entre 2001 e 2006, e foi nessa qualidade que proferiu, em 2002, um discurso em que acusava de anti-semitismo os intelectuais de esquerda que criticam Israel. Um anti-semitismo que, se não estava nas intenções dos críticos de Israel, estaria nos seus efeitos. Na altura, a filósofa Judith Butler escreveu um texto que é, na minha opinião, uma das melhores respostas à chantagem de que falava no meu post anterior. Pode ser lido aqui.

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5 Responses to Judith Butler

  1. viana says:

    Acompanho há mais de 5 anos blogues de esquerda nos EUA, e é palpável a mudança no tom das opiniões e comentários. Onde de início havia um apoio quase total às acções do Estado de Israel, hoje os comentários são quase sempre críticos, alguns deles extremamente críticos. Impensável nos EUA, mesmo à Esquerda. Vejam, por exemplo, os artigos de opinião no website http://www.huffingtonpost.com/world/ (lado esquerdo da webpage), talvez o mais popular agregador de notícias entre a Esquerda nos EUA.

    Acho que Israel perdeu totalmente o controlo da situação. Não tem qualquer estratégia de longo prazo que lhe permita establecer uma paz sustentável, alienando pelo caminho as opiniões públicas mesmo nos Estados que apoiam incondicionalmente Israel. Aliás, é bem possível que a presente ofensiva sobre Gaza tenha como um dos objectivos principais incitar o Hezbollah a atacar Israel, em solidariedade com os palestinianos, de modo a que Israel possa, antes de Obama tomar posse, atacar o Irão sob a acusação de que o Hezbollah é uma marioneta do Irão. O único lema de Israel parece ser “de vitória em vitória, até à derrota final”.

  2. viana says:

    Acompanho há mais de 5 anos blogues de esquerda nos EUA, e é palpável a mudança no tom das opiniões e comentários. Onde de início havia um apoio quase total às acções do Estado de Israel, hoje os comentários são quase sempre críticos, alguns deles extremamente críticos. Impensável nos EUA, mesmo à Esquerda. Vejam, por exemplo, os artigos de opinião no website http://www.huffingtonpost.com/world/ (lado esquerdo da webpage), talvez o mais popular agregador de notícias entre a Esquerda nos EUA.

    Acho que Israel perdeu totalmente o controlo da situação. Não tem qualquer estratégia de longo prazo que lhe permita establecer uma paz sustentável, alienando pelo caminho as opiniões públicas mesmo nos Estados que apoiam incondicionalmente Israel. Aliás, é bem possível que a presente ofensiva sobre Gaza tenha como um dos objectivos principais incitar o Hezbollah a atacar Israel, em solidariedade com os palestinianos, de modo a que Israel possa, antes de Obama tomar posse, atacar o Irão sob a acusação de que o Hezbollah é uma marioneta do Irão. O único lema de Israel parece ser “de vitória em vitória, até à derrota final”.

  3. nuno castro says:

    as luzes da ribalta fazem-lhe bem!

    ainda bate o seu próprio recorde de postagens em blogs colectivos…ou, desculpe o disparate – blogues em que se brilha, claro está.

    isto é o que se chama “evolução na continuidade”. E venham mais bons posts, porque aqui até lhe fica bem dar-se ao trabalho.

    E pela causa palestiniana vale tudo menos tirar olhos…

  4. Bruno Peixe says:

    Nuno, acho que o exército Israelita não concorda nada contigo e, pela causa palestiniana, vale tirar os olhos sim senhora. A cada um a sua parte. Por cá os defensores do ataque Israelita não tiram os olhos, limitam-se a tentar atirar areia aos ditos. Um comentário de outro post afirma que nos Estados Unidos Israel vai perdendo o apoio de que gozava na opinião de esquerda. Aqui em Portugal, infelizmente, o tom dos comentários que tenho visto nas tlevisões é exactamente o contrário, com os comentadores a falarem do ataque como se se tratasse de uma operação de defesa legítima por parte de Israel. A excepção foi Ana Gomes, honra lhe seja feita.

  5. nuno castro says:

    Portugal é uma terra muitíssimo periférica, ou atlantico-fanática se quiseres.

    noutros lados, o consenso pró-israelita não é tão indestrutível. mas é claro que a máquina de propaganda funciona e de que maneira, basta ler isto (séquinda não leram…) http://www.guardian.co.uk/world/2009/jan/04/israel-gaza-hamas-hidden-agenda

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